DÚVIDAS

Ser e estar no perfeito e no imperfeito (indicativo)
À conversa com um amigo estrangeiro deparei-me com uma questão à qual não posso responder. Quais são as regras do uso de ser e estar no pretérito perfeito  e no pretérito imperfeito? Porque dizemos «a comida estava boa», e não «a comida foi boa», quando se trata de um facto passado já terminado? E porque dizemos «o fim de semana foi bom», e não «o fim de semana estava bom»? Como nativa sei qual usa,  mas não sei explicar o porquê. Muito obrigada.
A impossibilidade de uma preposição introduzir o vocativo
Incitado por uma dúvida provocada pela resposta/justificativa de uma aluna em uma avaliação, desejaria saber se há possibilidade de o vocativo ser precedido por preposição. A redação da resposta, entre outras coisas, dizia que um termo não era vocativo «porque não era precedido por preposição». Ao consultar a gramática para dirimir essa dúvida, vi que ao vocativo pode preceder, por vezes, uma interjeição ó, oh, eh (Cunha e Cintra; Cegalla; etc.), mas persistiu minha incerteza quanto a uma regra e/ou proibição absoluta de preposição que antecede vocativo. Em resumo, é possível dizer que uma preposição nunca antecede vocativo? (pelo fato de vocativo ser sempre dirigido à segunda pessoa do discurso?) Obrigado.
Objeto direto preposicionado: «saborear a todos»
Observemos esta sequência: «[...] a mesma casa que tanto o instigava a ir à escola apenas para passar em frente e ver aqueles doces e bolos com coberturas de encher os olhos, o que lhe dava uma enorme vontade de saborear a todos.» Está adequada a expressão "saborear a todos"? O verbo saborear é transitivo direto. Em quais situações posso preposicionar um objeto direto? Obrigada.
O relativo que e os pronomes pessoais átonos (Portugal)
Grato pelo serviço de excelência do qual tanto beneficiamos. Pergunto sobre a razão de se ter passado, em Portugal, a fazer uso comum da colocação pronominal como segue, que retiro de uma súmula de notícias de hoje do "Observador": «que nas últimas declarações mostrou-se como o Dono Disto Tudo». Tenho reparado que, mesmo em vídeos onde os protagonistas dizem com a formulação típica do português europeu, as legendas que surgem aparecem alteradas para a formulação que me faz enviar a questão. Está norma a alterar ou é utilização acrítica a partir da sintaxe do português do Brasil? Muito agradeço a Vossa estimada atenção. 
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa