DÚVIDAS

Ditongos crescentes e glides em português
Li numa das vossas respostas que um ditongo crescente é, na realidade, um falso ditongo porque a suposta sílaba é sempre passível de ser dividida em duas sílabas. Parece-me óbvio em história ou em viola, mas não sei como poderei fazê-lo nos ditongos presentes em quota ou quadro. Outra dúvida tem a ver com uma semivogal entre duas vogais. Por exemplo, gaiato define-se como tendo três sílabas, com um ditongo decrescente: gai-a-to. Contudo, foneticamente, não vejo razão para não dividirmos de forma diversa, com ditongo crescente: ga-ia-to. A que sílaba pertence a semivogal i? À primeira ou à segunda sílaba? Não existe aqui uma ambiguidade natural? Obrigado.
Redundância e ênfase em «representar-se a si próprio»
Tenho uma questão quanto ao verbo representar no seguinte contexto: «actor/actriz que vai desempenhar o papel da sua própria história de vida.» Estará correcta a seguinte redacção: «O actor vai representar-se a si próprio no filme.» A questão que me foi colocada é se o «representar-se a si próprio» é redundante? Agradeço um esclarecimento quanto a esta dúvida.
O género do substantivo amálgama
Após ter consultado vários dicionários (e verificado se haveria alguma resposta à minha questão no Ciberdúvidas), persiste a dúvida. O termo amálgama aparece, em vários dicionários, como tendo dois géneros (já em francês é masculino.) Contudo, em nenhum consegui perceber em que casos se aplica um género ou outro. Confrontei-me com esta dúvida ao ler um artigo de 1939 que refere que «A chamada literatura feminina [...] é no seu conjunto um amálgama de banalidades romantizadas.»
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