DÚVIDAS

O número de auxiliares de uma locução verbal
Eu sempre aprendi que uma locução verbal é formada por um verbo auxiliar (conjugado pelo sujeito) + um verbo principal (sempre na forma nominal): • As pessoas |devem ser| felizes. Porém, com a prática de ler vários artigos, percebi a existência de "locuções verbais" com 3 ou 4 verbos. • As casas devem ser feitas em um ano. • Você pode querer tentar ser alguém. As minhas dúvidas são: 1. Esses verbos podem ser chamados de locuções verbais? 2. Se sim, como seria a classificação desses 3/4 verbos em relação a "auxiliar e principal"? «Você poderia ter cantado mais.» Obrigado.
Sobre o cadê
Em diversas literaturas e sites, todos tentam explicar a expressão «cadê?» como sendo uma variação de «quéde?», por sua vez uma corruptela de «o que é de?», para significar «onde?» ou «onde é que está?» (verbo subentendido, conjugável nas suas várias pessoas e tempos)... Curiosamente é de se admirar que ninguém levanta a possibilidade de "cadê" ser um empréstimo (de tempos remotos ou por migração) do termo eslavo "kde" (em búlgaro é "kadê" mesmo), que quer dizer exatamente «onde?» ou «onde é que está?» – já nas línguas eslavas o verbo presente (e o verbo "ser") pode ser omitido sem prejuízo de entendimento, e que por sua praticidade e sonoridade acabou por se tornar sinônimo de fato em português. Isto não é bem uma pergunta, é mais uma modesta contribuição. Talvez a pergunta seria: qual será a aceitação desta interessante observação como outra possível explicação para a origem etimológica do popular "cadê"?
Infanta, um caso particular de feminino
Ainda acerca da polémica causada por Dilma Roussef, que exigiu que a tratassem por "presidenta", julgo ter lido, algures, que as palavras terminadas em e se mantêm inalteradas em função do género. Assim, «o doente»/«a doente», «o tenente»/«a tenente», «o docente»/«a docente». No entanto, sou confrontado, muitas vezes, com «a infanta». Trata-se de uma excepção, ou de uma situação diferente?
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