Muito (adv.), muita (pron. indef.)
Outro dia, lendo um texto, vi duas frases: «Minha mãe tem os cabelos longos e é muito bonita»; já a outra frase era: «Desejo muita saúde e paz.»
A minha duvida é a seguinte: na primeira frase, o advérbio muito está diante de um adjetivo feminino, mas não há concordância («minha mãe é muito bonita»), e na segunda frase ele concorda com a palavra saúde (feminina). Porque isso ocorre?
O masculino (conjuntos dos dois géneros)
Estou preparando um projeto de lei e tenho dúvidas quanto à redação de um determinado artigo.«Os jovens alunos serão vereadores por um dia.»«Os jovens e as jovens alunos e alunas serão vereadores e vereadoras por um dia.»Depois do tão propalado presidente e presidenta, começo a ter essa dúvida.
«Faz(em)», «fazes /fazeis», marca do recetor/objeto
Veja-se a seguinte estrofe:
Oh! pesadelo terrível
Oh! sofrimento brutal
Que me faz (fazes) implorar
Pelo instante final
Considerando que o sujeito poético se dirige a pesadelo e sofrimento personificados, exercendo esses termos a função de vocativo, pergunto qual a concordância correta para o verbo fazer. Parece-me que, conforme se considere a oração adjetiva como restritiva ou explicativa, haveria a possibilidade de estarem corretas as duas concordâncias. Outras frases semelhantes: «Oh! velho amigo, que me vens alegrar»; «Oh! velho amigo que me vem alegrar».
Gostaria de uma análise a respeito, a qual desde já agradeço.
«Começa(m)-se a pendurar os quadros»
A frase «Começa-se a pendurar os quadros» parece-me correcta.
E «Começam-se a pendurar os quadros» (que pode ser lida como, em tom coloquial, «Os quadros começam-se a pendurar» («arrumam-se os livros...»)?
O uso do infinitivo
«Os leitores têm a possibilidade de consultarem», ou «os leitores têm a possibilidade de consultar»?
A concordância do infinitivo: «estudar/estudarem»
Na frase «Eu permiti aos alunos estudar/estudarem Português», está certa a concordância dupla?
Mesóclise de complemento
Uma dúvida sobre mesóclise: como fazer quando há dois pronomes átonos? Por exemplo, quero dizer que nós poderíamos declarar tal fato uma calamidade. Devo dizer «poder-se-a-ia declarar», «podê-la-se-ia» talvez?
«Recebido/a por»
Esta frase está correcta: «é curioso observar a diferença de tratamento recebida por...»? Ou deveria ser «é curioso observar a diferença de tratamento recebido por»?
O infinitivo impessoal precedido de verbo flexionado
Tenho uma dúvida cabal com relação à pronúncia/forma correta das seguintes frases.
O correto é:
«Nós devemos nos identificarmos com a Nação», ou «Nós devemos nos identificar com a Nação»?
«Nós devemos nos superarmos diante das dificuldades», ou «Nós devemos nos superar diante das dificuldades»?
Orações completivas não finitas
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida (comum a várias colegas professoras de Português).
No manual Página Seguinte da Texto Editora do 11.º ano, página 332, numa secção informativa de Funcionamento da Língua, num quadro de orações completivas não finitas, consta o seguinte exemplo: «A Manuela apreciou visitar o Museu da Música.» A oração destacada como completiva não finita é, pois, «visitar o Museu da Música». A nossa dúvida reside nesta classificação, na medida em que nos parece que o verbo visitar, por estar no infinitivo impessoal e não ser antecedido por nenhuma conjunção (que, se, para...) ou pronome relativo, não pode formar oração. Ou seja, parece-nos ser a frase simples e não complexa. Sendo duas orações, qual seria o sujeito da segunda?
Antecipadamente gratas pelo vosso esclarecimento.
