O nome quiromancia
Quiromancia– é palavra exdrúxula ou não?
Se sim, não leva acento?
Quem interrogativo e referência
Introduzo minhas reflexões justificando que costumo viajar em minhas análises e possivelmente esta pode ser uma reflexão que está me levando a decolagem...
No campo da linguística textual, o estudo da coesão referencial é atravessado pelo conceito de referente e correferente. Em exemplos didáticos, a compreensão desses conceitos torna-se transparente, pois são apresentados por meio de textos denotativos, isto é, aqueles de significação unilateral, endofórica. No entanto, diante de um gênero como tirinha, charge, que trabalha com construções endo e exofóricas e com ferramentas sintáticas, lexicais para arquitetar a crítica da qual se propõe, deparei-me refletindo sobre a possibilidade de algumas classes gramaticais sofrerem correspondências classificatórias em decorrência da relação entre texto, cotexto e contexto.
Para exemplificar, há uma tirinha de André Dahmer, Malvados, em que encontramos o seguinte diálogo:
(Primeiro quadrinho) «A fome está assombrando os pobres do país.»
(Segundo quadrinho) «Quem assombra os ricos?»
(Terceiro quadrinho) «As palmeiras da piscina.»
Parece-me que o pronome quem está sendo usado propositalmente para a construção do humor, estabelecendo referência tanto com o primeiro quadrinho quanto com o segundo. Apesar de gramaticalmente esse pronome ser classificado como pronome indefinido interrogativo, logo, sem referente antecedente, pergunto se não seria possível estabelecer uma relação de referente («as palmeiras») e correferente («quem») entre eles, já que, em minha ingênua e flutuante viagem interpretativa, há uma intenção de prenuncio e posteriormente de quebra de expectativa por parte do autor, apresentando, pois, o pronome interrogativo também com relativo.
Obrigada.
«Desejo de» seguido de oração
Solicito a vossa posição quanto à correção desta frase, em especial da expressão sublinhada:
«O desejo manifestado pelo pai foi para se lembrarem dele.»
Obrigado
O nome fisiolostria
Li em peça de teatro escrita em 1898, a filha escrevia carta ao pai:
«- Querido Papá, remeto-lhe a minha FISIOLOSTRIA que tirei no retratista...»
A minha pergunta é: o termo fisiolostria está correto, como sinónimo de «retrato em papel»?
Podemos aceitá-lo como de uso corrente no ano de 1900?
Obrigado.
Ar-condicionado e ar-refrigerado, com hífen no Brasil
Os termos «ar condicionado» e «ar refrigerado» levam hífens?
Sim ou não?
E por quais motivos?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Núcleo sintático de «uma das pessoas que precisavam de ajuda»
Na frase «Aquela aluna é uma das pessoas que precisava de ajuda», qual o núcleo do predicativo da primeira oração?
"Uma" ou "pessoas"?
Obrigado.
CIAV e CIA
O INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) tem o CIAV (Centro de Informação Antivenenos). Sabendo que antiveneno é uma palavra, logo uma unidade vocabular autónoma, a sua sigla não deveria ser CIA?
Obrigado.
Sentar-se com complemento oblíquo
Na frase «O silêncio senta-se NOS MEUS OMBROS», qual a função sintática das palavras grafadas com letra maiúscula?
Subordinada relativa explicativa introduzida por «o que»
Gostaria se saber se na frase «E estava a trabalhar muito mais, o que lhe permitia ter uma vida mais desafogada» a segunda oração é subordinada adjetiva relativa explicativa ou subordinada consecutiva?
«Ter uma vida mais desafogada» não é uma consequência?
Não me parece que esteja a explicar nada.
Obrigada
Provérbios e variação
Provérbios podem sofrer mudanças formais (sintáticas, lexicais ou ortográficas) e semânticas ao longo do tempo, ou são considerados unidades linguísticas imutáveis? Gostaria de exemplos documentados de variação proverbial em português.
Obrigado.
