DÚVIDAS

Anexos e apêndices
Nas obras científicas (no meu caso, engenharia) é habitual introduzirem-se, no seu final, apêndices e/ou anexos, não parecendo haver uma regra generalizada de uso para cada um destes. Tento usar a denominação anexo quando exponho matéria (de minha autoria) que pela sua complexidade, extensão ou outra qualquer razão não poderá ser incluída no texto, mas é importante para a sua compreensão. Nos apêndices incluo matérias desenvolvidas por outros autores (como artigos completos) e outras obras como catálogos, fichas técnicas, etc., não fundamentais para a compreensão do texto principal. Estará correcta esta divisão?
Função sintáctica do pronome relativo, outra vez
Dúvida de resposta anterior Pergunta/Resposta Como é que se distingue o "que" sujeito do "que" complemento directo? Luísa Neves Universidade do Algarve Portugal Para distinguirmos complemento directo e complemento indirecto, vejamos, então, estas duas frases: a. O João é o homem que está ali. b. Já li o livro que me deste. A segunda oração da frase a) é a seguinte: que está ali. Sabemos que o pronome relativo que é igual a o qual, a qual, os quais, as quais, conforme o antecedente, conforme o nome que está a substituir. Na 2.ª oração, o pronome que tem por antecedente o homem, isto é, o qual homem. Substituamos então o pronome que por o qual homem. Teremos, então, a 2.ª oração transformada assim: o qual homem está ali, em que o qual homem é o sujeito de está ali. Já sabemos que o qual homem tem o mesmo valor sintáctico do pronome relativo que. Conclusão: se o qual homem é o sujeito de está ali, então o pronome que desempenha a função sintáctica de sujeito. Vejamos agora a frase b): Tem duas orações. A segunda é: que me deste. Este que tem como antecedente o livro. Está em vez de o livro. Compreende-se, porque um pronome está em vez dum nome. Então, tiremos o que e ponhamos lá o livro. Ficará assim: o livro me deste. Mas todos sabemos que as palavras ditas por esta ordem não ficam bem. Então ponhamo-las pela ordem que deve ser, pela ordem correcta. Teremos então: deste-me o livro. Vemos imediatamente que o livro é o complemento directo de deste: deste o livro. Já vimos que o livro tem o mesmo valor sintáctico do pronome que. Por isso é que substituímos este por o livro. Vemos imediatamente que o livro é o complemento directo de deste. Conclusão: o pronome que é o complemento directo de deste, porque tem o mesmo valor de o livro. José Neves Henriques    Tomando por base a resposta que foi dada à consulente, uma coisa não ficou clara para mim.    O mesmo raciocíno que foi desenvolvido para a frase a)  «O João é o homem que está ali», acredito conseguir desenvolver na frase b) «Já li o livro que me deste.»    Desta forma a 2.ª oração ficaria «O qual livro me deste». O qual livro é sujeito então o pronome "que" desempenha função de sujeito e não complemento.    
A grafia de director-executivo (diretor-executivo, pós-AO)
Senhores peritos da língua portuguesa, Mais uma vez, as minhas felicitações pelo vosso (nosso) excepcional site, que tanto me tem ensinado e ajudado. A minha dúvida prende-se com a designação do cargo de director-executivo ser escrita com hífen ou não. Pela leitura de outros esclarecimentos feitos aqui, relativamente à palavra director, julgo poder inferir que são duas palavras justapostas. Porém, peço o vosso douto esclarecimento. Muito obrigado, desde já.
Lógica, dialética, gramática, retórica e oratória
Gostaria de saber o significado dos vocábulos lógica, dialéctica, gramática e retórica – e também de oratória. O que compreendiam estas áreas no período medieval, dentro do contexto das artes liberais? Qual seu uso moderno? Eles mantêm alguma relação com as mesmas áreas de hoje e também entre si? A gramática utiliza-se da lógica, retórica, dialéctica ou oratória em suas estruturas? Há alguma referência bibliográfica sobre a relação destas áreas com a gramática? Agradeço antecipadamente o auxílio.
A expressão «pois se»
«Consultei os mais renomados colegas (evidentemente, sem entrar em detalhes sobre a minha particular proximidade com a paciente); estes elegantemente procuraram disfarçar sua descrença na veracidade da minha descrição daquelas anormalidades psíquicas, chegaram mesmo a me olhar com desconfiança; era de esperar, pois se eu mesmo, o maior de todos eles, ainda duvidava...» Gostaria de saber se, no período acima, a expressão «pois se» está correta. Se está, como se classificaria tal locução conjuntiva? Obrigado.
As vogais do português europeu
     Como já tive oportunidade de dizer em um dos meus “e-mails” anteriores, ensino português para estrangeiros junto a uma universidade italiana, não a variante brasileira, mas o português continental e, claro, tenho estudado realmente muito, pois tenho receio de ensinar algo que seja inerente ao português falado no Brasil, ainda que seja um desafio, pois eu sou e serei sempre brasileira.     Eu tenho algumas dúvidas sobre a fonética, pois já percebi que é normal a supressão de certas vogais ou a transformação da vogal “o” em “u” como, por exemplo, no verbo CORRER [kuRer] e MORRER [muRer], ou ainda no vocábulo NAVEGAR [nav(i)gar], PESSOA [p(i)soa] – não sei se essa seria a transcrição correta, mas é assim que percebo quando ouço a pronúncia européia do português.      Existe alguma explicação para tal fenómeno fonético? Como poderia explicar aos meus alunos? Existe algum livro de fonética que eu possa consultar? Quem sabe poderia comprá-lo tramite internet. Agradeço desde já pela vossa disponibilidade.
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