Pequeninho
É correcto dizermos pequeninho? E porquê pequenino e pequenito?
A utilização do pretérito perfeito e do pretérito mais-que-perfeito
Tenho uma dúvida sobre a utilização do pretérito perfeito e do pretérito mais-que-perfeito.
Rigorosamente, a sentença «Antes de morrer, ele deixou um testamento» estaria errada? Haveria de ser necessariamente a forma correta «Antes de morrer, ele deixara um testamento»?
Família de palavras de casamento
Casamento é da família da palavra casa?
Géneros e subgéneros textuais
Eu sou um engenheiro de ‘software’ e estou a aceder ao vosso ‘site’ a partir do trabalho. Tenho uma dúvida de certo modo urgente já que no trabalho não tenho maneira de a esclarecer e necessito da resposta.
Já consultei uma resposta a uma pergunta semelhante feita por outra pessoa mas não me chegou. O título era "Géneros textuais".
O que eu queria era uma explicação dos "tipos de texto" que são ensinados aos alunos nas escolas portuguesas actualmente. Eu tenho apenas uma recordação vaga deste tema dos meus tempos de escola, mas tenho a ideia que um desses "tipos" (hesito em chamar-lhe género, baseado na leitura da resposta que mencionei) seria a narrativa. Um amigo sugeriu mais uns quantos, como crónica, artigo, comentário, poema. O que eu queria era saber como é este tema ensinado actualmente nas escolas portuguesas. Até que ponto a classificação dos textos é pormenorizada? Segundo os cinco géneros mencionados na resposta que referi (a narrativa, a descrição, a argumentação, a explicação e o diálogo) ou com mais pormenor (de acordo com os exemplos que referi, crónica, etc.)?
Obrigado.
Rodar (ou girar, ou rotar) e não "rotacionar"
Não encontrei o verbo "rotacionar" no dicionário Aurélio, mas ele é muito usado principalmente na área de informática. Ele existe?
Décadas, numeral coletivo ou quantificador (numeral ou de contagem)?
Na frase «O João aumentará as despesas, nas próximas décadas», dever-se-á classificar décadas como numeral?
Personagem: masculino ou feminino?
Susana Correia, ao responder sobre A pontuação no diálogo, cita a Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha e Cintra, Edições João Sá da Costa), referindo que o verbo dicendi (respondeu, neste caso) pode estar no princípio, no meio ou no fim do discurso directo e que, sempre que faltar este verbo, o contexto e os recursos gráficos (dois pontos, aspas, travessão ou mudança de linha) têm «a função de indicar a fala do personagem» (pp. 630, 631). A citação está fiel ao que vem na obra citada, mas parece um caso em que o "melhor pano" não se livrou da "nódoa", dado que "personagem" é do género feminino. Aprendi que, em português, «não há nenhuma palavra terminada em -agem que seja do género masculino». Aliás o Ciberdúvidas tem uma resposta, citando o gramático brasileiro Napoleão Mendes de Almeida, no seu Dicionário de Questões Vernáculas, onde ele muito justamente se insurge contra o emprego de personagem no masculino. Em que ficamos?
A grafia da onomatopeia de gargalhada
Endereço-vos uma dúvida relativa à resposta dada à consulente Maria João Duarte, que vos questionou sobre a ortografia da gargalhada: parece-me que o "ah" exclamativo não tem o mesmo som que os "ha" da gargalhada; pois enquanto o primeiro não pressupõe, comummente, uma expiração de ar antecedente, o segundo pressupõe-na, creio, assim se justificando uma diferença na ortografia; ou não será assim e a razão por detrás da resposta dada à referida consulente não tem que ver com esse aspeto fonético?
Antecipado obrigado e votos de continuação do excelente trabalho.
PS: Fiquei com dúvidas acerca da construção frásica do meu comentário.
Pedido de desculpa
Pedido de desculpa ou pedido de desculpas?
Edito ≠ édito
No Dicionário Enciclopédico de Teologia, do Prof. Arnaldo Schüler (Editora da ULBRA, Canoas, 2002. p. 172), lemos, no verbete édito: «Ordem judicial tornada pública através de editais ou anúncios»; em edito, temos: «Paroxítono. Norma, lei, determinação oficial, decreto, ordem. P.ex.: Edito de Milão (q.v.). No direito romano, complexo de normas jurídicas.» A obra traz, como aponta a abreviatura q. v. (quod vide), o verbete "Edito de Milão".
Dicionários como o Caldas Aulete e o Priberam corroboram as diferenças conceituais apontadas para esses parônimos (não contemplam, todavia, o exemplo "Edito de Milão").
Minha dúvida reside sobre o assim chamado Edito de Milão. Além do compêndio de Schüler, sei que no meio eclesiástico (o "site" do Vaticano é um exemplo), é comum que se empregue o termo paroxítono para se referir ao decreto imperial que deu liberdade de culto a todos no Império Romano em 313, tornando, por conseguinte, o cristianismo uma religião lícita. A língua italiana também faz distinção (vide, p.ex., o Vocabolario Treccani on-line ou o Dizionario di Italiano on-line do Corriere della Sera) entre edito (pronúncia proparoxítona, com o mesmo sentido do nosso acentuado édito) e editto (pronúncia paroxítona, com o mesmo sentido da palavra portuguesa edito).
Gostaria, pois, de confirmar a grafia Edito de Milão (e não "Édito de Milão", como registram alguns textos, a meu ver erroneamente).
Agradeço, desde já, a gentileza da atenção.
