Estimado = caro
Tendo em conta uma relação profissional continuada, parece-me ser correcta a utilização do adjectivo caro, qualificando (de «estimado, tido em grande valor ou merecimento») o destinatário de uma carta/convite para uma reunião científica. Exemplo: «Caro(a)Professor(a) Fulano de Tal». Fui recentemente confrontada com algumas opiniões de que esta adjectivação é incorrecta, por ser indelicada, demasiado íntima. Embora este adjectivo assuma mais do que um significado, julgo estar correcta a aplicação do mesmo no exemplo em questão. Gostaria de saber a vossa opinião.
As funções atuais do antigo atributo e dos predicativos
Gostaria de saber qual é em português a diferença entre o predicativo e o atributo, já que a distinção é diferente na minha língua materna, e não consigo compreendê-la.
A sintaxe do gerúndio incluindo
Nas traduções que revejo encontro com frequência a construção «incluindo + preposição» ou «incluindo + locução preposicional» («incluindo sobre», «incluindo em termos de», etc.). O meu reflexo sistemático é substituir o gerúndio pelo advérbio de modo (inclusivamente ou inclusive), por me parecer que incluindo deve ser seguido de substantivo («os livros, incluindo os dicionários»; «as plantas, incluindo as ervas daninhas»), mas não encontro nas gramáticas argumentos para justificar a minha opção. Faço bem em proscrever a referida construção gramatical?
Desde já obrigada.
A diferença entre os verbos partir e quebrar
Qual é a diferença semântica existente entre os verbos partir e quebrar? Pode-se dizer indiferentemente que «O João partiu o vidro» e «O João quebrou o vidro»?
«Virar costas» vs. «virar as costas»
Devemos escrever «Ele virou as costas e saiu» ou «Ele virou costas e saiu»?
Já encontrei uma indicação sintética de que deveria ser «virar costas», o que também me parece soar melhor (não estamos, na verdade, a virar as costas ao contrário!); mas é tão comum ver «virar as costas» que pergunto se a expressão está correta.
Muito obrigado.
Desmistificar vs. desmitificar
Li, na resposta de Sónia Valente Rodrigues a uma consulente sobre «memória e comer muito queijo», a palavra desmistificar, mas não seria desmitificar o vocábulo correcto? Até no Ciberdúvidas há consultores que erram? Deveriam ter mais cuidado para não nos induzirem em erro.
Obrigada e grata por tantas dúvidas que me tiram.
«Eu não me acredito...» e «é suposto que...»
Muitas vezes (demais, eu acho), ouço pessoas a dizer «eu não me acredito». Será influência brasileira, das novelas? Falo de colegas que, p.e., têm trinta e tal/quarenta e poucos anos. Igualmente, é frequente ouvir os «supostamente» ou o «é suposto que», coisa que eu, tendo frequentado o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, me faz sentir tremendamente irritada. Para já não falar no «Eu, pessoalmente,...». Como é que essas pessoas, pais/mães de filhos em idade escolar, poderão ajudar a transmitir o que aprenderam e que, pelos vistos, já esqueceram?
As conjunções coordenativas correlativas «nem... nem...»
As gramáticas, pelo menos as que consultei, apresentam a locução «nem... nem» como disjuntiva, explicando simultaneamente que a disjunção é a representação de uma alternativa. Ora em frases do género «nem gosto de queijo nem gosto de marmelada» não há alternativa, mas sim adição. Assim sendo, pode considerar-se, em tais casos, a referida locução como copulativa?
Mas/mais
Gostaria de saber a diferença entre as palavras: mas/mais
Nem sequer vs. nem mesmo
Gostaria de saber se os advérbios "nem sequer" e "nem mesmo" são sinônimos. Nos dois seguintes exemplos, o primeiro da revista brasileira "Veja", qual é preferível?
Me irrita saber que esses incompetentes nem sequer se preocupassem em colher informações corretas.
Me irrita saber que esses incompetentes nem mesmo se preocupassem em colher informações corretas.
