DÚVIDAS

Transflectivo ou transreflectivo?
Desde já vos felicito pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver neste espaço. Há muito que vos acompanho e as minhas dúvidas são resolvidas nas respostas que dão aos vossos consulentes. Desta vez não encontrei resposta à minha dúvida, daí que vos solicite uma ajuda. Sou revisora de textos numa revista de informática e deparei-me com o seguinte: tanto se usa a palavra transflectivo como transreflectivo. Fico sem saber qual das duas devo adoptar... Estes temos aplicam-se a ecrãs LCD. Grata pela vossa ajuda.
Ainda a querela Úrano "vs." Urano
Referindo-me à resposta Afinal é Úrano ou Urano?, permitam-me que apresente as minhas dúvidas com base no seguinte: O termo Urano (ou Úrano)designava inicialmente o deus mitológico e só muito depois foi adoptado para designar também o planeta, tal como sucedeu com os outros deuses e planetas: Vénus, Mercúrio, Marte, Júpiter, Saturno,Neptuno e Plutão. Nestes casos os nomes identificam tanto os planetas como os deuses que lhes deram os seus nomes, o que seguramente é o caso também de Urano (ou Úrano). Sendo assim, não me parecem justificadas duas grafias diferentes, uma para o deus e outra para o planeta, pois que se trata de um único e mesmo nome com duas designações. Quanto à grafia única adoptável, defendo que deva ser Urano, pela facilidade de pronúncia e pelo uso com que pessoalmente me defronto, como certamente muitos outros, desde os meus tempos de liceu e está reconhecida em dicionários e o próprio Rebelo Gonçalves já admitia ser corrente, embora recomendasse Úrano. Não será este mais um caso do purismo etimológico de RG e seguidores, sobrepondo-se ao uso e à evolução natural da língua? Agradecido pela atenção e por uma eventual réplica se entenderem que é devida.
A pronúncia do sufixo -ete
Um dos nossos sufixos diminutivos é o -ete. Pelo menos no português do Brasil, o seu primeiro e é pronunciado com timbre fechado em palavras mais antigas, como sabonete, sorvete, joguete, estilete, tapete, e com timbre aberto em palavras mais novas, como disquete, carpete, diabete(s). Estas são as pronúncias que, efetivamente, eu ouço no meu dia-a-dia. Diante disso, pergunto-lhes: é correto, em português, pronunciar com timbre aberto o primeiro e do sobredito sufixo? Isto seria francesismo? Muito obrigado.
Descola ou decola?
Após ter ouvido um comentário de um amigo brasileiro que, ao ouvir uma locutora da RTP referir-se ao acto de um avião levantar voo como «descolagem», disse «não seria antes decolagem?», devo admitir que eu fiquei com dúvidas. Em Portugal diz-se que um avião decola ou que um avião descola? Parecer-me-ia mais correcto talvez «decola», pois «descola» seria para mim o acto de anular uma colagem (com cola), ou seja, uma descolagem. O meu amigo garante que no Brasil se utiliza o termo «decolagem», pelo menos de seu conhecimento. Sabem-nos esclarecer? Obrigado.
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