A grafia do nome próprio Amaia (antiga cidade lusitana)
Recentemente tomei conhecimento que no Alentejo existem as ruínas de Ammaia, monumento nacional desde 1949. Não me lembro de alguma palavra em português com dois mm.
Tendo em conta que as ruínas fazem parte do território nacional, pergunto porque nunca terá sido feito o aportuguesamento deste nome? Especialmente tendo em conta que tantos outros lugares estrangeiros tiveram os nomes aportuguesados. Terá sido porque a identificação arqueológica terá sido relativamente recente (1935)?
Obrigado!
O topónimo Vancouver (Canadá)
Como se pronuncia Vancouver em Portugal?
O artigo definido com o topónimo Foios (Guarda)
Gostava que me explicassem a forma de aplicar nos ou em no caso de me referir a uma aldeia. Neste caso a aldeia tem por nome Foios e algumas pessoas dizem «...em Foios vai realizar-se...» e outros «...nos Foios vai realizar-se....».
Qual é a maneira correta e poderão aplicar-se as duas formas?
Obrigado.
O gentílico de Terras de Bouro
Não encontro gentílico para Terras de Bouro (distrito de Braga).
É confusa a toponímia do lugar, e daí a dificuldade na fixação do gentílico?
Conversando com família oriunda da localidade é-me dito que lá se diz «é de Bouro», «minhoto»... e mais não ouviram!
E que me diz o Ciberdúvidas?
Obrigado!
O topónimo Maximinos (Braga)
Há uma freguesia pertencente ao concelho de Braga, cujo nome é Maximinos. Há pessoas que dizem "maksiminos" e outras "massiminos". Como não sei a origem do nome, não sei qual a fonética correta.
Porquê Argel/Argélia e não "Alger"/"Algéria"
Esta questão já foi colocada por um consulente em 2001, mas a resposta dada pelo consultor do Ciberdúvidas ["Argélia-Argel"] não esclarece a metátese que se produziu em português e castelhano.
A minha pergunta é a seguinte: por que razão terá havido esta metátese de uma palavra de origem árabe iniciada pelo artigo al? Será caso único com palavras portuguesas de origem árabe com o artigo al?
Encontrei uma resposta num sítio de língua espanhola que também não me deixou totalmente esclarecido, razão por que peço a vossa opinião.
Muito obrigado.P.S. – Em outros sítios, a pergunta é idêntica à minha, mas as respostas fogem ao cerne da questão: Sua Língua e StackExchange.
O aportuguesamento do topónimo Nikšić (Montenegro)
É aceitável escrever Nikšić (cidade do Montenegro)? Como aportuguesar? "Niksich"?
Obrigado.
O nome Kosrae (Micronésia)
Em português, como se pronuncia Kosrae, nome de uma ilha na Micronésia?
Os gentílicos de São Pedro do Sul (Viseu)
Quarta-feira, 27/Mar/2019, RTP1, programa Joker. A dada altura surge a pergunta e as quatro hipóteses a considerar: «Ao que é relativo a S. Pedro do Sul chamamos… A- sulense B- sulano C- sulês D- sulino // E a resposta certa é… a B - sulano.»
No Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora) apuro que os vocábulos "sulense” e “sulês” não existem e sulino nos remete para sulista. Quanto a sulano: «adj. 1 relativo ou pertencente a S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, ou que é seu natural ou habitante; 2 designativo de uma raça bovina da região portuguesa de Lafões (Beira Alta) s.m. 1 vento que sopra do sul; 2 natural ou habitante de S. Pedro do Sul (De Sul, topónimo+ano).»
O Dicionário de Topónimos e Gentílicos de I. Xavier Fernandes e o Dicionário de Gentílicos e Topónimos do ILTEC, consultado no Portal da Língua Portuguesa, não mencionam o(s) gentílico(s) de S. Pedro do Sul. Encontrei sete obras/sítios que só consideram sulano como gentílico de S. Pedro do Sul, quatro que só consideram são-pedrense (entre os quais o Ciberdúvidas) e só um que considera os dois gentílicos (Infopédia – Porto Editora). Perante isto, recorro à vossa prestimosa ajuda.
Posso considerar como gentílicos de S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, os vocábulos são-pedrense e sulano? E já agora, o que me dizem de "sampedrense"? Este vocábulo está profusamente espalhado, pela cidade, como nome de lojas de comércio, assim como nome de colectividades desportivas.
Grato pela vossa resposta.
[N. E. – Na pergunta, ocorre a forma colectividade, anterior à norma ortográfica vigente, segundo a qual se deve escrever coletividade.]
Maláui, aportuguesamento de Malawi
No texto do Acordo Ortográfico de 1990, na sua Base I, ponto 2., especifica-se: "[a]s letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais: (...) b) Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano".
No entanto, na mesma Base I, mas no ponto 6. recomenda o Acordo "que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Muniche; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique, etc."
Consultando o Vocabulário Toponímico do Vocabulário Ortográfico Comum, que vem aplicar as normas do novo acordo, encontramos nele única e exclusivamente a grafia Maláui.
Devemos interpretar que, por altura da preparação do acordo, esta forma (Maláui) não tinha entrado ainda no uso corrente e que é por isso que a mesma surge como exemplo no ponto 2. para um uso legítimo do "w"? Quão autoritária deve ser esta menção a "Malawi" como topónimo não adaptável (mas que na prática já o foi)? E como proceder com as seguintes formas normalizadas pelo VOC: Botsuana, Zimbábue, Burquina Fasso ou Seicheles, ou mesmo com o recente, Essuatíni?
Muito obrigado.
