Início Respostas Consultório Tema: Línguas de especialidade
Ana de Almeida Tradutora Lisboa, Portugal 484

No âmbito do nosso trabalho [...], fomos confrontados com a seguinte dúvida:

– Quando nos referimos a milhão/milhões devemos utilizar um ou dois “m”? Devemos utilizar mmbtu ou mbtu? Mmscf ou mscf? Sendo BTU referente a British Thermal Unit.

– Em inglês utiliza-se os dois “m” e algumas empresas transpuseram essa opção para o português. Está correto?

Esta dúvida aplica-se também aos seguintes termos:

mmbbl: milhões de barris.

mmboe: milhões de barris de petróleo equivalente.

mmboepd: milhões de barris de petróleo equivalente por dia.

mmbopd: milhões de barris de petróleo por dia.

Em suma, o que está definido para a língua portuguesa no que se refere à abreviatura de medidas que se referem a milhões?

Agradecemos desde já a vossa preciosa ajuda.

José Carlos Amorim Reformado Lisboa, Portugal 531

Nas notícias à volta das acusações dos EUA contra a alegada espionagem informática da Rússia na recente campanha eleitoral norte-americana e a respetiva retaliação diplomática, surgiu mais um anglicismo: spearphishing. O termo designa a fraude electrónica contra alvos específicos para obtenção de dados confidenciais de terceiros. Qual poderia ser o equivalente em português?Já agora: e para o termo, também agora muito em voga nos media nacionais, «think thanks»?

Florentino Serranheira Professor Lisboa, Portugal 200

Em saúde e segurança do trabalho, em particular na avaliação do risco de acidentes de trabalho, é frequente a utilização dos termos severidade e gravidade. Em alguns casos são usados como se de sinónimos se tratasse. Noutras situações classifica-se a severidade qualitativamente. Por exemplo, a perda de um dedo num acidente de trabalho é menos severa que a perda da mão. Aqui a gravidade é referida como o potencial da severidade do dano. Em qualquer dos casos tenho enormes dúvidas sobre a possibilidade de utilizar o termo severidade neste contexto. Será que podem ser considerados como sinónimos, ou será que existe qualquer relação entre os termos severidade e gravidade?

C. Gomes Assistente Editorial Lisboa, Portugal 178

Relativamente a este termo, e uma vez que se encontra consagrada a pronúncia “necrópsia” na comunidade médica e que o Dicionário de Termos Médicos da Porto Editora aceita a grafia com acento, é incorreto grafar “necrópsia” em obras com o intuito de divulgação científica? E não sendo correto, existe alguma razão para se diferenciar de biópsia ou autópsia, ambos aceites com acento pelo Portal da Língua Portuguesa [Vocabulário Ortográfico do Português]?

André Redator Fortaleza, Brasil 1K

No Dicionário Enciclopédico de Teologia, do Prof. Arnaldo Schüler (Editora da ULBRA, Canoas, 2002. p. 172), lemos, no verbete édito: «Ordem judicial tornada pública através de editais ou anúncios»; em edito, temos: «Paroxítono. Norma, lei, determinação oficial, decreto, ordem. P.ex.: Edito de Milão (q.v.). No direito romano, complexo de normas jurídicas.» A obra traz, como aponta a abreviatura q. v. (quod vide), o verbete "Edito de Milão".

Dicionários como o Caldas Aulete e o Priberam corroboram as diferenças conceituais apontadas para esses parônimos (não contemplam, todavia, o exemplo "Edito de Milão").

Minha dúvida reside sobre o assim chamado Edito de Milão. Além do compêndio de Schüler, sei que no meio eclesiástico (o "site" do Vaticano é um exemplo), é comum que se empregue o termo paroxítono para se referir ao decreto imperial que deu liberdade de culto a todos no Império Romano em 313, tornando, por conseguinte, o cristianismo uma religião lícita. A língua italiana também faz distinção (vide, p.ex., o Vocabolario Treccani on-line ou o Dizionario di Italiano on-line do Corriere della Sera) entre edito (pronúncia proparoxítona, com o mesmo sentido do nosso acentuado édito) e editto (pronúncia paroxítona, com o mesmo sentido da palavra portuguesa edito).

Gostaria, pois, de confirmar a grafia Edito de Milão (e não "Édito de Milão", como registram alguns textos, a meu ver erroneamente).

Agradeço, desde já, a gentileza da atenção.

Isabel Melo Pereira Professora Esposende, Portugal 7K

Qual dos dois vocábulos é o mais correto – aditamento ou adenda –, quando estamos a falar de contratos?

Domingos Xavier Gomes da Cunha Ferreira Lopes Estudante Vila Verde, Portugal 1K

Tenho constatado, com estranheza, a utilização da expressão «integração de lacunas» em documentos de natureza jurídica. Mas, olhando à raiz etimológica e ao valor semântico e significado dos termos que integram esta expressão, não seria mais correto dizer «preenchimento de lacunas» ou «suprimento de lacunas»? No português do Brasil, por exemplo, usam quase sempre a opção suprir/suprimento. Gostava de ter a vossa análise.

Muito obrigado!

Salomé Pinho Docente Coimbra, Portugal 507

Como traduzir o termo dedifferentiation («the loss of specialization in form or function»)*?

Obrigada.

* A perda da especialização formal ou funcional.

José Vidoedo Médico Maia, Portugal 1K

É frequente ler/ouvir o termo "alectuado" referido a doente acamado. "Alectuamento" seria o termo que designaria o "acamamento", eventualmente mais correcto, mas que não soa tão bem... A palavra não consta dos dicionários de português que tenho consultado. A origem estaria suportada, julgo eu, pela origem da palavra leito/"lectus". Gostaria de saber a V. opinião. Obrigado.

Maria Sueli de Mello Fuzeti Professora aposentada Kaloré, Brasil 4K

O que é iode? De onde surgiu?