Condiciona sobremaneira
Gostaria de saber como devo dizer:
"condiciona de sobremaneira" ou "condiciona sobremaneira"?
Obrigada!
Regência do verbo vencer
Tenho ouvido frequentemente, especialmente agora neste tempo de futebol via TV, os jornalistas e comentadores dizerem sempre a equipa (ou seleccção) Y venceu "à" equipa (ou selecção) Y. Ainda há dias era na SIC Notícias: «Portugal precisa de vencer "à" Sérvia-Montenegro para...». Obviamente que é errada aquela contracção, uma vez que neste sentido de «ganhar», «levar a melhor» ou «triunfar» o verbo vencer dispensa a preposição a. No entanto, há várias circunstâncias em que essa regência é obrigatória (por exemplo, «Vencemos à tangente»). Ou com outras preposições, como em («Venço-te em inteligência», «venceu nas provas finais»), por («venceu por 5-0», «venceu pela diferença mínima», «vencido pelo cansaço»), com («Venceu a crise com as medidas...») e... há mais? Dada a confusão instalada, gostava de uma resposta mais aprofundada. Muito obrigada.
O cataplasma ou a cataplasma?
Reparei que os dicionários da Porto Editora e da Texto Editora apresentam cataplasma como um substantivo feminino. No entanto, sempre ouvi as pessoas dizerem "o cataplasma", "aplica-se um cataplasma", etc. Estamos perante mais um caso similar ao "o grama", em que a generalidade das pessoas usa habitualmente o género errado? Muito obrigado.
Índice temático e sufixo flexional
Gostaria de saber se o índice temático pode ser simultaneamente sufixo de flexão. Fiquei com esta dúvida após verificar alguns exercícios no manual adotado na minha escola, da autoria de uma especialista em linguística. Se os sufixos flexionais marcam a flexão das palavras (e sabemos que os nomes e adjetivos flexionam em género, número e grau), o que eu pergunto é se na palavra gata o -a é também sufixo flexional, uma vez que marca a flexão em género da palavra, tal como surge no meu manual.
«Estou certo de que...»
Gostaria de saber se alguma das formas seguintes é correcta:
«Estou certo que me vai responder.»
«Estou certo de que me vai responder.»
Muito obrigada.
Personagem secundária / figurante
Sempre aprendi que figurante é a personagem que não tem qualquer participação na acção, serve apenas como elemento decorativo e caracterizador do espaço. Mas a dúvida persiste: e se essa personagem intervier com uma fala apenas? E se essa personagem que, apesar de não participar na acção, provoca o seu desenrolar?
Tomemos como exemplo o rei "moço e valente", personagem de "A Aia" de Eça de Queirós. Este rei é uma personagem secundária ou um figurante?
O verbo caber com pronome átono
+ oração de infinitivo
+ oração de infinitivo
Qual das seguintes frases é a mais correta?
«Cabe-nos respeitar a sua opinião», ou «Cabe a nós respeitarmos a sua opinião»?
Tanto numa frase como na outra o verbo respeitar está no infinitivo pessoal, e gostaria de saber o porquê.
Sujeito indeterminado e passiva sintética com o verbo sonhar
Preciso de sua ajuda na correção da frase: «Todas as coisas que se sonha nascem de carências reais.»
Se eu considerar o verbo sonhar como transitivo indireto, haverá a falta da preposição com, e o sujeito da oração «que se sonha» será indeterminado: «Todas as coisas com que se sonha nascem de carências reais.»
Se o considerar como transitivo direto, terei voz passiva sintética e verbo no plural: «Todas as coisas que se sonham nascem de carências reais.»
Por favor, qual é a melhor opção?
Muito obrigada pela ajuda.
A expressão «se P, então Q»
É comum observar-se a expressão "Se ocorre P, então ocorre Q", tanto na linguagem coloquial quanto em contexto técnico.
Neste caso, ocorrem-me duas possíveis classificações, que parecem ser, em princípio, conflitantes.
1) A oração «Se ocorre P» é subordinada adverbial condicional, e a oração «então ocorre Q» é a oração principal, em que «então» desempenha função de advérbio. Observa-se que a omissão ou troca de "então" não resulta em qualquer diferença nas sentenças.
2) A oração «Se ocorre P» não parece assumir o papel de oração coordenada sindética. Contudo, é possível omitir-se a partícula se e manter-se a sentença «Ocorre P, então ocorre Q», de sorte que ocorram duas orações coordenadas, sendo a segunda uma oração sindética conclusiva.
Parece-me razoável concluir que a ocorrência de se na primeira oração implica a classificação obtida em (1), dado que não é possível atribuir a se outro valor morfológico senão o valor de conjunção.
Gostaria, por gentileza, de vossa opinião a respeito do assunto.
Grato.
Ainda a locução «não obstante» + o significado de ubérrimo
Gostaria de saber a função da conjunção «não obstante», isto é, porque é enquadrada como conjunção adversativa (que penso obstar tem o significado de oposição e ficaria como aditiva: não obstante?!?!)
E que significa ubérrimo (estava lendo úbere é mamilo), sendo esse superlativo absoluto sintético é, portanto, o quê: peituda, grande peito ou o quê?!?
Um obrigadão à atenção, estou ansioso esperando esclarecimentos.
