«Concerto com Deus»
Fiquei em dúvida quando encontrei a seguinte frase na Bíblia: «Davi fez um concerto com Deus.» Aprendi que a palavra concerto seria usada para música, som, etc. Podem me orientar? Ou é uma anáfora?
Centilitro = cL
Disseram-me que, a partir de agora, a abreviatura das unidades como litro e quilograma são em letra maiúscula, ou seja, em vez de "cl" passa a escrever-se "cL", pois o litro (L) passa a ser representado com maiúscula. Como nada li sobre este assunto, gostaria de saber se esta informação está correcta. Obrigada.
Abreviaturas. Índice superior
Estou muito confusa. Não me consigo entender com as vossa abreviaturas. Agradeço que me ensinem a abreviar as palavras seguintes, usando o computador (que não faz letras mais acima): Excelentíssima (Ex.ma ou Exma.??); Ilustríssimos; Senhores. E Mestra é Mª?
E é verdade que não se usa ponto final se uma abreviatura coincidir com o final de uma frase? Ex.: "..., de aventuras, etc."
Antecipadamente grata pela rapidez da resposta.
O plural de controlo
Gostaria que me informassem do seguinte: o plural de "controlo" é "controlos"? Mas por vezes vejo escrito "contróis". Esta palavra também está correcta? Obrigado.
«Beco sem saída»
No Prontuário Universal Erros corrigidos de Português (D' Silvas Filho), na página 26 vem indicado como incorrecto «Beco sem saída (redundância) uma vez que beco não tem saída».
No entanto, encontro nas diversas fontes consultadas, entre outras, nas seguintes que menciono, e que indicam coisa diversa, em meu entender: Dicionário de Francisco Torrinha: «Beco: Rua estreita e curta por vezes sem saída.
Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa de Cândido de Figueiredo: «Beco: Rua estreita e curta às vezes sem saída.» Dicionário Prático Ilustrado (Lello): «Beco: Rua estreita e curta às vezes sem saída.» Dicionário Enciclopédico (Ed. Diário de Notícias): «Beco: Rua estreita e escura; viela». Dicionário Enciclopédico (José Pedro Machado): «Beco: Rua estreita e curta.» Dicionário Actual da Língua Portuguesa (Ed. Asa.): «Beco: Rua estreita e às vezes sem saída.» Dicionário Universal da Língua Portuguesa (Texto Ed.): «Beco: Rua estreita e curta que, em geral, não tem saída».
Por outro lado, no Roteiro da cidade de Lisboa, provavelmente entre muitos outros becos que não detectei, encontro o Beco do Norte (na Lapa):
«Começa na Rua de Buenos Aires e vai sair na Rua de S. Domingos» e ainda o Beco do Norte (Carnide) que «começa na Rua Neves Costa e finda na Rua da Mestra».
Logo, fico com sérias dúvidas que beco sem saída seja redundância, uma vez que pelo acima visto, parece que há mesmo becos com saída (a menos que a etimologia da palavra ou outra qualquer circunstância, indique que beco é mesmo uma rua sem saída e aí, então, será a edilidade lisboeta que está errada).
Agradecendo o vosso esclarecimento, envio, entretanto, os meus cumprimentos.
O hífen com o prefixo psico-
Agradecia que me informassem em que circunstâncias o prefixo psico leva ou não hífen quando se liga a outra palavra. Obrigado.
A posição actual da língua portuguesa no mundo
Gostaria de saber que lugar ocupa a língua portuguesa nas línguas mais faladas no mundo. E quais são as línguas mais faladas no mundo. Encontro informação contraditória e aqui, no ciberdúvidas, a informação já é antiga.
Gostaria de transmitir uma informação correcta aos alunos.
Muito obrigada pela atenção!
O aportuguesamento de gospel
Gostaria, se possível fosse, de tirar uma dúvida sobre aportuguesamento de palavras anglo-saxônicas.
Estava escrevendo um texto em site de relacionamento pessoal e fui criticado por utilizar a palavra "góspeis" ao invés de gospel. No meu texto continha: «... as cantoras góspeis...»
A crítica dizia que eu não poderia utilizar a palavra no plural porque não era uma palavra portuguesa, porém inglesa. E, no inglês, os adjetivos não vão para o plural. Ficaria assim: «... the gospel singers...»
Fiz uma argumentação defendendo que havia utilizado a palavra aportuguesada. Daí, o meu crítico interlocutor disse que a palavra ainda não havia sido aportuguesada. Ao que repliquei-lhe que havia palavras que ainda não constavam nos dicionários, mas que podiam ser aportuguesadas. E que, como não havia achado uma palavra em português equivalente e propícia ao contexto do meu texto, havia recorrido ao aportuguesamento. Visto que a palavra evangélica — equivalente comum da palavra gospel — não me servia porque estava, na verdade, criticando as cantoras "góspeis". O "góspeis" seria, então, em tom de ironia. De fato, eu não considero tais cantoras como evangélicas.
Afinal de contas, quem está com a razão?
Aguardo a resposta.
O novo Acordo Ortográfico e a variação regional
O novo Acordo Ortográfico recorre frequentemente à expressão «aconselhável ou não aconselhável» em Portugal para suportar a manutenção ou supressão de algumas consoantes. Gostaria de saber qual a posição "oficial" do AO no que diz respeito às variações regionais do português europeu na pronúncia das mesmas consoantes. Na ilha da Madeira, a pronúncia de consoantes que no continente são mudas faz parte do padrão culto. É o caso de sector e de recepção. Como proceder nestes casos? A mesma questão se coloca com algumas variações no Norte de Portugal. No Minho fui criado e educado a dizer "contato", "contatar" etc., tal como no Rio de Janeiro, mas diferentemente de Lisboa. E tenho também dúvidas quanto à acentuação da primeira pessoa do plural dos verbos em -ar, que no Norte de Portugal todo e no Brasil se pronuncia com a fechado ("cantamos"/"cantamos" e não "cantámos"/"cantámos") e indistinguível do presente, como, aliás, nos verbos em -er se faz em todo o lado. No território da República Portuguesa existe uma norma oficial? Ou, como julgo ser o caso (e no espírito do novo AO), permite-se a variação regional?
Refastelar e refestelar
“Refastelar” e “refestelar”: alguma destas palavras existe como verbo no português?
