Redobro do pronome: «proteja-se a si e aos outros»
Ao ler a frase "Proteja-se a si e aos outros" fiquei com uma dúvida. Qual a razão para usar "a si" e "aos outros"?
Na frase "Proteja-se a si e aos outros" usamos "a si" porque o pronome pessoal reflexo "si" vem acompanhado da preposição "a". Logo, dizemos "Proteja-se a si" tal como dizemos "Convido-o a si". Mas qual é a lógica da segunda parte, "proteja aos outros"? Qual é o papel da preposição "a" contraída com "os outros" neste exemplo, sabendo que "proteger" não é regido pela preposição "a"?
Compreendo que digamos "Vi-o a si ontem", para reforçar o interlocutor, mas não percebo o sentido na frase que agora aparece em muitos cartazes. É que julgo que a frase "Proteja aos outros" não faz sentido.
Parece-me mais correto dizer: "Proteja-se e proteja os outros" ou talvez "Proteja-se a si e proteja os outros". Julgo que é a mesma em "Encontrei-te a ti e aos outros", pelo que deduzo que "a mim/ti/si e aos outros" seja uma fórmula que não depende do verbo que a antecede.
Obrigado pelo esclarecimento!
Complemento do nome vs. modificador: «o edifício da empresa»
Começo por vos parabenizar pelo vosso 25.º aniversário! Efetivamente, é um site de referência.
Quanto à minha questão, é muito simples. Num exercício de um manual, pergunta-se, de entre as 5 frases que de seguida apresentarei, uma não tem complemento do nome:
1. A beleza da Ana é inigualável.
2. A certeza de que ia vencer levou-o a persistir.
3. O regresso do João foi efusivo.
4.O edifício da empresa vai entrar em obras.
5. O grupo de turistas estava entusiasmado.
Tenho dúvidas na 4 e 5. A solução remete para a 4, mas não consigo incluir a 5 no grupo de palavras que pedem complemento do nome, enquanto na 5, parece-me que podemos ver o edifício como parte de um todo.
Grata pela V. atenção,
Modificador do grupo verbal: «Há problemas com a vizinhança»
Saúdo antes de mais os dinamizadores da página e parabenizo o trabalho feito através deste projeto.
A minha dúvida é a seguinte: na frase «há problemas com a vizinhança», o «com a vizinhança» corresponde a um modificador do grupo verbal ou a um complemento do nome?
Parece-me difícil discernir.
Obrigado.
O termo «complemento determinativo»
Gostava de saber o que é na verdade um complemento determinativo.
Oração subordinada substantiva relativa: «nem sempre encontramos quem nos perceba»
Nas frases «Nem sempre encontramos quem nos perceba bem» e «Raramente encontramos quem durma menos de 7 horas por noite», as orações subordinadas são substantivas relativas ou substantivas completivas?
Valor locativo do modificador: «o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém...»
Tenho uma dúvida em relação à seguinte função sintática do constituinte «em Belém» na seguinte frase:
«O Mosteiro de Santa Maria da Feira, em Belém, é mais conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.»
Modificador de nome, certo?
A expressão «em Belém» equivalerá a «que é de Belém»? Equivalerá a «localizado em Belém»? Não me parece que faça sentido quando movida na frase.
Obrigado pela vossa paciência e dedicação.
Análise de «estar a mil numa montanha russa»
Na frase «É como se estivéssemos a mil numa montanha russa», qual a função sintática exercida na frase pelas expressões «a mil» e «numa montanha russa» respetivamente?
Oração de modo
1. Como devo fazer análise sintática da seguinte frase: «aceita-me como sou»?
2. Como posso dividir e classificar o seguinte período: «tal como eles foram patriotas assim também o seremos»?
Sou um consumidor regular dos conteúdos disponibilizados por este maravilhoso canal.
Muito obrigado pelo excelente trabalho que desenvolvem em prol do nosso idioma, o Português. Bem hajam!
«Era uma vez», novamente
Em resposta de 23 de março de 2007 (https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/era-uma-vez/19978), diz-se que «era uma vez» “pode ser classificada sintacticamente como complemento circunstancial de tempo” e dá como exemplo «Era uma vez um gato que tinha duas botas pretas».
Ora, sendo «que tinha duas botas pretas» uma oração subordinada, se «era uma vez» é complemento, não existe verbo para uma oração subordinante!
Quer-me parecer que mais lógico é considerar «era» núcleo do sintagma verbal, e apenas «uma vez» complemento circunstancial.Se for assim (e também se não for), resta saber a função de «um gato».
Dado que nós também diríamos «era uma vez dois gatos» (e não «eram uma vez dois gatos»), «gato» ou «gatos» pode ser o sujeito?
Ou teremos de admitir que temos aqui um uso de especial de ser equivalente a haver? «Havia uma vez dois gatos» não levanta dúvida nenhuma.
Grato pela vossa atenção e serviço à comunidade.
Redobro do pronome pessoal e terminologias gramaticais
Em «vi-os aos dois», «comprei-as a todas», qual é a função sintáctica dos termos em destaque de acordo com a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário[1], a Nomenclatura Gramatical Portuguesa (1967) e a Nomenclatura Gramatical Brasileira (1959)?
[1 N. E. – Esta terminologia, conhecida pela sigla TLEBS e, entre 2004 e 2007, aplicada no ensino básico e secundário de Portugal, foi substituída em 2008 pelo Dicionário Terminológico, que constitui, conforme se lê na Direção-Geral de Educação, «um documento de consulta, com função reguladora de termos e conceitos sobre o conhecimento explícito da língua, de forma a acabar com a deriva terminológica». Sobre a TLEBS e a polémica que gerou, consultem-se os artigos reunidos pelo Ciberdúvidas aqui.]
