DÚVIDAS

Elementos paratextuais, peritextuais e epitextuais
Em alguns artigos de crítica literária e outros textos (mais relacionados com análise de álbuns (enquanto obra literária para a infância) tenho encontrado a referência a elementos paratextuais da obra — indicando quer elementos do texto visual, quer elementos do texto verbal "dentro" da obra ou referências evocadas por excertos de comentários "sobre" obra, autor/a, ilustrado/a, etc. Em outros artigos, estas denominações são separadas, isto é: elementos peritextuais: tudo o que diz respeito à obra propriamente dita; elementos epitextuais: todas as referências "sobre" a obra (como comentários, dados sobre obra, autores/as, etc.). Qual a expressão mais correcta, ou estarão as duas correctas (assumindo que são todas elas "neologismos")?
Estância vs. instância
Numa reportagem do telejornal de 9/7 sobre São Martinho do Porto, é referido que se trata de uma «"instância" balnear». Quando ouvi a palavra instância, julguei ter percebido mal e que se trataria de estância como sempre ouvi, mas entretanto apareceu escrito «a vila é instância balnear desde fins do século XIX». Está correto o uso da expressão «instância balnear»? Os meus agradecimentos pelo esclarecimento.
Estupro e estrupo
O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), editado pela Academia Brasileira de Letras, abona os seguintes verbetes: estupro e estrupo. Com fulcro nos dicionários de Caldas Aulete e António de Morais Silva, concluo que se trata de parônimos, mas, não, de formas variantes. Em síntese: apesar da falta da devida advertência na citada publicação, a exemplo do que se verifica em outros vocábulos (e.g. eminente e iminente), o abono da ABL não autoriza que se use estrupo por estupro. Submeto esse entendimento à douta apreciação dos que fazem esse preciosíssimo sítio, excepcional e incomparável serviço à língua portuguesa.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa