DÚVIDAS

Ato ilocutório diretivo e intenção perlocutória
Deparei-me com o exercício de escolha múltipla abaixo que me parece algo ambíguo. Na minha opinião, a resposta certa é a A, mas depois de consultar vários colegas da área e alunos, obtive mais do que uma resposta (A e B). Será que este exercício carece de reformulação já que num exercício desta tipologia se pressupõe que apenas exista uma resposta correta. Leia a frase e selecione a mensagem de telemóvel correspondente. «A D. Teresa pede à Ana para lhe levar o livro.» A. Ana, preciso do livro hoje. Tem de o trazer esta tarde. Obrigada. B. Ana, não se preocupe. Não faz mal. Pode trazer o livro amanhã? C. Olá, Ana! Pode ficar com ele agora e na próxima semana dá-me o livro.
Modalidade deôntica com valor de ordem
Na frase «Ora, nesta noite, vamos acabar com o estado a que chegámos», a modalidade evidenciada será a deôntica (valor de obrigação) ou a epistémica (valor de certeza)? A minha dúvida prende-se com o facto de não haver utilização do modo imperativo ou de um verbo modalizante, como dever, para ser considerada deôntica. Contudo, a frase parece implicar uma intenção de exortar à ação. Agradeço, desde já, a vossa ajuda no esclarecimento desta dúvida.
Atos ilocutórios assertivos e expressivos
Venho pedir a vossa ajuda acerca da identificação de um ato ilocutório. A frase "Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes" constitui um ato ilocutório assertivo ou expressivo? Porquê? O contexto é um texto de Francisco Assis (jornal Público, 19/11/2023): «As palavras são incapazes de exprimir algumas alegrias. Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes. Mas a música chega lá.» Muito obrigada pela vossa ajuda,
A força do que se argumenta num período composto.
Tenho tido dificuldades para identificar a força do que se argumenta em um período composto. Para identificar, é preciso ter em mente o contexto e também identificar os operadores argumentativos, certo? Duas orações me causaram dúvidas: «De certo modo, nós alugamos o livro digital, não o adquirimos.» «Embora não tenha nascido ontem, a era digital ainda é um mundo todo novo.» Na primeira oração, a força do que se argumenta está no segmento «não o adquirimos»? Na segunda oração, a força do que se argumenta está no segmento «Embora não tenha nascido ontem»? Agradeço a atenção.
Atos ilocutórios indiretos
Gostaria de esclarecer a seguinte questão: nas frases «Pode dizer-me as horas?» e «Sabes a que horas começa o filme?», estamos perante atos de fala diretos ou indiretos e o porquê? Nas frases «Tenciono fazer uma viagem a Paris daqui a dois meses» e «Espero que não chegues atrasado» por que razão são classificadas como atos ilocutórios diretivos? Por último, por que razão a frase «Acho mal que tenhas respondido dessa forma» configura um ato ilocutório expressivo e não assertivo? Muito obrigada pela atenção dispensada.
O ato ilocutório assertivo na frase
«Ele assegura que ela dialoga»
Estou a estudar os atos ilocutórios e surgiu-me uma dúvida. Os atos ilocutórios têm em conta o locutor e os verbos que expressam a sua intencionalidade. Tendo em conta este aspeto, na frase «O autor assegura que a personagem dialoga com os leitores», estamos perante um ato ilocutório assertivo ou compromissivo? No manual, o verbo assegurar aparece na lista do ato compromissivo. Muito obrigada pela ajuda.
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