Avos
Há propriedade em afirmar que, numa fração cujo denominador é um número maior do que dez, a concordância com a palavra "avo" deve ser feita com o numerador?Ex.: 1/12 (um doze avo), 2/12 (dois doze avos).Obrigado.
Di-lo/vesti-lo/bruni-lo
Tenho visto formas verbais infinitivas da primeira e segunda conjugação conjugadas com o pronome o (a, os, as) como fá-lo, amá-la, comê-lo, sabê-lo, etc, em que a vogal final toma o acento agudo. Se bem me lembro, foi assim que me ensinaram na 4ª classe, já lá vão 58 anos.
Aliás, se assim não fosse, a forma verbal infinitiva confundir-se-ia com o presente do indicativo, na segunda pessoa, também conjugado pronominalmente.
Ora, o que nunca vejo é essa mesma regra aplicada aos verbos da 3ª conjugação, como di-lo, vesti-lo, bruni-lo, etc., que, a meu ver, talvez se devessem escrever dí-lo, vestí-lo, bruní-lo, etc.
Ora, neste caso da 3ª conjugação não há confusão com o presente do indicativo, conjugado com o referido pronome, e talvez seja essa a razão da omissão do acento. Todavia, também penso eu que a razão do acento se deva ao facto de o "r" do infinito ter sido assimilado pelo pronome o (a, os, as), e que, portanto, a regra se aplica a todas as conjugações.
Claro que tenho grandes dúvidas a este respeito, e os meus próprios argumentos não me convencem.
Muito obrigado pela vossa atenção à questão que ponho.
Redfish = cantarilho
No supermercado, por exemplo, ouço ou vejo escrito redfish (às vezes, red-fish, e "red fish" não me parece grafia correta para designar a espécie...). Ora, que eu saiba, há vários anos, só lhe ouvia chamar "peixe-vermelho". Gostaria de lhes perguntar: não será este o nome correto, em português, da "espécie zoológica"? Não está errado usar o anglicismo?
Abreviatura de seno
Sou estudante e tenho assistido com alguma confusão ao uso aparentemente arbitrário da função matemática seno, representada por "sin" ou "sen" em termos de linguagem matemática. Acontece que mesmo entre o mesmo docente é vulgar usar "sin" ou "sen" conforme a vontade do momento. A mim parece-me que a forma "sen" será, em Portugal, a mais correcta, no entanto posso apresentar desde já algumas achegas a esta grafia: 1. Diz-se de uma função seno que é sinusoidal; 2. A universalidade deverá ser um dos pontos chaves desta ciência e, por isso, "sin" poderá ser preferível. Qual é, então, a forma a adoptar? Obrigado pela atenção.
Tenha feito / tivesse feito
Qual é a diferença entre as frases seguintes no que respeita aos tempos verbais?
"Embora ele não tenha feito isso com mau propósito, causou grande prejuízo." "Embora ele não tivesse feito isso com mau propósito, causou grande prejuízo."
Obrigado.
Locupletar-se
A frase com que me defronto é a seguinte: "Infelizmente, alguns políticos sem escrúpulos estão a aproveitar-se da situação para se locupletarem a curto prazo" (trata-se de tradução do inglês). Pergunta: tanto o Dicionário da Academia como o Dicionário de Cândido de Figueiredo, por exemplo, não contêm o verbo na sua forma reflexa, o que acho estranho (nem dão exemplos). Ora, conhecendo eu perfeitamente aquela forma e achando que "para se locupletarem..." está correcto, vinha perguntar a vossa opinião sobre a construção da frase e, também, sobre se acham que o verbo tem sempre sentido pejorativo, se é sempre utilizado em sentido crítico.
Alcoolemia
Como se deve escrever correctamente: «alcolémia » ou «alcoolemia». É que nalguns livros de trânsito encontra-se alcolémia - teste de alcolémia. Mas como pode ser possível se o radical da palavra é álcool?
«Digno de nota»
No Direito Penal Brasileiro, para aplicar a pena, o juiz deve analisar uma série de circunstâncias judiciais, entre elas a conduta social. Ela só será levada em conta para aumentar a pena quando for desfavorável ao réu, pois, em caso contrário, ficará no mínimo legal. A questão da prova continha a seguinte frase: «A conduta social mostra-se sem registros dignos de nota.» Interpretei como sendo esta conduta nada além do que se pode considerar normal de uma pessoa, ou seja, ela não se destaca nem por praticar caridade, atividades voluntárias, etc., nem por ser um desocupado, omisso, insociável, etc. O professor, entretanto, disse que deveria ser interpretado apenas como sendo algo ruim ao acusado! Causou-me espanto. Qual a opinião dos senhores? Não seria a interpretação mais correta a de que se não é digno de nota é porque não chama a atenção? Obrigado.
Diminutivos da palavra festa
Sou professor de informática, acedo à internet de casa e gostaria de saber se as palavras seguintes se podem considerar diminutivos da palavra festa:
- festinha
- festazinha
E aumentativos:
- festona
- festazona
Obrigado e parabéns pelo excelente trabalho que têm realizado.
O -se passivo e o -se impessoal
A frase «Dias que não se esquecem» está correta? Considerando que dias não é o sujeito da frase, creio que é mais correto dizer «Dias que não se esquece» = Há dias que alguém (se impessoal) não esquece. Não faz sentido o verbo concordar com o complemento… estou certo?
Obrigado.
