Locuções nominais
Estou a realizar um projecto de terminologia e tenho algumas dúvidas relativamente à categoria gramatical dos seguintes termos. Será que são frases nominais, ou simplesmente substantivos? «Preço de compra»; «Orçamento comunitário»; «destilação preventiva»; «colheita tardia»; «Política Agrícola Comum»; «Comissão Europeia».
Agradecida pela resposta.
Além/para além
Normalmente vejo estas palavras serem usadas indistintamente — «O Miguel para além do João também faz...». Não deveria ser «O Miguel além do João...»? E a expressão «para além» não deve ser reservada a situações deste tipo: «O rio corre para além daquelas montanhas»? Ou ambas são válidas nos dois contextos?
Virgílio ou Vergílio?
Ao assistir ao programa "Magazine", na nova 2, fiquei a saber que irá ser lançada uma nova edição da obra clássica "Eneida" de Vergílio. Ora, eu sempre conheci o dito autor como Virgílio. Sempre se utilizaram as duas grafias? Se sim, qual a forma mais usual?
Numerais, uso
1. Devemos usar em textos de forma extensa os numerais com uma palavra, e aqueles compostos com duas, deverá ser grafado em arábico, seguido em parênteses de forma extensa. Gostaria de saber as regras, e no caso de data como faremos. Exemplo: Encaminho vinte cópias de ... Encaminho 21 (vinte e uma) cópias de ... No dia 21 de abril, e não no dia 21 (vinte e um) de abril ...
A diabetes
Penso que é mais correcto escrever "a diabetes" do que "os diabetes", mas que são aceitáveis as duas formas.
No caso da segunda, está correcto dizer "os diabetes são uma doença..."?
Ter necessidade que...
A questão é a seguinte: Há quem me contradiga por achar que não devo escrever ou dizer, por exemplo, "Necessito de que me tragas aquele livro da biblioteca", ou "Preciso de que informes a presidência da Câmara Municipal de que terá de melhorar a limpeza desta Urbanização". O motivo da contradição reside no facto de me dizerem que a conjunção integrante "que" não deve ser precedida da preposição "de" em frases que contêm um verbo no infinitivo. Em oposição, eu acho que "Quem necessita" ou "Quem precisa", necessita, ou precisa, de alguma coisa e prefiro não elidir a preposição. Ora bem: cito agora o seguinte texto, extraído das páginas 113/114 do livro Áreas Críticas da Língua Portuguesa, de João Andrade Peres e Telmo Móia, Editorial Caminho, Colecção Universidade, Série Linguística, dirigida por Maria Raquel Delgado Martins, edição de 1995, que aqui tenho desde há alguns anos. Outros exemplos aqui possuo que dizem que o uso de "de que" em frases do tipo "Necessito de que" é opcional. Há quem o aprove e há quem o desaprove e há quem diga que tanto está correcta uma construção como a outra. Poderia invocar livros de Rodrigo de Sá Nogueira e de Vasco Botelho do Amaral, por exemplo. Eis pois o extracto daquele livro: «É ainda interessante referir o caso dos verbos precisar e necessitar, predicados que admitem tanto complementos preposicionados com de como complementos não preposicionados. Apesar de a presença da preposição ser opcional, parece-nos que actualmente as formas preposicionadas são bastante mais frequentes, quando os complementos em causa são nominais ou oracionais infinitivos. Veja-se: (384) O Paulo precisa (de) comprar um casaco novo. (385) Este cão está a precisar (de) um bom banho. (386) O Paulo necessita (de) ir ao médico. (387) Esta empresa necessita (de) cinco novos funcionários. Quando, porém, estes verbos tomam frases finitas como seus complementos, parece verificar-se - tal como acontece com o verbo gostar - uma preferência generalizada pela forma não preposicionada: (388) O Paulo precisa (de) que lhe faças um favor. (389) O Paulo necessita (de) que lhe emprestes esse livro. É ainda pertinente salientar, de passagem, que a aparente evolução do português no sentido da dispensa de preposições para a introdução de complementos oracionais finitos aproximará esta língua, no que a este particular diz respeito, de línguas em que o emprego de preposições nessa função é aparentemente nulo, como é o caso do inglês, ou muito restrito, como parece ser o caso do francês.» Fim de citação. Portanto, o que concluo é que: 1) É opcional o uso da preposição "de". Trata-se de preferências, como ali em cima dizem. 2) Há uma evolução da língua portuguesa no sentido da dispensa da preposição "de", por uma espécie de assimilação em relação ao inglês e ao francês. Também já consultei um eminente especialista da língua portuguesa, que me diz que tenho plena razão (e me vai responder por escrito), embora também admita a outra construção, por uma questão de eufonia. QUID JURIS?
Ele e ela como pronomes pessoais do caso oblíquo?
Recebi de outro professor de Língua Portuguesa a informação de que os pronomes "ele" e "ela" quando não exercem a função de sujeito são classificados como "pronomes pessoais do caso oblíquo", ambos. O que sei é que os pronomes “eu”, “tu”, “ele”, “nós”, “vós” e “eles” são classificados como pronomes pessoais do caso reto e que exercem a função de sujeito. Já os pronomes do caso oblíquo, como “me”, “mim”, “se”, “o”, etc, exercem a função de objeto. No presente caso, o que eu diria, à primeira vista, é que os pronomes “ele” e “ela”, quando em função de complementos, estariam FAZENDO FUNÇÃO DE OBJETO, mas não posso afirmar inequivocamente que isso os qualificaria como pronomes pessoais do caso oblíquo. Gostaria, portanto, de obter ajuda da competente equipe do Ciberdúvidas, que tem se mostrado, cada vez mais, o melhor “site” de consulta para dirimir dúvidas acerca da língua portuguesa.
"Logo, os dois fizeram uma íntima amizade..."
Na passagem:
"Certa vez, a moça conheceu, na faculdade onde estudava, um jovem chamado Felipe. Logo, os dois fizeram uma íntima amizade..."
Há algum prejuízo no entendimento com o emprego da vírgula após "logo"?
É correto o uso da expressão "fazer amizade"?
Sobre o prefixo ex-
Foi-me dito que o prefixo «ex-» tem uma conotação pejorativa, pelo que devemos utilizar, por exemplo «antigo namorado» em detrimento de «ex-namorado». É correcto?
O significado da palavra aléu
Gostaria de conhecer o significado da palavra aléu, que é muito comum em Vila Real.
