A origem do termo fascismo
Qual a origem do termo fascismo ?
Sei, grosso modo, que deriva da imagem pública associada a Mussolini, ou seja, um feixe de varas.
Mas, assim sendo, a palavra derivada não deveria ser "feixismo"?
Fabrico e fabricação
Podiam esclarecer, por favor, se existe alguma diferença entre fabrico e fabricação ou se podem ser utilizados indistintamente?
Obrigado.
Ainda rir vs. rir-se
Muito obrigada pelas suas respostas anteriores.
Podiam explicar, por favor, qual é a diferença entre os verbos rir e rir-se?
Como é correto dizer?
«Ele riu da piada» ou «Ele riu-se da piada»? (Verbo com o objeto do riso).
«Naquele dia ele riu muito» ou «Naquele dia ele riu-se muito»? (Verbo que designa o processo como tal).
Ou todas as quatro variantes são aceitáveis? Qual, então, é a diferença entre elas (se há)?
Desde já agradeço.
Item e hífen
Acerca da centuação das paroxítonas, pergunto: por que item não recebe acento, mas hífen sim?
De acordo com a regra geral, paroxítonas terminadas em n devem ser acentuadas.
No entanto, nos casos de item e hífen, ocorre uma particularidade: ambas as palavras terminam em ditongo nasal, já que o m e o n finais assumem som de i, formando esse tipo de ditongo.
Pela regra específica, paroxítonas terminadas em ditongo nasal não são acentuadas; o acento ocorre apenas quando há terminação em ditongo oral.
O significado do verbo estacionar
Tem sentido dizer que as tropas estão "estacionadas" em determinado sítio?
De início pareceu-me uma tradução direta do inglês, mas entretanto verifiquei os vários significados da palavra em português e fiquei na dúvida.
Obrigado.
Beija-flor no género feminino
Posso usar na letra de música a expressão «a beija-flor pousou no berço da criação» para me referir à fêmea do beija-flor?
A locução «em relação a»
Vi alguma uma resposta do Ciberdúvidas sobre «em relação com» como organizador textual, na qual o consideravam como um galicismo a evitar.
Porém, fiquei com dúvidas no uso da mesma expressão no seguinte enunciado:
«Escolha a opção correta em relação com o texto que vai ouvir.»
Agradeço o esclarecimento. Muito parabéns pelo excelente trabalho!
Criação de palavras: "vicinalvo"
Gostaria de submeter à vossa análise uma reflexão sobre a ausência de um termo sintético na língua portuguesa para designar o elemento que sucede o próximo (o segundo em uma sequência, ou n+2).
Atualmente, o falante recorre a perífrases como «sem ser nesta rua, a próxima» ou «na terça-feira da semana subsequente à próxima». Tais estruturas, embora gramaticalmente corretas, são imprecisas e onerosas em contextos de rapidez comunicativa, como na navegação assistida por GPS ou em agendamentos céleres. Nesse sentido, proponho o termo "vicinalvo" (ou "vicinalva"), formado pela aglutinação do latim vicinalis («vizinho») com o elemento alvo (objetivo/finalidade). A construção «Vire na direita vicinalva» ou «Marcaremos para a terça-feira vicinalva» parece preencher essa lacuna de forma precisa.
Consulto esta equipa sobre a viabilidade morfológica desta proposta no sistema do português e se consideram que o termo preenche adequadamente essa 'janela lexical'. Existe algum arcaísmo ou termo já dicionarizado que cumpra essa função específica de saltar uma unidade para designar a seguinte?
Desde já agradeço o vosso contributo para o esclarecimento desta questão.
Variação em género: feliz e realizado
Por que a palavra feliz não muda de forma (grafia e/ou pronúncia...) passando diretamente ao feminino, e a palavra realizado é convertida em realizada (muda um pouco...).
No caso, quais as diferenças estruturais exatamente?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
«Vinha estudando»
Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter.
Ex.: «Tenho estudado bastante...»
Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir, apenas na linguagem falada do dia a dia.
Ex.: «venho estudando bastante nos últimos dias...»
Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo.
Desde já agradeço pelo apoio de sempre!
