«Estive a ler» (perfeito) vs. «estava a ler» (imperfeito)
Podia dizer-me a diferença entre «estive a ler durante 2 horas» e «estava a ler durante 2 horas», do ponto de vista do significado?
Para mim, são frases idênticas, porque na combinação de «estar a» + infinitivo há um aspeto de continuidade e, embora estive não seja um verbo na forma do imperfeito («estive a» infinitivo), a frase tem um sentido de duração, pois o verbo não precisa de estar na forma do imperfeito para transmitir a continuidade da ação.
E, formulando a questão de outra forma:
1. Estava a ler quando a Maria chegou
2. Estive a ler quando a Maria chegou
Há alguma diferença entre as duas frases do ponto de vista do significado?
«Ter tempo de» vs. «ter tempo para»
Na frase «enquanto estavas a dormir, ela teve tempo de fazer o jantar, comer e descer ao café», é possível substituir o de por para?
«Enquanto estavas a dormir, ela teve tempo para fazer o jantar, comer e descer ao café.»
Obrigada!
Uso de lhe e de «a si»
Eu queria saber qual das frases está correta:
1. Ele cuidou que o décimo terceiro trabalho lhe tinha chegado.
2. Ele cuidou que o décimo terceiro trabalho a si tinha chegado.
Obrigado.
A expressão «andar na giraldinha»
Qual é a forma correta? «Andar na giraldinha» ou «Andar na giraldina»?
O advérbio sexualmente
Sobre a frase «Ainda existem muitas doenças sexualmente transmissíveis», a classe gramatical de sexualmente é advérbio de meio?
Qual a função sintática de sexualmente, já que a referida palavra está inserida dentro de um sujeito «muitas doenças sexualmente transmissíveis»?
Registrar em Portugal: uma incorreção?
Os dicionários fazem sempre menção da existência das duas formas registar e registRar em português de Portugal ou em português do Brasil.
Do ponto de vista da norma portuguesa europeia, será que é a forma registar que é correta (e, em tal caso, a forma registrar seria considerada incorrecta)? Ou são ambas corretas?
No caso onde não seria uma questão de norma, pode-se confirmar que a forma registar é a forma mais usual em português europeu?
Muito obrigado pela sua ajuda.
Sintaxe de «cair no esquecimento»
Na frase «O evento caiu no esquecimento.», o segmento «no esquecimento» não poderá ser complemento oblíquo?
Obrigada.
Lembrar e relembrar
Gostaria de saber, por favor, a diferença entre lembrar e relembrar.
Muito obrigada.
A regência de importar-se
Pelo que tenho visto, a regência do verbo importar-se é diferente no português do Brasil e no português de Portugal.
Em Portugal, o verbo deve ser sucedido da preposição de antes de indicar o verbo que o complementa, certo?
Exemplo: «Ele não se importa de ir à estação de comboios.»
Mas e quando não há sucessão de verbo? Por exemplo: «ele não se importa da menina».
Não seria correto trocar o de pelo «com a»? Ex.: «ele não se importa com a menina».
A colocação do pronome em «bons olhos o vejam»
As minhas saudações a toda a equipe do Ciberdúvidas.
Gramáticas há que sugerem a formação proclítica de orações optativas «Bons olhos o vejam», «Bons ventos o levem», em vez de “Bons olhos vejam-no” e “Bons ventos levem-no”. Se eu entendi bem, poderia levantar a hipótese que orações desse tipo deriva de construção oracional do tipo «Eu desejo (que) …»?
Contudo, se se mudasse a ordem da oração, prevaleceria o fator de próclise “O vejam bons olhos” e “O levem bons ventos” ou mudaria para o fator de ênclise “Vejam-no bons olhos” e “Levem-no bons ventos”?
Porque, segundo gramáticas normativas, orações não podem iniciar por pronome oblíquos átonos. Acredito também que, se mantivesse a conjunção que, ficaria em próclise «Que os vejam bons olhos» e «Que os levem bons ventos», não é? Orações optativas e orações absolutas são a mesma coisa?
Então, que tendes a dizer-me de tudo isso?
Obrigado antecipadamente a toda a equipe por vir sanando muitas dúvidas do nosso idioma ao longo dos anos.
