O regionalismo esgalfo (região de Aveiro)
Ouvia, por vezes, o meu avô Alcino dizer que estava "esgalfo". Pensei sempre que quisesse dizer que estava esfomeado.
A verdade é que agora não encontro o significado da palavra "esgalfo", como se não existisse...
Será que de facto não existe e eu ouvia-a sendo outra a palavra proferida pelo meu avô? Será que me podem esclarecer?
Bem hajam.
A expressão «falar à táxi»
Na região do Minho, é comum dizer-se «falar à taxi» (penso ser assim que se escreve) como sinónimo de «falar à toa».
Gostaria de saber qual a origem desta expressão e se se trata, efetivamente, de um regionalismo.
Presuntaria
Gostaria de saber se pode ser usado o termo "presunteria" ou "presuntaria" para definir produtos da classe de presuntos, tal como existe o termo charcutaria para outros do género. Este conceito linguístico existe? Pode ser utilizado?
Aguardo as vossas recomendações, que muito agradeço, desde já.
O género do anglicismo gig (= concerto)
O termo inglês gig, introduzido no meio musical, em português é considerado um nome do género masculino ou feminino?
Se traduzirmos como «concerto/ espetáculo musical» dizemos «o gig»?
E se traduzirmos como «atuação/ apresentação musical», dizemos «a gig»?
Será indiferente usarmos o masculino ou feminino?
«De par com» e «a par de»
Tenho visto muito a utilização de «a par com» (Exemplo: «Macau é, a par com Hong Kong, uma das Regiões Administrativas Especiais da China»). Julgo que o correcto seria «a par de», mas tenho visto isto tantas vezes que já tenho dúvidas.
Serão válidas as duas formas?
Os adjetivos hipertensivo e hipertensor (II)
Como se deve dizer: «medicamento anti-hipertensor» ou «medicamento anti-hipertensivo»?
Muito obrigado.
A expressão «tudo o resto» (II)
Esta questão já foi aqui apresentada por outro consulente e a vossa resposta foi «Penso que deve dar preferência ao uso da expressão "tudo o resto"».
Eu mantenho as minhas dúvidas, até porque quem respondeu não o fez com convicção ao usar o «penso que». Pois eu penso que deve ser «todo o resto», entendido como a totalidade da parte restante. Por exemplo, hoje, na capa de A Bola, lê-se que Fernando Santos fala «sobre a Liga das Nações e sobre tudo o resto».
No meu ver, estes dois conceitos são contraditórios: se fala sobre tudo, não sobra resto para acrescentar ao que fala. Ela fala, com certeza sobre a Liga das Nações e sobre a totalidade da parte restante (de matérias de futebol, certamente) que vão além do assunto principal.
Agradeço a vossa atenção.
A pronúncia e a grafia de acrobata
Há dias, ouvindo uma entrevista televisiva ao coreógrafo e professor luso-cabo-verdiano de artes circenses Pascoal Furtado, o entrevistador pronunciou sempre a palavra acrobata, com o "o" acentuado (/akròbata/).
Parece-me um erro, certo?
Muito obrigado.
A expressão «sem ais nem uis»
Gostaria de conhecer o significado da expressão «sem ais nem uis» e de saber se é de uso corrente ou não. Aproveito para perguntar se a expressão se deve colocar sempre entre aspas, independentemente do contexto em que surge.
Obrigado.
O nome idade referido a entidades não animadas
A palavra idade pode usar-se mesmo quando não se refere a pessoas?
Por exemplo: «Qual a idade da sua empresa?»
A pergunta em cima está correta?
Obrigado.
