O erro da frase «A história da dança tem sido escrita há séculos»
«A história da dança tem sido escrita há séculos».
Esta frase está correta?
Tenho dúvidas porque, por um lado, há pode ter um significado de duração (ex: trabalho nesta empresa há oito anos), mas, por outro, nesta frase, parece-me que há remete para uma localização temporal no passado, com o sentido de «foi escrita há séculos». «A história da dança tem sido escrita ao longo de séculos» soa-me melhor, mas não posso afirmar que a outra esteja incorreta. Gostaria que esclarecessem esta questão, por favor.
Obrigada pelo vosso trabalho.
A análise do complexo verbal «estar por vir»
No período «O pior ainda está por vir», os termos «está por vir» formam uma locução verbal ou duas orações?
Grata pela resposta.
A diferença (gráfica e eventualmente fonética)
entre precisamos e precisámos
entre precisamos e precisámos
O jornal Observador envia por mail um anúncio para subscrição que começa com o seguinte título: «Nunca como agora precisamos tanto de si.»
A perceção que tenho é que não só faltam vírgulas a separar a oração «como agora», como falta um acento em "precisamos" (precisámos).
O facto parece enquadrar-se numa pandemia fonética que alastra e que consiste na pronúncia igual de tempos verbais diferentes cuja grafia é distinta: entramos/entrámos, compramos/comprámos, etc.
Creio que essa pronúncia está errada pois o acento está lá para se acentuar a sílaba. Ignorá-lo, não só prejudica a comunicação verbal, gerando equívocos de ordem temporal, como parece estar a contaminar a comunicação escrita, até junto daqueles com responsabilidades óbvias no seu uso correto.
Estou certo?
Obrigado.
O sujeito da frase «Custou ao aluno entender a lição»
Na frase «custou ao aluno entender a lição», qual é o sujeito?
Obrigada.
A expressão «testar positivo/negativo»
Tendo em conta que o verbo testar é transitivo directo, isso não faz de «positivo» em «testar positivo"»o complemento directo?
Não me parece fazer sentido. Testa-se a pessoa, não o resultado, diria eu. Soa-me a um decalque do inglês "test positive for", mas encontram-se tantos exemplos na imprensa, que fico na dúvida.
Ficaria muito agradecido se pudessem clarificar esta questão.
O consulente escreve segundo a norma ortográfica de 1945.
Modo indicativo e modo conjuntivo em duas orações relativas coordenadas
Recentemente vi uma postagem nas redes sociais com a seguinte frase: «Namore alguém que acredita na ciência e defende o SUS.»
Minha dúvida é: a forma certa não seria «Namore alguém que acredite na ciência e defenda o SUS»? Ou as duas formas estão corretas?
Desde já, agradeço.
«Ouvir alguém pedir...» e «ouvir alguém a pedir»
Relativamente a esta frase «na primeira vez, Ana julgou ouvir alguém pedir ajuda.", pedia-vos que me esclarecessem se podemos dizer:
a) "Ana julgou ouvir alguém A pedir ajuda."
b) "Ana julgou ouvir alguém pedir ajuda."
Quanto à expressão "Na primeira vez", ela é legítima?
Muito obrigado.
«Julgamos ser eternos...»
A minha questão é relativa à correta conjugação do verbo "Ser" quando em conjunto com verbos como "Julgar", "Imaginar", "Supor", "Acreditar" ou "Crer". Atente-se nas seguintes hipóteses:
«Quando somos jovens, julgamos ser eternos.»
«Quando somos jovens, julgamos sermos eternos.»
Qual é a frase correta? Ou estarão ambas certas?
Desde já, muito obrigado.
A sintaxe do verbo implorar (II)
Relativamente ao verbo implorar, perguntava-vos se podemos aceitar esta construção: «Ele implorou para a mãe o levar dali.»
Obrigado.
A origem da mesóclise em português
Sou estudante de Línguas, Literaturas e Culturas e, numa disciplina da área da linguística, surgiu a questão de como é que se poderá explicar diacronicamente a possibilidade da mesóclise.
Assim, qual é a história da mesóclise, desde o latim clássico até ao português contemporâneo?
