DÚVIDAS

Estimado = caro
Tendo em conta uma relação profissional continuada, parece-me ser correcta a utilização do adjectivo caro, qualificando (de «estimado, tido em grande valor ou merecimento») o destinatário de uma carta/convite para uma reunião científica. Exemplo: «Caro(a)Professor(a) Fulano de Tal». Fui recentemente confrontada com algumas opiniões de que esta adjectivação é incorrecta, por ser indelicada, demasiado íntima. Embora este adjectivo assuma mais do que um significado, julgo estar correcta a aplicação do mesmo no exemplo em questão. Gostaria de saber a vossa opinião.
A sintaxe do gerúndio incluindo
Nas traduções que revejo encontro com frequência a construção «incluindo + preposição» ou «incluindo + locução preposicional» («incluindo sobre», «incluindo em termos de», etc.). O meu reflexo sistemático é substituir o gerúndio pelo advérbio de modo (inclusivamente ou inclusive), por me parecer que incluindo deve ser seguido de substantivo («os livros, incluindo os dicionários»; «as plantas, incluindo as ervas daninhas»), mas não encontro nas gramáticas argumentos para justificar a minha opção. Faço bem em proscrever a referida construção gramatical? Desde já obrigada.
«Eu não me acredito...» e «é suposto que...»
Muitas vezes (demais, eu acho), ouço pessoas a dizer «eu não me acredito». Será influência brasileira, das novelas? Falo de colegas que, p.e., têm trinta e tal/quarenta e poucos anos. Igualmente, é frequente ouvir os «supostamente» ou o «é suposto que», coisa que eu, tendo frequentado o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, me faz sentir tremendamente irritada. Para já não falar no «Eu, pessoalmente,...». Como é que essas pessoas, pais/mães de filhos em idade escolar, poderão ajudar a transmitir o que aprenderam e que, pelos vistos, já esqueceram?
As conjunções coordenativas correlativas «nem... nem...»
As gramáticas, pelo menos as que consultei, apresentam a locução «nem... nem» como disjuntiva, explicando simultaneamente que a disjunção é a representação de uma alternativa. Ora em frases do género «nem gosto de queijo nem gosto de marmelada» não há alternativa, mas sim adição. Assim sendo, pode considerar-se, em tais casos, a referida locução como copulativa?
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