Início Respostas Consultório Tema: Línguas de especialidade
Alberto Moura Pesquisador Lisboa, Portugal 478

Gostaria de saber se o uso das terminações -ita em Portugal e -ite no Brasil em palavras como malaquita/malaquite é uma regra consistente. Por exemplo, se vejo um mineral referido apenas como caulinita sem referência ao termo caulinite, posso ainda assim deduzir que no Brasil o termo correto seria caulinite, ou trata-se de uma prática casuísta, em que cada termo terá uma terminação (malaquite, mas caulinita, por exemplo)?

Muito obrigado.

Ana Santos Técnica de ambiente Lisboa, Portugal 1K

Em documentos relacionados com ecologia fluvial é frequente encontrar-se alternância entre o termo ripário e ripícola para referir organismos que se encontram associados à zona adjacente a linhas de água. Por exemplo: «galeria ripária» e «galeria ripícola». Algum dos termos está errado, ou é menos correto neste contexto?

Ana de Almeida Tradutora Lisboa, Portugal 555

No âmbito do nosso trabalho [...], fomos confrontados com a seguinte dúvida:

– Quando nos referimos a milhão/milhões devemos utilizar um ou dois “m”? Devemos utilizar mmbtu ou mbtu? Mmscf ou mscf? Sendo BTU referente a British Thermal Unit.

– Em inglês utiliza-se os dois “m” e algumas empresas transpuseram essa opção para o português. Está correto?

Esta dúvida aplica-se também aos seguintes termos:

mmbbl: milhões de barris.

mmboe: milhões de barris de petróleo equivalente.

mmboepd: milhões de barris de petróleo equivalente por dia.

mmbopd: milhões de barris de petróleo por dia.

Em suma, o que está definido para a língua portuguesa no que se refere à abreviatura de medidas que se referem a milhões?

Agradecemos desde já a vossa preciosa ajuda.

José Carlos Amorim Reformado Lisboa, Portugal 640

Nas notícias à volta das acusações dos EUA contra a alegada espionagem informática da Rússia na recente campanha eleitoral norte-americana e a respetiva retaliação diplomática, surgiu mais um anglicismo: spearphishing. O termo designa a fraude electrónica contra alvos específicos para obtenção de dados confidenciais de terceiros. Qual poderia ser o equivalente em português?Já agora: e para o termo, também agora muito em voga nos media nacionais, «think thanks»?

Florentino Serranheira Professor Lisboa, Portugal 328

Em saúde e segurança do trabalho, em particular na avaliação do risco de acidentes de trabalho, é frequente a utilização dos termos severidade e gravidade. Em alguns casos são usados como se de sinónimos se tratasse. Noutras situações classifica-se a severidade qualitativamente. Por exemplo, a perda de um dedo num acidente de trabalho é menos severa que a perda da mão. Aqui a gravidade é referida como o potencial da severidade do dano. Em qualquer dos casos tenho enormes dúvidas sobre a possibilidade de utilizar o termo severidade neste contexto. Será que podem ser considerados como sinónimos, ou será que existe qualquer relação entre os termos severidade e gravidade?

C. Gomes Assistente Editorial Lisboa, Portugal 275

Relativamente a este termo, e uma vez que se encontra consagrada a pronúncia “necrópsia” na comunidade médica e que o Dicionário de Termos Médicos da Porto Editora aceita a grafia com acento, é incorreto grafar “necrópsia” em obras com o intuito de divulgação científica? E não sendo correto, existe alguma razão para se diferenciar de biópsia ou autópsia, ambos aceites com acento pelo Portal da Língua Portuguesa [Vocabulário Ortográfico do Português]?

André Redator Fortaleza, Brasil 1K

No Dicionário Enciclopédico de Teologia, do Prof. Arnaldo Schüler (Editora da ULBRA, Canoas, 2002. p. 172), lemos, no verbete édito: «Ordem judicial tornada pública através de editais ou anúncios»; em edito, temos: «Paroxítono. Norma, lei, determinação oficial, decreto, ordem. P.ex.: Edito de Milão (q.v.). No direito romano, complexo de normas jurídicas.» A obra traz, como aponta a abreviatura q. v. (quod vide), o verbete "Edito de Milão".

Dicionários como o Caldas Aulete e o Priberam corroboram as diferenças conceituais apontadas para esses parônimos (não contemplam, todavia, o exemplo "Edito de Milão").

Minha dúvida reside sobre o assim chamado Edito de Milão. Além do compêndio de Schüler, sei que no meio eclesiástico (o "site" do Vaticano é um exemplo), é comum que se empregue o termo paroxítono para se referir ao decreto imperial que deu liberdade de culto a todos no Império Romano em 313, tornando, por conseguinte, o cristianismo uma religião lícita. A língua italiana também faz distinção (vide, p.ex., o Vocabolario Treccani on-line ou o Dizionario di Italiano on-line do Corriere della Sera) entre edito (pronúncia proparoxítona, com o mesmo sentido do nosso acentuado édito) e editto (pronúncia paroxítona, com o mesmo sentido da palavra portuguesa edito).

Gostaria, pois, de confirmar a grafia Edito de Milão (e não "Édito de Milão", como registram alguns textos, a meu ver erroneamente).

Agradeço, desde já, a gentileza da atenção.

Isabel Melo Pereira Professora Esposende, Portugal 10K

Qual dos dois vocábulos é o mais correto – aditamento ou adenda –, quando estamos a falar de contratos?

Domingos Xavier Gomes da Cunha Ferreira Lopes Estudante Vila Verde, Portugal 1K

Tenho constatado, com estranheza, a utilização da expressão «integração de lacunas» em documentos de natureza jurídica. Mas, olhando à raiz etimológica e ao valor semântico e significado dos termos que integram esta expressão, não seria mais correto dizer «preenchimento de lacunas» ou «suprimento de lacunas»? No português do Brasil, por exemplo, usam quase sempre a opção suprir/suprimento. Gostava de ter a vossa análise.

Muito obrigado!

Salomé Pinho Docente Coimbra, Portugal 546

Como traduzir o termo dedifferentiation («the loss of specialization in form or function»)*?

Obrigada.

* A perda da especialização formal ou funcional.