DÚVIDAS

Ambiguidade na frase «odeio algumas pessoas, como tu, racistas.»
Gostaria de saber se a vírgula é sempre obrigatória nos casos em que se pretende subentender o verbo, ou se, quando o resultado é dúbio, se pode prescindir dela. Por exemplo: «Odeio algumas pessoas, como tu, racistas.» O que se quer dizer é que X odeia algumas pessoas da mesma forma que Y odeia racistas. Mas, com a vírgula a subentender o verbo «odiar» não poderá a frase passar a ideia de que X odeia algumas pessoas, como por exemplo a pessoa Y e racistas? Poderia ser correcto, neste caso, grafar a frase assim: «Odeio algumas pessoas, como tu racistas»? Obrigado.   O consulente escreve de de acordo com a norma ortográfica de 1945.
Concordância verbal com «cidade após cidade»
Gostaria de saber se, em frases como as a seguir exemplificadas, o verbo deve ser conjugado no plural ou no singular: À medida que cidade após cidade iam caindo... / À medida que cidade após cidade ia caindo... Geração após geração de professores acreditavam que... / Geração após geração de professores acreditava que... Estudo após estudo demonstrou que... / Estudo após estudo demonstraram que... Vieram geração após geração de... / Veio geração após geração de... Obrigado.
O empréstimo chapitô
Há dias, numa notícia sobre a situação em que se encontram as companhias de circo em Portugal por causa das restrições da pandemia, "tropecei" na palavra «chapitô», como substantivo comum:  «O primeiro ano dos artistas de circo fora do chapitô.» Confesso, desconhecia por completo; nem encontrei dicionarizado  a palavra  como substantivo comum. Só  conhecia em maiúscula, o nome da escola de circo Chapitô. Muito agradeço o esclarecimento.  
O hífen e bebé como elemento de composição
Como bem se sabe, o género do nome bebé não está marcado morfologicamente, mas sim sintaticamente através do uso, por exemplo do artigo definido («o bebé»/«a bebé»). Não obstante, casos há em que não é possível recorrer a essa diferenciação através de um determinante, pelo que é habitual, ainda que também sintaticamente, estabelecer a diferença de género com o recurso à justaposição dos nomes menino ou menina (p. ex.: «Vende-se roupa de "bebé menina”»). Ainda que seja infrequente encontrar tal composição hifenizada, não estaríamos perante um caso de uma palavra composta através da justaposição de dois elementos de natureza nominal que, além de manterem o seu próprio acento, formam também uma unidade sintagmática e semântica (à semelhança da já lexicografada bebé-proveta), pelo que deveria ser grafada com hífen (p. ex. “bebé-menina”/“bebé-menino”)? Agradeço, desde já, a vossa resposta e atenção!
Orações começadas por para
Examinem-se as seguintes frases: «Carlota disse ao filho para não voltar à cidade.» «Ela lhe pediu para não chamá-la de Doquinha.» «No auge da aflição, seu companheiro gritava-lhe para não sair do lugar.» Gostaria de saber sobre a legitimidade das orações iniciadas por para. São um caso de contaminação sintática? De coloquialidade? Como analisar esse tipo de orações? Obrigado.
A sintaxe do verbo perguntar
Vi  [no Ciberdúvidas] que o verbo perguntar pede objeto indireto. Porém. o Google apresenta um dicionário exibindo o mesmo verbo como transitivo direto na primeira entrada com o sentido de "fazer pergunta(s) a; interrogar", e cita como exemplo a frase "o detetive perguntou todos os suspeitos". (Para abrir a página, procurar por "dicionário perguntar".) Gostaria que pudessem explicar o por quê da diferença. Obrigado!
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