DÚVIDAS

A sintaxe do verbo informar
Exemplo 1: a) Informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. b) Informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. c) Informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. d) Informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. Exemplo 2: a) Estimado Cliente, informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. b) Estimado Cliente, informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. c) Estimados Clientes, informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. d) Estimados Clientes, informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. Qual será a frase correcta em cada exemplo e porquê?
Sobre as formas Galiza e Galícia
No Brasil, infelizmente tornou-se hábito generalizado dizer "Galícia", e não "Galiza", ao se referir ao país dos galegos, na Espanha, quando o normal, em português, é dizer sempre "Galiza". Considero esta prática condenável, pois além de romper com a tradição da nossa língua, pode gerar mal-entendidos, já que há uma outra região com o mesmo nome na Europa Central. Em outras palavras, alguém, numa conversa, pode estar-se referindo à Galícia da Europa Central, e o seu interlocutor entender que se fala da Galícia espanhola. O mesmo pode ocorrer em um texto. Gostaria de saber o que pensam os valorosíssimos, laboriosíssimos e sapientíssimos consultores do Ciberdúvidas a respeito da questão supramencionada. Muito obrigado.
Aspas com termos da gíria (Portugal)
Este ano lecciono apenas 8.ºs anos. Recentemente, surgiu-me uma dúvida a propósito de uma reclamação de uma aluna. Na composição de um teste, a aluna utilizou "népia", "seca", "porreiro" e "pachorra" sem aspas e, apesar de algumas destas palavras terem já passado ao nível familiar, achei que as aspas seriam necessárias. O contexto era um convite que dirigia a um amigo, justificava-se a utilização de vocabulário familiar. Na literatura juvenil, em textos de autores portugueses, elas não surgem habitualmente entre aspas. Todavia, esse tipo de liberdade de escrita não costuma ser aceite nos Exames Nacionais, nem nas Provas de Avaliação Sumativa Externa do 9.º Ano. Tanto mais porque é quase impossível sabermos se determinada palavra deixou já de ser calão ou não... Donde, a minha dúvida persiste. Aspas ou não? Com os meus melhores cumprimentos,
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