DÚVIDAS

Se calhar
Sou estudante do curso de Letras e desenvolvo um trabalho de pesquisa sobre as orações subordinadas condicionais no português europeu escrito. Analiso textos das principais revistas e jornais portugueses. Segundo as regras ortográficas brasileiras, as orações subordinadas adverbiais quando antepostas à oração principal devem vir, obrigatoriamente, separadas por vírgulas. No entanto, nos textos que analiso, encontro freqüentemente orações subordinadas adverbiais condicionais antepostas à oração principal, não separadas por vírgulas, principalmente quando essa oração subordinada adverbial condicional é "se calhar". Gostaria de saber se, segundo as regras ortográficas portuguesas, orações subordinadas condicionais antepostas à oração principal são, obrigatoriamente, separadas por vírgulas. E quais os significados de "se calhar"?
A árbitra
Sou economista de profissão e desportista nos tempos livres. Como desportista, além de outras actividades, arbitro jogos de basquetebol. Ao ler o texto de Margarita Correia «O 25 de Abril no léxico português», fiquei extremamente interessada na matéria, até porque já em tempos me tinha interrogado por que motivo não existiria o feminino de árbitro. Concordo em absoluto com a permanente evolução da língua portuguesa e é por isso que pergunto o que será necessário fazer para que seja prevista a palavra «árbitra», sem que seja necessário recorrer a «juíza» ou a «senhora árbitro» quando se pretende referir ao elemento feminino que desempenha tal actividade. Os meus agradecimentos.
O pólo/polo e outras peças de vestuário
É corrente chamar-se pólo àquela peça de vestuário que corresponde, de certo modo, a uma camiseta sem botões. No entanto, não encontro este vocábulo, com este significado, nos dicionários comuns. Será a corruptela de um empréstimo do inglês (pull-over), que divergiu para pulôver e pólo? E deve escrever-se com acento? Aproveito para pedir um artigo de reflexão sobre as denominações do vestuário em língua portuguesa, porque são tantos os estrangeirismos, neologismos e modismos, que chego a pensar que os contemporâneos de Camilo, nossos antepassados, não tinham mais que vestir, para além das bragas, blusas, jaquetas e coisas dessas de recorte arcaico. Agora, vestimos jeans em vez de calças, trocámos as cuecas avoengas pelos anatómicos sleeps, shorts e boxers. Com bom tempo, talvez se opte por bermudas, bastando acrescentar uma T-shirt, e não esquecer a parka ou o anoraque, se chover. E se nos voltarmos para o vestuário e acessórios femininos, o campo lexical é ainda mais inesperado. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa