DÚVIDAS

Muito (adv.), muita (pron. indef.)
Outro dia, lendo um texto, vi duas frases: «Minha mãe tem os cabelos longos e é muito bonita»; já a outra frase era: «Desejo muita saúde e paz.» A minha duvida é a seguinte: na primeira frase, o advérbio muito está diante de um adjetivo feminino, mas não há concordância («minha mãe é muito bonita»), e na segunda frase ele concorda com a palavra saúde (feminina). Porque isso ocorre?
Perda = perca
Tenho uma dúvida no que diz respeito ao uso de perda e perca. A resposta fornecida por esta página diz que ambas as formas são corretas, sendo a segunda popular, mas corretíssima. No entanto, aprendi que perda é um substantivo e perca é uma forma conjugada do verbo perder. Foi enfaticamente frisado que é um erro muito grosseiro usá-las fora destas funções. Por exemplo, correto é dizer «Isto é uma perda de tempo», mas jamais deve ser dito, «Isto é uma perca de tempo». Outro exemplo, diz-se: «Perca o medo dos desafios» e não «Perda o medo dos desafios». Gostaria de saber o porquê dessas diferenças. Aprendi a forma incorreta? Ou, neste caso, há diferenças entre Brasil e Portugal? Ou, ainda, há controvérsias sobre o tema?
O significados de implementação e implantação
Sou responsável de loja e tenho dúvidas quanto ao uso das palavras implementação e implantação. Na empresa, o pessoal do escritório envia as diretrizes com a palavra implantação, mas eu sempre utilizei e faz mais sentido para mim a palavra implementação. Esta troca de palavras tem gerado algum desconforto na comunicação. Contexto do uso das palavras: «Tarefas a realizar durante esta semana – implementação da mercadoria de natal na secção X.» Esta é a terminologia que uso no meu dia a dia com a equipa de loja. O pessoal dos escritórios, na sua generalidade, utiliza implantação. Afinal, qual é a melhor palavra para se utilizar? Obrigado.
Orações subordinadas relativas e completivas
Sou estudante do ensino secundário e desejava esclarecer uma dúvida que surgiu em aula, aquando da explicação das nova TLEBS. Na frase «A professora [que saiu] ensina espanhol», qual é exactamente, segundo a nova terminologia, a função sintáctica da expressão «que saiu»? A frase acima citada encontra-se como exemplo de uma oração/frase relativa sem antecedente com a função sintáctica de Modificador Frásico do Grupo Verbal. Acontece que não sei se esta se encontra totalmente correcta, uma vez que aquilo que é modificado é o grupo nominal («A professora»). Não seria a oração «que saiu» uma oração subordinada relativa adjectiva restritiva na antiga terminologia, que restringe a oração «A professora ensina espanhol»? De modo a esclarecer completamente esta dúvida, poderá a expressão entre parêntesis rectos servir de exemplo de um Modificador Frásico do Grupo Verbal na frase «Ama [quem te ama]»? E em «O comandante anunciou [que havia uma avaria]»? Aguardo resposta logo que possível. Obrigado.
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