«Incidente imprevisto»
Li recentemente no programa de um curso:
«Medidas para tratamento emergente dos incidentes imprevistos de segurança alimentar.»
Sempre achei que "incidente imprevisto" ou "incidente imprevisível" eram pleonasmos, por considerar que um incidente é, por definição, um acontecimento inesperado, imprevisível.
Isso é mesmo assim? Faz sentido usar a expressão «incidente imprevisto»?
O elemento judeo-
Escreve-se "judeo-bolchevismo" ou "judeu-bolchevismo"?
Demais e «de menos»
«Um pai que ajudou demais um filho e agora ajuda "demenos"». Nesta frase as palavras "demais" e "demenos" estão corretas?
«A seu lado», «ao seu lado»
O que é mais correto?
a) «[...] — sussurra ao gato que, enroscado a seu lado, a olha de soslaio»;
b) ou «[...] — sussurra ao gato que, enroscado ao seu lado, a olha de soslaio.»
Ou ambas estão bem?
Grata pela ajuda.
O destaque de um título de conferência
Gostaria que me esclarecessem o seguinte : um título de uma conferência deve estar entre aspas ou em itálico? É frequente ver-se das duas formas, qual é a mais correta?
Obrigada.
A origem e o uso do nome animação
1) Qual a origem da palavra animação no sentido de «ato ou efeito de se ter ânimo como estado de espírito»?
2) Qual a origem da palavra animação no sentido de «desenho animado»? Ou as duas têm a mesma origem?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Todos, coordenação e próclise
Tenho dúvidas quanto à colocação dos pronomes clíticos nas frases em que existe enumeração de ações.
Por exemplo, na frase «Todos se riam», o todos desencadeia a próclise. Mas numa frase em que se enumerem várias ações e o verbo pronominal se encontre no meio ou no fim, deve haver próclise ou não? A forma correta é «Todos falavam, se interpelavam, se riam e conversavam», ou «Todos falavam, interpelavam-se, riam-se e conversavam»?
Modo verbal depois de «ter a impressão de que» e «que pena... !»
Um aluno meu escreveu a seguinte frase num exercício sobre reclamação num restaurante:
«... Por favor senhor, mais valia que não me perguntasse nada. O peixe foi muito salgado e em cima de tudo tive a impressão que o peixe não cheirasse bem. Que pena que houvesse areia na salada!»
Segundo o que eu considero correto, corrigi os verbos para: «... O peixe ESTAVA muito salgado e em cima de tudo tive a impressão que o peixe não CHEIRAVA bem. Que pena que HAVIA areia na salada!»
Em relação ao primeiro verbo o aluno entendeu: optamos por estar em vez de ser porque é uma situação temporária. Mas em relação aos outros dois verbos, ele colocou no imperfeito do conjuntivo porque ele «teve a impressão», ou seja, como é uma suposição e não uma certeza, na opinião do aluno tem de ser no conjuntivo e não no indicativo.
Contudo, eu não acho que esse modo verbal fique adequado nas frases mencionadas. É válido também o uso do pretérito imperfeito do indicativo para expressar suposições?
Como posso explicar isso aos alunos?
Fico muito grata pela vossa ajuda!
Complemento do nome: «A duração de dois anos do contrato»
Em uma frase nominal como "a duração do contrato de 2 anos", sabe-se, creio, que "do contrato", em relação com "duração", é um termo que exerce a função de adjunto adnominal.
Porém, hoje, peguei-me pensando que não sei qual é exatamente a função do termo composto que o procede, que é "de 2 anos", com relação a "do contrato" Isto é: relacionando-os, "do contrato" e "de 2 anos", poderemos dizer que este último é o adjunto adnominal do primeiro?
Neste caso, e em casos semelhantes, como fazer a análise?
Agradecida eu fico.
O significado de «círculo virtuoso»
Conheço a expressão «círculo vicioso», «circularidade» ou «petição de princípio», sendo uma falácia da lógica informal, em que se parte de A para concluir A. No entanto, a propósito de terem criticado a sua teoria institucional da arte por ser circular, George Dickie alude a um «círculo virtuoso», expressão que desconheço.
O que é um «círculo virtuoso» e em que medida se distingue de um «círculo vicioso»?
