DÚVIDAS

Língua portuguesa: origem de alguns vocábulos
1 – Sendo uma das línguas românicas, o idioma português tem, no entanto, vocábulos de outros povos que viveram no território. a) Dos celtas, nomes de várias localidades? Quais? Exemplos. b) Dos visigodos, vocábulos relativos à guerra e ao vestuário? Exemplos. c) Os árabes dominaram no século XIII. Influenciaram a língua? Nomes relacionados com arte, ofícios, vida económica? Exemplos. Quais vocábulos africanos na época dos descobrimentos? Exemplos. d) Alguns nomes (exemplos) anglo-saxónicos, germânicos adaptados à etimologia portuguesa. Gostaria de receber alguns nomes como exemplo para poder concretizar um texto que estou a construir.
Sobre a formação dos substantivos compostos
Quero crer que um dos pontos mais polêmicos e menos esclarecidos da gramática portuguesa diz respeito à formação dos substantivos compostos em que o segundo elemento é também um substantivo. No caso de neologismos, ou pelo menos, de substantivos compostos pouco comuns, autores há que propugnam pelo uso do hífen; outros não. Quando se quer formar o plural é que as coisas se complicam ainda mais: "flexiona-se o segundo elemento ou não?" Apresento alguns exemplos que mostram o alcance de minha dúvida: «ataque relâmpago» (com hífen ou sem?) Penso que a maioria dos gramáticos recomenda formar o plural seguinte: «ataques relâmpago». O mesmo se pode dizer de «comícios monstro». Mas veja-se o seguinte exemplo estruturalmente idêntico: "menino prodígio" (com hífen ou sem?) Nesse caso, vejo com freqüência o plural «meninos prodígios». Ou ainda "trabalho porco" (com sentido de grosseiro), formando o plural «trabalhos porcos». Corre uma explicação pela qual a variação do segundo elemento se daria, ou não, conforme houvesse, ou não, uma preposição subentendida. Assim, teríamos: "efeito (de) estufa (efeitos estufa); "meio ambiente (meios ambientes); no entanto, tal não é corroborado pelos exemplos citados acima.
O uso do substantivo confundimento
Na redacção de textos científicos, sinto, por vezes, que poderia ser apropriado o termo "confundimento", como encontramos no inglês. Poderemos falar em "factores de confundimento" ou "variáveis de confundimento" quando nos queremos referir a algo que possa dificultar a interpretação de resultados de uma forma difusa ou possa gerar resultados menos esclarecedores? Sinto que a palavra confusão confere um sentido de probabilidade ou, até, de inevitabilidade. Também o termo viés parece-me indicar algo diferente, como um desvio mais bem definido e que pode distorcer os resultados num sentido concreto. Será aceitável usar a expressão «factores de confundimento», ou será preferível «factores de confusão», ou "vieses"?
Regência do verbo vencer
Tenho ouvido frequentemente, especialmente agora neste tempo de futebol via TV, os jornalistas e comentadores dizerem sempre a equipa (ou seleccção) Y venceu "à" equipa (ou selecção) Y. Ainda há dias era na SIC Notícias: «Portugal precisa de vencer "à" Sérvia-Montenegro para...». Obviamente que é errada aquela contracção, uma vez que neste sentido de «ganhar», «levar a melhor» ou «triunfar» o verbo vencer dispensa a preposição a. No entanto, há várias circunstâncias em que essa regência é obrigatória (por exemplo, «Vencemos à tangente»). Ou com outras preposições, como em («Venço-te em inteligência», «venceu nas provas finais»), por («venceu por 5-0», «venceu pela diferença mínima», «vencido pelo cansaço»), com («Venceu a crise com as medidas...») e... há mais? Dada a confusão instalada, gostava de uma resposta mais aprofundada. Muito obrigada.
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