O uso do plural majestático
Devo dizer: – nós fomos confrontados ou – nós fomos confrontada?
As expressões «má rês» e «não ser boa rolha (rês)»
Gostaria de perguntar se existe a expressão «boa rês».
Sei que existe, na linguagem popular, a expressão «má rês», que é utilizada quando nos queremos referir a um indivíduo pouco recomendável. Tenho a impressão que existe a expressão «boa rês», e que significa o contrário daquela. Contudo, não tenho a certeza.
Anomalia e anormalidade
Num texto de cariz médico, deverei usar «identificação de anomalias», ou «identificação de anormalidades»?
Agradeço a atenção.
Bares e pascals, de novo
Um dos leitores colocou esta pergunta: Um bar (medida de pressão) no singular. E no plural? Dizemos bar ou bares? Agradeço esclarecimento.
Não concordo com a resposta dada, já que na definição das medidas do Sistema Internacional se refere que estas não têm plural. Assim, deverá dizer-se 2 Bar, 2 Pascal, 2 Ampere, 2 Volt, 2 Watt hora. Excepções feitas aos populares litros, quilos, metros e afins, em que o seu uso frequente impõe que não se observe esta regra.
A expressão «ao fundo de»
Depois de ter pesquisado em perguntas anteriores, continuo com dúvidas acerca do seguinte:
Na frase «(...) não podendo defender-se, se deixou cair daquelas alturas dum quinto andar ao fundo do saguão» (de Raul Brandão — Portugal Pequenino), a expressão «ao fundo de» poderá ser classificada como uma locução prepositiva?
Obrigada pela vossa disponibilidade.
Triúno
Gostaria de começar por felicitar todos aqueles que, neste sítio da Internet, têm dado o seu valioso contributo para ajudar os falantes da Língua Portuguesa a falar e a escrever melhor, sem tantos erros. Dito isto, a minha questão é a seguinte: a palavra "Triuno", em "Deus Triuno" deve escrever-se "Triuno" ou "Triúno"? Já consultei várias gramáticas e prontuários e não encontro nenhuma regra de acentuação que me permita escrever "Triúno". Por isso, peço a vossa ajuda. Muito obrigada.
Jardim
Sempre considerei a palavra jardim como um substantivo comum, mas haverá algum contexto em que ela possa ser substantivo colectivo?
O aportuguesamento da palavra “media”
A palavra “media” (de meios de comunicação social, generalizadamente envolvendo os jornais, a rádio e a televisão), como diz o Ciberdúvidas, é uma palavra latina; e o plural, pois, de “médium”. Portanto, deve ser pronunciada /média/, e não à inglesa “mídia”, como se ouve por aí na televisão e na rádio. Tudo bem neste aspecto. O que eu ainda não percebi é porque não se aportuguesa a palavra, como aconteceu aos respectivos derivados: mediático, mediatizar, mediatizável, etc. Para baralhar mais as coisas, acrescento que os franceses, por exemplo, escrevem “médias”, com acento, no plural, e “média” no singular, também com acento. Os jornais de língua castelhana, por seu lado, tendem a escrever “médio” (para o singular, e sem acento) e “médios” (para o plural, igualmente sem acento). Não seria aconselhável fixarmos para português uma forma idêntica para o singular e o plural?
A origem e o significado de pirralho
O que significa pirralho em Portugal?
Fotinha / fotinho
Parece que a resposta de José Neves Henriques (vide fotinha) é algo precipitada. Vejamos: 1. Não há como negar, para o Brasil, pelo menos, o uso generalizado de "fotinho" como diminutivo de "foto". Quando José Neves Henriques afirma que «não se compreende que haja quem diga uma fotinho», ou está considerando lorpas essa imensidão de usuários do idioma ou desconhecendo que a língua é um fenómeno essencialmente social. A argumentação no género do «é mais que evidente» e quejandos, em face de usos diversos, parece revelar certa falta de empatia, além de ser nada lógica. Cumpriria ao sr. José Neves Henriques explicar por que todo o mundo é lorpa e só ele, José Neves Henriques, esperto. 2. Parece falha a analogia que José Neves Henriques pretende estabelecer entre "fotinho", facto linguístico, logo social, e expressões como "cadeirinho", e "florinho", as quais, creio, pertencem apenas ao reino das cogitações deste senhor. 3. Quanto a "moto", a argumentação do género de «há muitas dezenas de anos, era assim que se dizia», faz-me lembrar o passadismo de «foi assim que me ensinaram na escola primária». Vale pelo que vale, por assim dizer. Seja, embora, uma admissão implícita de que o uso linguístico já é outro. Nem tudo está perdido. 4. «O substantivo foto é feminino, porque provém da redução de fotografia, substantivo feminino», diz José Neves Henriques. Pode ser que sim. Mas é de notar que existe a possibilidade de masculinos com análoga proveniência. Estou-me a lembrar de "cromo", correntemente masculino, redução do feminino "cromolitografia". Pode ser que haja outros. Talvez matéria de estudo para José Neves Henriques. 5. Persiste o problema de explicar o uso generalizado, aparentemente singular, de "fotinho". Pode ser que se empregue assim por eufemismo. Explico: dizer "fotinha", como quer José Neves Henriques, corre o risco de fonicamente ser interpretado como "fodinha". Pode ser. P.S. – Nada tenho pessoalmente contra José Neves Henriques. Adito este "post scriptum" porque me parece que certas pessoas aí no Ciberdúvidas (que não, certamente, José Neves Henriques) reagem com os pés ao discurso da crítica, com troca de sopapos em vez de argumentos.
