DÚVIDAS

«Um picasso», «um ferrári»...
Tanto quanto sei, deve escrever-se «ele tem um Ferrari e um picasso». E se, além disso, o ricaço em questão possuir um violino feito por Stradivarius? O correcto será acrescentar «e ainda um Stradivarius» (equivalente a marca), ou «e ainda um stradivarius» (obra)? [...] [Recordo] uma [...] resposta dada, por Rui Gouveia, no [...] Ciberdúvidas, e que me parece absolutamente lógica: «Há uma figura de retórica chamada metonímia, que consiste, “grosso modo”, em substituir uma palavra (ou um conjunto delas) por outra com a qual tenha qualquer relação por dependência de ideia. É o que acontece, por exemplo, na frase "Quem me dera ter um picasso na parede da sala!", em que "picasso" está por "quadro da autoria do pintor espanhol Pablo Picasso".» Relativamente ao violino construído por Stradivarius: Julgo que deve escrever-se «um Bösendorfer», à semelhança de «um Ferrari», porque esta em causa uma marca (de pianos). E, por extensão, também «um Stradivarius», embora, neste caso, não se trate exactamente de uma marca. Mas isto é apenas um «palpite», motivo pelo qual vos coloquei a minha pergunta. Mais uma vez, obrigado pela vossa atenção.
O valor discursivo da locução «por acaso»
Assisti a uma conversa em que a esposa dizia: «Fulano [o marido], por acaso, até me preparou o pequeno-almoço.» Acontece que o marido executa essa "tarefa" com alguma regularidade. Será que o facto de a dita esposa, naquela conversa, ter aplicado a locução «por acaso», pode ser interpretado como, não digo depreciar, mas desvalorizar a ação do marido? Grato pela atenção.
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