DÚVIDAS

O uso de artigo definido com siglas referentes a vírus
A minha dúvida deriva do seguinte: sou professor universitário de Virologia e sempre usei o género masculino para denominar os vírus (ex.: «a infecção pelo HIV»; «verificada no CMV»), mas recentemente fui confrontado com um comentário no qual me foi dito que os microrganismos não têm género, pelo que o correcto será dizer: «a infecção por HIV» e «verificada em CMV», entre outras. Qual é a forma correcta? Obrigado pela vossa atenção.
A função desempenhada pelo quantificador numeral cardinal três
Na frase «As três questões foram ignoradas», o quantificador numeral cardinal três pode ser considerado um modificador restritivo do nome? De acordo com as gramáticas, normalmente, esta função é desempenhada por um adjectivo, um grupo preposicional ou uma oração subordinada adjectiva relativa restritiva. Então, que função desempenha o quantificador?
Acerca do apóstrofo no novo acordo ortográfico
Gostaria de saber se o apóstrofo é correto no novo acordo ortográfico nos seguintes casos: p´ra (pra); ´tá (está); ´tô (estou); ´stamos (estamos); co´a (com a); co´os (com os); d´amor; d´esperar; d´espada, etc. São essas as minhas principais dúvidas em relação ao apóstrofo. Porém, se tiver algo mais que eu deva saber, ficarei grato se me disserem também. Obrigado!
Dúvida sobre anacoluto e hipérbato
Gostaria de saber se há anacoluto na frase «As pernas parecia que tinham desaprendido de andar». Para o gramático Domingos Paschoal Cegalla, o anacoluto «é a quebra ou interrupção do fio da frase, ficando termos sintaticamente desligados do resto do período, sem função». Na minha avaliação, não há, na frase apresentada, nenhum termo desligado sintaticamente. Na frase haveria um hipérbato e não propriamente um anacoluto. Muito grato.
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