DÚVIDAS

Rimas interpolada e emparelhada
Venho pedir a vossa ajuda quanto à classificação de tipos de rima consoante os esquemas rimáticos. Assim: 1) ABBA. Neste esquema considera-se que existe apenas rima interpolada, ou é igualmente defensável a ideia de que temos rima interpolada nos As (A_ _A) e emparelhada nos Bs (_BB_)? 2) ABCA. Aqui podemos considerar rima interpolada (A_ _A), ou o facto de os dois versos do meio apresentarem rima diferente (B distinto de C) invalida essa classificação? 3) ABBACC Podemos considerar aqui, além da rima interpolada (ABBA) uma rima emparelhada (CC)? Ou, para ser emparelhada têm de existir necessariamente pelo menos dois pares (ou trios) iguais seguidos (CCDD ou CCCDDD)? Finalmente, pergunto se a mudança de estrofe invalida a continuidade de uma sequência rimática. (Por exemplo em dois tercetos com a sequência ABB ABB, podemos considerar rima interpolada nos As)? Analisei várias respostas do Ciberdúvidas a estas questões, não tendo ficado inteiramente esclarecido. Gostaria também de saber se existem regras definidas ao nível do Ensino básico e secundário, ou se, pelo contrário, várias interpretações são possíveis. Agradeço ao Ciberdúvidas, parabéns pelo vosso trabalho.
Artigo definido, artigo indefinido e relação de parentesco
Numa acalorada e civilizada troca de argumentos, acabámos ambos convencidos de cada um da nossa razão e, daí, recorrermos ao Ciberdúvidas para saber qual a forma correcta, se alguma. «Um pai e um filho iam num carro» ou «O pai e o filho iam num carro»? A mim parece-me que a primeira hipótese não indica, explicitamente, que existe uma relação de parentesco. Pode ser um qualquer pai e um qualquer filho. Creio que a segunda opção oferece menos interpretações. Podem-me ajudar? Muito obrigado.
«Não aquecer nem arrefecer» com pronomes pessoais
Acabei de aprender a expressão «não aquecer nem arrefecer». Por exemplo, podemos dizer «O que tu disseste, não me aquece nem arrefece». Mas não tenho a certeza se se diz «… não o(s)/a(s) aquece nem arrefece» ou «... não lhe(s) aquece nem arrefece», quando se trata da terceira pessoa. Ou seja, precisa-se, neste caso, dum pronome objeto direto ou indireto? Agradeço muito a sua atenção.
Amar, amante, amador
Qual seria a diferença entre usar um verbo, como amar, e um adjetivo que indica a ação dele, como amante? Além disso, quão diferentes são os adjetivos desse tipo, quando há mais de um para o mesmo verbo? Por exemplo: existe, além de amante, o adjetivo amador; seriam sinônimos ou ocorre uma sutil diferença? Com efeito, as três frases seguintes apresentam o mesmo sentido? «O menino, que ama o futebol, não perde um jogo da seleção.» «O menino, amador do futebol, não perde um jogo da seleção.» «O menino, amante do futebol, não perde um jogo da seleção.» Para evitar repetir excessivamente o pronome que (pois faço redações escolares, em que essa repetição é penalizada), tenho feito um uso mais recorrente dos adjetivos que indicam uma ação verbal, trocando esse pronome por eles. Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica que implique a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição. Por exemplo: para evitar repetir o pronome que, escreveria a frase anterior como: «Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica implicadora de a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição.» Tais são as dúvidas. Obrigado pelo serviço do site.
Ambiguidade de mais: «e mais jogou bola na vida»
 Li a seguinte manchete: «Neymar mostra rua no litoral de SP onde deu o 1° beijo e mais jogou bola na vida.» Algo soa estranho na frase. Creio que isso se dê por conta da ausência de um segundo onde antes de «mais jogou bola na vida». Gostaria de saber se a construção - como vai no jornal - está correta ou, caso não esteja, se há forma mais clara e agradável de escrevê-la. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa