DÚVIDAS

Oração subordinada adjetiva relativa restritiva ou substantiva relativa sem antecedente?
Num manual do 9.º ano de escolaridade, a oração «onde nos vimos pela primeira vez» na frase «Fui jantar com o Pedro ao restaurante onde nos vimos pela primeira vez.» surge classificada como oração substantiva relativa, desempenhando a função sintática de modificador do grupo verbal. Contudo, a oração em análise não é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva (com função sintática de modificador restritivo do nome)?
A diferença entre que e «o qual»
Gostaria que respondessem à seguinte pergunta: Qual a diferença entre que e o/a/os/as qual(ais)? Tenho estado a investigar no vosso sítio, mas até agora ainda não encontrei a resposta. Fui igualmente a alguns sítios brasileiros da Internet (porque não encontrei nenhum português) e há dois que dizem que, se que for um pronome relativo, pode sempre ser substituído por qual. Mas há certas frases em que isso me soa terrivelmente mal. P. ex.: «O rapaz "o qual" tinha medo do escuro venceu os seus obstáculos» ou ainda: «Estavas à procura do livro o qual encontrei.» Também encontrei num desses sítios a seguinte regra: quando uma preposição antecede o pronome relativo, caso [a preposição] possua uma sílaba usa-se que ou quem, caso possua duas ou mais sílabas usa-se qual. Deram os seguintes exemplos: «O homem com quem falei era muito rico» e «O restaurante sobre o qual te falei foi comprado pelo meu irmão.» Começo a ficar francamente confuso, porque não sei se isto se aplica ao português europeu e se de facto está correcto e se há mais diferenças entre o português europeu e o português brasileiro do que aquelas que são óbvias. Agradeço desde já a atenção dispensada.
«Ter matado (e não "morto")»
É com muita frequência que se ouve nos media a expressão «ter morto». Penso haver aqui uma confusão com dois verbos, matar e morrer: «ter matado» e «ser ou estar morto». Ora, a expressão alude ao facto de ter sido morta uma pessoa, mas, neste caso, aplicando o verbo morrer, há que recorrer ao verbo ser, passando o sujeito a sujeito agente da passiva, certo? «Ter morto» está errado, sendo o correto «ter matado», não é assim? Muito obrigada.
Opá, epá
Na imprensa escrita e, sobretudo, nas redes sociais, cada vez mais vemos as expressões “eh, pá”, “oh, pá”/”ó pá” escritas numa só palavra: “epá”, “opá” e até “épa” e “ópa”, quando não com dois acentos.  Terá isto alguma razão? Será um modismo, ignorância ou estas palavras existem mesmo? É que hoje li, no Observador, datado de 14.5.2017, o seguinte:  «Luiz Pacheco recorda-se desse dia, 1 de Maio de 1962: "Era um 1.º de Maio. Havia uma manifestação muito grande em Lisboa… havia greve, talvez… opá houve mortos e tudo, houve polícias que foram parar dentro do Lago do Rossio (…)"». Tentei procurar se o Ciberdúvidas já tinha publicado algo sobre isto, mas nada encontrei.  Muito obrigado.
Recursos estilísticos e figuras de estilo
As figuras de estilo (ou figuras de retórica, ou figuras de linguagem) constituem apenas alguns recursos estilísticos, existindo outros que não são considerados figuras de estilo. No entanto, não encontro uma distinção clara entre as ditas figuras de estilo e outros recursos estilísticos. Por exemplo, muitas gramáticas referem que as onomatopeias não são "em rigor" figuras de estilo, mas não dão mais explicações sobre o assunto. Obrigada pela ajuda.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa