DÚVIDAS

Ciência de
Gostaria de saber se as frases abaixo estão corretas: Encaminhe-se o presente processo à Seção "X" para ciência do interessado. Encaminhe-se o presente processo à Seção "Xquot; para ciência ao interessado. O contexto: Numa repartição pública, a seção "y" encaminhando um processo administrativo à Seção "X" para que esta cientifique o contribuinte de uma decisão ocorrida no tal processo.  A dúvida: regência do substantivo ciência. Se for possível, gostaria de saber também que outras preposições se poderia usar com o substantivo "ciência", com exemplos. Obrigado pela atenção.
Adictos + adição
Por pressão do inglês e, creio, também do espanhol, começam a aparecer nos nossos meios jornalísticos as palavras "adição" e "adicto" com o significados de "dependência" e "dependente" respectivamente. Quanto a "adicto", já numa resposta vossa esta forma foi olhada favoravelmente, pois existia em latim a forma "addictu". Mas quanto a "adição", parece não haver lógica nenhuma, e foi mesmo reprovada por outra resposta vossa, pois parece ser uma versão mutilada da que poderia corresponder a "addiction" ou "adicción". Mas se "adicto" é aceitável, seria também aceitável aportuguesar aquelas formas estrangeiras sem as mutilar ? Isto é, será também aceitável usar a palavra "adicção", já diferente da simples soma? Obrigado.
Croça ou crossa?
Acho óptimo e mesmo fundamental que em Portugal nos entendamos, oralmente e por escrito, em bom português. Mas tal é, admitamos, frequentemente difícil, complicado e frustrante. Tenho visto com muita frequência citado em Ciberdúvidas o Dicionário Aurélio, que não conhecia mas depreendi ser redigido e editado no Brasil. Há algum tempo inquiri Ciberdúvidas sobre a grafia correcta de "croça", se assim se com ss. Foi-me respondido ser "croça", o que mais não fez do que confirmar o que eu encontrara em todos os dicionários de língua portuguesa que conseguira consultar e numa Enciclopédia Luso-Brasileira, aparecendo referida "crossa" como forma erradamente usada. Ora hoje mesmo pude folhear um exemplar ("para o ano 2001") do tão citado Dicionário Aurélio, e tal não é o meu espanto quando vejo "crossa" como a palavra correcta, sendo "croça" uma forma "errônea" (isto é, errónea)! Então em que ficamos?! Será que o tal de Dicionário Aurélio não é antes um dicionário de língua brasileira?... Assim, é, realmente, muito difícil e frustrante. Muito obrigado a Ciberdúvidas pela vossa existência e pelo vosso trabalho e esforço.
A regra da tradução de nomes próprios
Sei que há quase um século os nomes próprios de autores deixaram de ser traduzidos. Hoje causará alguma estranheza alguém utilizar a tradução Carlos Marx, no lugar de Karl Marx, por exemplo. Contudo, aprendi que os nomes próprios de santos, papas, imperadores, reis e membros da realeza devem ser traduzidos. Assim, Hadrianus se traduzirá Adriano, Wilhelm por Guilherme, Elizabeth por Isabel, etc. A minha questão é a seguinte, este costume de traduzir os nomes próprios deste tipo de personalidades é uma regra ou apenas um uso? É correcto escrever Elizabeth II de Inglaterra ou São Thomas More?
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