Plural das palavras terminadas em -x
Em resposta a uma pergunta acerca dos plurais de ápex e tórax, respondem que o plural das palavras portuguesas terminadas x é igual ao singular. No entanto, na literatura sempre tenho encontrado "clímaces" (nunca "os clímax") como plural de "clímax". Claro que há uma variante de "clímax" que é "clímace". O plural de "clímace" não deixa quaisquer dúvidas: é "clímaces"; mas estou a referir-me especificamente ao plural de "clímax". Por outro lado, há também o caso da palavra "fax", cujo plural "óbvio" é "faxes". Pode-se argumentar que foi importada recentemente do Inglês, mas o facto é que esta palavra é bastante fácil de verter para Português. Parece-me que a questão do plural das palavras terminadas em Português é um pouco mais complexa, tendo a ver em particular com a língua de origem da palavra e com o facto de esta ser oxítona ou paroxítona. Claro que todas as hesitações surgem porque as palavras terminadas em x não são nada típicas da língua portuguesa. São sempre decalques um pouco artificiais de outra língua, mesmo que seja o Latim.
Réu, acusado, arguido, suspeito, indiciado, culpado
Quando alguém vai responder em tribunal, parece que nunca acertamos com as designações a atribuir à pessoa que vai responder. Já não querem a designação de culpado, porque isso só depois de sentença transitada em julgado; a de réu também não, porque ainda não é culpado; e a de acusado, porque o Ministério Público ainda não deduziu acusação. Parecem preferir a de arguido, de suspeito, de indiciado... fala-se em «alegado agressor», «alegada transgressão», «alegados factos», etc.
No entanto, sobretudo em julgamentos do domínio do cível, a cada passo o tribunal se refere ao réu ou à ré, conforme os casos, e continua a citar-se o aforismo «in dubio pro reo».
Será confusão, panóplia de eufemismos? Em que ficamos?
Muito agradeço uma resposta.
A palavra pois no começo de orações
Quero confirmar ou saber se a palavra pois pode ser utilizada para iniciar frases ou se somente pode-se utilizá-la como um conjuntor. Exemplo:
«Louvamos a plena e sábia decisão dos maiores juízes do Brasil. Pois, acertaram ao manter tal norma. A democracia brasileira agradece.»
Ou:
«Louvamos a plena e sábia decisão dos maiores juízes do Brasil, pois, acertaram ao manter tal norma. A democracia brasileira agradece.»
Fixo, fixado... e afixado
Fixo, fixado... E afixado?
O verbo sentir-se como reflexivo
A propósito da consulta feita em 9/6/2010 e respondida pela professora Ana Martins, no que se refere aos exemplos dados e à análise feita das frases «O Zé sentiu-se o rei da bicharada», «O Zé sentiu-se insignificante», «As crianças sentiram-se mal», pergunto se não é admissível considerar o verbo sentir-se nesse caso como reflexivo. Nesse caso, teríamos um predicativo de objeto direto, representado pelo pronome se. O verbo sentir é essencialmente transitivo («Sentiu a presença do inimigo»). Assim, na frase «Luísa sentiu o marido desconfiado (sentiu-o)», desconfiado seria predicativo do objeto direto; na frase «Luísa sentiu-se desconfiada (sentiu-se a si própria)», ocorreria o mesmo.
Peço ainda opinião sobre a seguinte frase: «Luísa sentiu o marido junto de si.» «Junto de si» poderia considerar-se predicativo do objeto direto?
Obrigado.
Abreviatura de tecnólogo
Gostaria de saber qual é a abreviação correta para tecnólogo.
Obrigado.
O aumentativo das palavras planta, flor e festa
Gostaria de saber o aumentativo das palavras: planta, flor e festa.
Grata.
O significado jurídico de contumaz
Gostaria que os senhores me pudessem esclarecer o que significa de facto uma pessoa ser declarada contumaz, para efeitos legais e judiciais.
Muito obrigado.
A expressão «ir para baixa da égua»
Gostaria de saber a origem da expressão nordestina «vai para baixa da égua».
Que é «baixa da égua»?
Quando começou a ser usada?
Plural de «qualquer»
Todos sabemos que o plural de «qualquer» é «quaisquer», mas as palavras compostas por aglutinação formam o plural segundo a regra geral: acrescentando um -s no 2.º elemento. Gostaria então que me esclarecessem acerca deste caso em particular! Qual a regra gramatical para a formação do plural do pronome/determinante indefinido «qualquer»?
