Expressões Idiomáticas Ilustradas - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Expressões Idiomáticas Ilustradas
Sofia Rente
Lidel, Lisboa, 2013 3K

Expressões Idiomáticas Ilustradas, da autoria de Sofia Rente e com ilustrações de Luís Prina, é um livro assumidamente destinado a quem aprende português como língua estrangeira ou não materna (alunos e nível médio e avançado), mas que acaba por se revelar muito útil para falantes nativos. Com o apoio, na sua recolha,  de uma vasta bibliografia e outras fontes devidamente identificadas, como mandam as regras (infelizmente nem sempre cumpridas noutra obras similares ) –, as ilustrações são atraentes e divertidas deste pequeno guia de 250 entradas, organizadas por ordem alfabética, estimulando quem aprende português e certamente também para os docentes. E, sem dúvida, um sinal de que é possível diversificar os materiais de apoio ao ensino da língua fazendo apelo à imagem e mobilizando o conhecimento histórico-cultural. Nele incluiram-se ainda outras expressões que podem ser usadas em contextos similares – expressões regionais portuguesas seleção constam as expressões mais conhecidas e usadas pela população portuguesa e órgãos de comunicação social em geral, mas também expressões regionais (Minho, Trás-os-Montes, Coimbra, Beiras, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores), mas também de outros países que compõem a CPLP, nomeadamente Angola e Brasil. Por exemplo: «Andar a monte», «baixar a bola», «cair em saco roto», «comer muto queijo», «dar a volta dos tristes», «despedir-se à francesa», «enquanto o diabo esfrega um olho», «estar pelos cabelos», «fresco como uma alface»,  «histórias do arco da velha», «ir aos arames»,  «ir na onda», «lançar [alguém] às feras»,  «levar uma tampa», «mandar plantar batatas [a alguém)», «meter uma cunha»,  «meter uma peta»,  «morder pela calada», «não ter pés nem cabeça». «onde Jesus perdeu as botas», «por uma unha negra», «pôr em pratos limpos»,«pôr-se na alheta», «saltar à vista», «sem dizer água vai», «ser bota de elástico»,  «ser canja», «ser corrido a toque de caixa», «ser mãos rotas», «ser um trinca-espinhos», «sete cães a um osso», «ter ouvidos de tísico», «ter um parafuso a menos», «ter uma vida de cão», «trazer água no bico», «untar as mãos [a alguém]», «ver-se grego», «visita de médico», etc., etc., etc.

 

F.C.