DÚVIDAS

Os sistemas de escrita silábicos, alfabéticos e logográficos
Aos sistemas de escrita silábicos, alfabéticos ou logográficos correspondem, respectivamente, os seguintes grafemas: sílabas, consoantes/vogais e logogramas (ideogramas ou pictogramas). Correcto? Podemos dizer que os grafemas são símbolos ou marcas gráficas? Ou existe alguma diferenciação na sua utilização? Assim, se dissermos que, nos sistemas silábico e logográfico, correspondem a cada sílaba e a cada palavra, respectivamente, uma marca gráfica ou símbolo únicos, está correcto? Obrigado.
Mentor e mentoria
Estando a trabalhar numa área em que as questões da tutoria se colocam, tenho sido confrontado, com alguma frequência, com a presença da palavra mentor, num conceito algo diferente (menos formal) do de tutor. Gostaria de colocar duas questões: 1.ª – É correcto usar a palavra mentor e mentoria por analogia com o que foi aconselhado para tutor e tutoria? 2.ª – Qual a palavra que devemos usar para a pessoa que beneficia mais dessa influência (no inglês "mentee"?)? Podemos dizer mentorante? E a que expressão recorrer, dentro da mesma lógica, para a pessoa que se relaciona com o tutor? Obrigado por mais esta ajuda.
A grafia do termo "desemerdar"
Faço ocasionalmente traduções e, recentemente, ao traduzir um texto do francês, surgiu-me uma dúvida sobre como escrever o termo "desemerdar". Não estou certo se se trata de um galicismo, a partir de démerder, ou de um termo próprio da nossa língua. Ao pronunciar a palavra, a maioria das pessoas a quem perguntei aponta para "desenmerdar", mas a mim soou-me estranha a junção do n com o m, e não me ocorreram outras palavras portuguesas em que uma sílaba com n final se ligasse a outra com m inicial. P. ex.: emoldurar/desemoldurar e não "enmoldurar"/"desenmoldurar", ao contrário de, por exemplo, encastrar/desencastrar — mas não estou certo se se trata de bons exemplos. Estarei certo? Assim, optei por "desemerdar". Curiosamente, na revisão do texto alteraram para "desenmerdar". É também um problema de, em Portugal, haver uma timidez despropositada com o registo nos dicionários dos termos "populares" ou "palavrões", reflectida nos frequentes «vai-te lixar» utilizados incorrectamente em traduções de filmes.
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