«De mão(s) dada(s) com...»
Deve escrever-se «de mão dada com essa pessoa» ou «de mão dada a essa pessoa»?
Obrigado.
Tenha havido
Júdice não acredita que tenha havido «um aumento do grau de estupidez».
Tenho ouvido muitas vezes esta expressão (tenha havido). Acho que não está correcta; no entanto, gostava de saber a vossa opinião.
O verbo opor: complemento indireto e complemento oblíquo
«Ele opôs-se à mudança de sala.»
«Ele opôs-se à Maria.»
«À mudança de sala» e «à Maria» são complementos indiretos?
O termo e-book
Sendo uma palavra recente e um estrangeirismo, qual a grafia correta: ebook? e-book? e-Book? E o plural?
Obrigada.
A construção disjuntiva «seja... ou...»
Numa frase é aceitável a expressão disjuntiva correlativa «seja... ou...», em vez da que normalmente encontramos, «seja... seja...»?
Agradeço o esclarecimento.
A semivogal e a vogal no ditongo
Segundo a gramática de Lindley Cintra, semivogais são os fonemas /i/ e /u/ quando juntos a uma vogal com ela formam uma sílaba. A minha dúvida é se i e u estiverem juntos numa palavra a formarem uma sílaba qual dos dois fonemas é a semivogal e qual é a vogal. Qual é o critério?
Obrigado.
O aumentativo da palavra água
Grau do substantivo: Qual o aumentativo da palavra água?
Ainda a querela «centenas de milhar» versus «centenas de milhares»
Embora o Ciberdúvidas já tenha respondido, e várias vezes, sobre esta recorrente querela “Dezenas/centenas de milhares” “versus” “Dezena/centena de milhar”, continuo a ouvir (e ler) que aquele “milhar” é um determinante, logo, invariável.
«Dar um lamiré»
Mais uma vez, aproveito para ficar esclarecido através do vosso excelente e útil trabalho.
Quando alguém diz «dar um lamiré» no sentido de transmitir o resumo de determinado conteúdo a outrem, como deve ser dito e escrito?
Ainda a classificação do verbo considerar
Quanto à classificação do verbo considerar – assunto tratado em 10/1/2018 –, tenho algumas considerações a fazer, que são as seguintes:
1 – O verbo considerar pode ser transobjetivo: «O lavrador considerou o cão bonito» (considerou-o bonito).
2 – Assim sendo, se quisermos omitir o agente, podemos criar a frase «Considerou-se bonito o cão» (voz passiva com a particularidade de ocorrer um predicativo («bonito») do sujeito («cão»). Não é o cão que se considera bonito, mas é ele assim considerado. Portanto, quanto a esta frase dada como exemplo «agramatical», quero crer que não o seja, assim como «As paredes da casa consideram-se agradáveis» ou, invertendo-se a ordem: «Consideram-se agradáveis as paredes da casa», e, estendendo-se: «O lavrador considerou agradáveis as paredes da casa».
3 – Sem contar o fato da seguinte frase: «O lavrador considerou-se apto ao trabalho», na qual temos um complemento direto (se) e um predicativo do complemento direto. Mas se trata de uma análise diferente de uma estrutura frasal idêntica a «Considerou-se o lavrador apto ao trabalho.» Antepondo-se ou não o sujeito ao verbo, pode-se dar uma interpretação semântica diferente, o que é interessante.
