DÚVIDAS

Expressão, espremeção e espremedura
A enfermeira do setor pergunta: — Como se escreve expressão? Soletrei. Então, ela comenta: — Não! Expressão de ferida. — Como assim? — Quando eu espremo a ferida infectada — ela responde. — Isso não existe. Uma médica que estava presente aproveita a ocasião e me dá uma aula: — Existe, sim! «Expressão de ferida», quando você espreme uma ferida, é muito usual essa colocação. — Doutora, sinto muito em desapontá-la, mas veja os verbos e substantivos: expressarexpressão, espremerespremedura. Aí começou um bate-boca danado, e eu desisti. Poderiam me esclarecer?
Quantificadores, adjetivos e pronomes
Com a entrada em vigor da Nova Terminologia, aparecem-nos os quantificadores numerais. Ex.: «Tenho cinco livros.» A minha dúvida é a seguinte: qual a classe a que pertence o numeral dois na frase «Eu tenho cinco livros e ele tem dois»? Se os quantificadores passam a pronomes quando não ocorrem junto do nome, poder-se-á dizer que dois é um pronome? E qual a sua subclasse? Num dos manuais que vou utilizar este ano, aparece a palavra dois como sendo um quantificador numeral. No entanto, os quantificadores ocorrem quase sempre antes do nome. Uma outra dúvida, muito parecida, relacionada com os adjectivos numerais: Qual a classe da palavra segundo na frase «O primeiro livro era bom. O segundo nem por isso»?
«Considerar de»?
Quero antes parabenizá-los por este excelente sítio que, acredito, tem ajudado muitos a eliminar dúvidas de nossa língua. Cá em meu país, nos círculos jornalísticos, tem-se criado uma série de expressões estranhas. E como apreciador do bem falar, venho expor uma dúvida. Exemplo: «O Sr. Governador considerou a visita de positiva», «considerou de positivo» e por aí fora. Esse tipo de frase está, ou não, correto? Saudações!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa