Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Ana Santos Estudante Porto, Portugal 1K

Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: na frase «Se soubesse, seria ele a decidir», que função sintática desempenha a expressão «a decidir»?

Obrigada pela atenção.

Jorge P. Guedes Professor Vilamoura/Quarteira, Portugal 1K

Li este texto onde surge a palavras "pageres" e "pager" que tudo indica, atendendo ao contexto, tratar-se de um tipo de embarcação (na Índia séc.XV ou XVI:

«Então [Vasco da Gama] mandou aos batéis que fossem roubar os pageres que eram dezasseis e as duas naus,...»

E, mais à frente:

«...Então o capitão-mor mandou a toda a gente cortar as mãos e orelhas e narizes e tudo isto meter em um pager, em o qual mandou meter...»

Não encontrei o termo em nenhum dicionário nem enciclopédia que não fosse com o habitual significado de "pager", palavra inglesa. Por isso recorro a vós solicitando que me possam esclarecer sobre o assunto.

Muito obrigado.

Henrique Silva Compositor Niterói, Brasil 5K

Em textos antigos, não é raro ver o ponto e vírgula sendo usado em orações coordenadas sindéticas explicativas. Exemplo disso é o seguinte trecho de um conto de Machado de Assis publicado originalmente em 1881, chamado "Teoria do medalhão":

«De oitiva, com o tempo, irás sabendo a que leis, casos e fenômenos responde toda essa terminologia; porque o método de interrogar os próprios mestres e oficiais da ciência, nos seus livros, estudos e memórias, além de tedioso e cansativo, traz o perigo de inocular ideias novas, e é radicalmente falso.»

Além disso, ainda hoje é muito comum ver o ponto e vírgula sendo uso antes de orações aditivas/copulativas. Quanto a isto, aqui mesmo no Ciberdúvidas há um ótimo exemplo, numa resposta dada em 1998 pelo falecido José Neves Henriques: «Na academia aprendi jogos; e lutas que incluem defesa pessoal.»

Em todas as gramáticas que consultei, no entanto, as únicas orações coordenadas sindéticas em que o uso do ponto e vírgula parece ser considerado aceitável são as conclusivas e as adversativas. Assim, gostaria de saber a opinião de vocês sobre esta questão.

Principalmente no caso das sindéticas explicativas, chegamos de fato ao ponto em que conectá-las com o ponto e vírgula pode ser considerado errado ou inadequado? Ou é simplesmente algo que caiu em desuso (como o próprio ponto e vírgula, aliás)?

Para terminar, agradeço a todos os colaboradores deste site, que me ajudaram não só a esclarecer diversas dúvidas, mas também a expandir meus horizontes no que se refere ao uso da nossa língua.

Isabel Maria Coutinho Monteiro Tradutora Estoril, Portugal 3K

Percebi recentemente que teria tendência a escrever "inverosímel" em vez de inverosímil.

Intrigada, procurei encontrar uma explicação para esta tendência e percebi que, além de normalmente se pronunciar "inverosímel", o plural de inverosímil segue a regra de formação do plural das palavras terminadas em -el – inverosímeis.

Esta constatação despertou-me a curiosidade pela etimologia da palavra, mas não encontro nada que justifique a terminação em -il com plural em -eis.

Agradeço desde já uma eventual explicação, se a houver.

Adolfo Leitão Funcionário público Lisboa, Portugal 3K

Quando se diz algo a alguém e lhe dizemos para não contar a "terceiros", porque se diz "terceiros" e não "segundos"? Não tinha mais sentido assim?

Bernardo Monteiro Estudante Porto, Portugal 1K

O presente do indicativo raramente está associado ao valor imperfetivo, correto? Li na gramática Domínios que tal era difícil de acontecer.

A minha questão é se o valor imperfetivo pode ser expresso pelo presente do indicativo, sem ser em estruturas do género «ele está a fazer exercícios».

Agradecido.

Luiz Carlos Ramiro Junior Professor Niterói, Brasil 1K

O que significa a palavra dormidista? Não encontro em nenhum dos dicionários de referência – Houaiss ou Aurélio.

Desde já agradeço a ajuda.

Bernardo Monteiro Estudante Porto, Portugal 3K

Acerca da frase «A teatralização do Memorial do Convento não “concorre”, não entra em competição com o romance», gostaria de saber se posso considerar que a frase em apreço veicula um valor habitual (=nunca concorre)? E genérico?

É pertinente considerar que veicula um valor habitual (independentemente de se poder "conjugar" com outros valores)?

Creio que sim, a par de «O Bernardo não concorre com os colegas», que expressa, exatamente, um valor habitual.

Agradecido

Maria Sílvia Costa Professora Vale de Cambra, Portugal 3K

Na frase «era uma árvore grande, ramosa, semelhante a um abeto, mas espinhosa... », podemos considerar a existência de uma enumeração para além da adjectivação e comparação nela existentes?

 

O consulente escreve de acordo com a grafia de 1945.

Diogo Morais Barbosa Revisor Lisboa, Portugal 6K

Devemos escrever «ambrosia» ou «ambrósia»?

Muitos dicionários distinguem entre ambrosia (bebida dos deuses) e ambrósia (termo botânico), mas isto parece-me bizantino.

Sempre ouvi e li «ambrósia», com acento, idependentemente dos termos (homónimos?).

Estou errado?

Obrigado.