Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: na frase «Se soubesse, seria ele a decidir», que função sintática desempenha a expressão «a decidir»?
Obrigada pela atenção.
Li este texto onde surge a palavras "pageres" e "pager" que tudo indica, atendendo ao contexto, tratar-se de um tipo de embarcação (na Índia séc.XV ou XVI:
«Então [Vasco da Gama] mandou aos batéis que fossem roubar os pageres que eram dezasseis e as duas naus,...»
E, mais à frente:
«...Então o capitão-mor mandou a toda a gente cortar as mãos e orelhas e narizes e tudo isto meter em um pager, em o qual mandou meter...»
Não encontrei o termo em nenhum dicionário nem enciclopédia que não fosse com o habitual significado de "pager", palavra inglesa. Por isso recorro a vós solicitando que me possam esclarecer sobre o assunto.
Muito obrigado.
Em textos antigos, não é raro ver o ponto e vírgula sendo usado em orações coordenadas sindéticas explicativas. Exemplo disso é o seguinte trecho de um conto de Machado de Assis publicado originalmente em 1881, chamado "Teoria do medalhão":
«De oitiva, com o tempo, irás sabendo a que leis, casos e fenômenos responde toda essa terminologia; porque o método de interrogar os próprios mestres e oficiais da ciência, nos seus livros, estudos e memórias, além de tedioso e cansativo, traz o perigo de inocular ideias novas, e é radicalmente falso.»
Além disso, ainda hoje é muito comum ver o ponto e vírgula sendo uso antes de orações aditivas/copulativas. Quanto a isto, aqui mesmo no Ciberdúvidas há um ótimo exemplo, numa resposta dada em 1998 pelo falecido José Neves Henriques: «Na academia aprendi jogos; e lutas que incluem defesa pessoal.»
Em todas as gramáticas que consultei, no entanto, as únicas orações coordenadas sindéticas em que o uso do ponto e vírgula parece ser considerado aceitável são as conclusivas e as adversativas. Assim, gostaria de saber a opinião de vocês sobre esta questão.
Principalmente no caso das sindéticas explicativas, chegamos de fato ao ponto em que conectá-las com o ponto e vírgula pode ser considerado errado ou inadequado? Ou é simplesmente algo que caiu em desuso (como o próprio ponto e vírgula, aliás)?
Para terminar, agradeço a todos os colaboradores deste site, que me ajudaram não só a esclarecer diversas dúvidas, mas também a expandir meus horizontes no que se refere ao uso da nossa língua.
Percebi recentemente que teria tendência a escrever "inverosímel" em vez de inverosímil.
Intrigada, procurei encontrar uma explicação para esta tendência e percebi que, além de normalmente se pronunciar "inverosímel", o plural de inverosímil segue a regra de formação do plural das palavras terminadas em -el – inverosímeis.
Esta constatação despertou-me a curiosidade pela etimologia da palavra, mas não encontro nada que justifique a terminação em -il com plural em -eis.
Agradeço desde já uma eventual explicação, se a houver.
Quando se diz algo a alguém e lhe dizemos para não contar a "terceiros", porque se diz "terceiros" e não "segundos"? Não tinha mais sentido assim?
O presente do indicativo raramente está associado ao valor imperfetivo, correto? Li na gramática Domínios que tal era difícil de acontecer.
A minha questão é se o valor imperfetivo pode ser expresso pelo presente do indicativo, sem ser em estruturas do género «ele está a fazer exercícios».
Agradecido.
Acerca da frase «A teatralização do Memorial do Convento não “concorre”, não entra em competição com o romance», gostaria de saber se posso considerar que a frase em apreço veicula um valor habitual (=nunca concorre)? E genérico?
É pertinente considerar que veicula um valor habitual (independentemente de se poder "conjugar" com outros valores)?
Creio que sim, a par de «O Bernardo não concorre com os colegas», que expressa, exatamente, um valor habitual.
Agradecido
Na frase «era uma árvore grande, ramosa, semelhante a um abeto, mas espinhosa... », podemos considerar a existência de uma enumeração para além da adjectivação e comparação nela existentes?
O consulente escreve de acordo com a grafia de 1945.
Devemos escrever «ambrosia» ou «ambrósia»?
Muitos dicionários distinguem entre ambrosia (bebida dos deuses) e ambrósia (termo botânico), mas isto parece-me bizantino.
Sempre ouvi e li «ambrósia», com acento, idependentemente dos termos (homónimos?).
Estou errado?
Obrigado.
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