A análise do consulente está correta.
Segundo o Dicionário prático de regência verbal, de Celso Pedro Luft, o se de arrojar-se é uma parte integrante do verbo, o qual é transitivo indireto: «arrojar-se a» (ou contra, em, para, por, sobre).
Sobre o me, segundo vários gramáticos e linguistas brasileiros (Ulisses Infante, Pasquale Cipro Neto, Alfredo Gomes, Claudio Cezar Henriques, Hildebrando André, José Oiticica, Leila L. Sarmento etc.) e segundo o ensino de gramática nas escolas brasileiras, quando tem valor possessivo, é interpretado como um adjunto adnominal. A percepção disso se dá com a reescritura, na qual se vê claramente o me equivalendo a meu/minha:
O infeliz arrojou-se-me aos pés.
=
O infeliz arrojou-se aos meus pés.
Sempre às ordens!