Orações completivas não finitas
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida (comum a várias colegas professoras de Português).
No manual Página Seguinte da Texto Editora do 11.º ano, página 332, numa secção informativa de Funcionamento da Língua, num quadro de orações completivas não finitas, consta o seguinte exemplo: «A Manuela apreciou visitar o Museu da Música.» A oração destacada como completiva não finita é, pois, «visitar o Museu da Música». A nossa dúvida reside nesta classificação, na medida em que nos parece que o verbo visitar, por estar no infinitivo impessoal e não ser antecedido por nenhuma conjunção (que, se, para...) ou pronome relativo, não pode formar oração. Ou seja, parece-nos ser a frase simples e não complexa. Sendo duas orações, qual seria o sujeito da segunda?
Antecipadamente gratas pelo vosso esclarecimento.
Frases com o pronome se
Conforme a correção do exercício, a primeira frase é dada como a correta. Gostaria de saber por quê.
1) «É importante que se busque outras soluções para o problema.»
2) «É importante que se busquem outras soluções para o problema.»
Uso de cardinais para décadas
«Os anos oitentas foram marcantes.»
Li que o número cardinal vai para o plural quando é substantivo, e a frase acima é exemplo disso. Mas, em «anos oitentas», o número não é adjetivo? Ele não modifica anos?
Infinitivo pessoal, ou impessoal?
Qual é a opção correta: «Que ele nos ajude a fazer», ou «a fazermos»?
Uso de vírgula em orações subordinadas antepostas
«Quando eu te encarei frente a frente não vi o seu rosto.»
Está correta a frase acima, ou tem vírgula? Onde? Por quê?
Paródia vs. sátira
Tenho ouvido bastantes vezes o termo paródia empregado, e sempre me soou ao inglês parody. De todas essas vezes me pareceu que seria mais adequado usar o termo sátira do que o referido. Por exemplo, «O Último a Sair é uma sátira dos reality shows habituais», em vez de «O Último a Sair é uma paródia aos reality shows habituais».
Agradecia que me explicasse qual é a a forma mais adequada e, já agora, qual é a preposição que cada um destes verbos pede.
A concordância com a expressão «o número de...»
Gostaria de saber qual será a forma correcta:
«O número de operadoras passa de duas para três.»
ou
«O número de operadoras passa de dois para três.»
Muito obrigada.
Sobre a silepse na concordância com «a gente»
Está errado dizer «A gente fomos ao cinema» porque ocorre silepse? A silepse é um erro?
Concordância de género com a expressão «parte de...»
Gostaria que verificassem, por favor, se esta frase está incorreta:
«Parte do lucro é destinado à compra.»
Ou se devemos falar:
«Parte do lucro é destinada à compra.»
Grata pela atenção.
Sobre a concordância do verbo existir
Depois de pesquisar sobre a utilização dos verbos haver e existir quando têm o mesmo sentido, concluí que o verbo existir é pessoal e deve concordar com o seu sujeito:
«Existem dois quartos e uma sala de estar nos apartamentos.»
O verbo haver fica no singular porque não tem sujeito, mas os seus sinónimos têm sujeito e devem concordar:
«Há dois quartos e uma sala de estar nos apartamentos.»
E se se tratar de uma enumeração? Tenho obrigatoriamente de conjugar o verbo?
«Existem sauna, hidromassagem e banhos turcos à disposição», ou «Existe sauna, hidromassagem e banhos turcos à disposição»?
Muito obrigada pela vossa atenção!
