Deixou-o = deixou-lhe
«O meu amigo Hélder tinha uma cultura vasta e adorava deitar-se no chão identificando estrelas. Conhecia todas as que o céu lhe deixou ver.» Ao ler esta última frase, surgiu-me a seguinte dúvida: neste caso, será correcto escrever «lhe deixou ver» ou «o deixou ver»? Gostaria também de perceber qual a diferença entre os dois casos. Obrigada.
O significado do adágio «largos dias têm cem anos»
Gostaria de saber qual o significado/origem do adágio «largos dias tem cem anos».
Obrigado pelo excelente trabalho que desenvolvem.
A voz do bode
Qual o nome do barulho do bode?
A família de palavras de guarda-chuva
Poderiam esclarecer-me, se fazem o favor, se a palavra guarda-chuva ( processo de formação – composição morfossintática), poderá ser considerada da mesma família de chuva.
Muito obrigada pela atenção.
«Escrever à mão»
A expressão «escrever à mão» tem mesmo crase, como tantas vezes vejo escrita? Se realmente tivesse, teríamos de dizer «escrever ao lápis» em vez de «escrever a lápis», para manter a coerência gramatical. Ou estou enganado?
Analepse e prolepse = anacronias
Existe algum nome específico para o recurso expressivo (figura de estilo) que consiste em, no mesmo texto ou obra, utilizar analepses e prolepses continuamente?
Obrigada.
“Mio Euros” e “KEuros”
Nos últimos tempos, e creio que por influência do inglês (como é habitual), é costume nas empresas utilizar a forma "Mio Euros" para designar "milhões de Euros" e a forma "KEuros" para designar "mil Euros". Fará algum sentido utilizar estas estruturas na língua portuguesa? Obrigado.
A vírgula antes de e:
certo ou errado?
certo ou errado?
Gostava de saber qual o motivo de se proibir a vírgula entre orações coordenadas ligadas por e e que partilhem o mesmo sujeito, quando muitos escritores empregaram e empregam a vírgula nesses casos.
Não só não estamos a usar os textos dos grandes escritores como modelo do que deve ser a norma sintática, como também, e pior, estamos a transformá-los num exemplo do que não se deve fazer.
Uma criança vai à escola, é penalizada por meter vírgula numa frase como: «O João foi brincar para o jardim, e voltou ao entardecer»; para depois ler um livro e verificar que muitos outros não só fazem o mesmo como ainda são elogiados pela sua prosa.
Resultado, começa-se a desacreditar do que se aprende na escola. Idem para enumerações. Idem para os e que são aceites depois do ponto final (no início, portanto, da frase seguinte) e do ponto e vírgula em contextos que não seriam aceites depois da vírgula, apesar de a diferença ser meramente estilística... (Aqui, não se pode fazer, mas nas outras situações já se pode?)
Transmitido não genético
Não me recordo de uma palavra e já tentei pesquisar sem sucesso. Será que alguém me pode ajudar? A palavra quer indicar a passagem de pais para filhos que não seja algo genético. Por exemplo, o medo de aranhas pode passar de pais para filhos, mas não é hereditário que se diz, porque não é genético, como por exemplo a cor dos olhos, que é hereditário, visto ser genético. Alguém me sabe dizer qual a palavra que explica o que digo?
Obrigado!
Sobre a expressão «está calor»
Devo primeiro dizer que eu não sou lusófono, não tenho formação em gramática ou linguística, e meu conhecimento do português é de autodidacta.
Há uma expressão do português que me causa muita curiosidade: «está calor.»
Não consigo encontrar a lógica gramatical desta oração, quiçá por interferência da estrutura do castelhano na minha cabeça. Aqui, no Ciberdúvidas, encontrei uma consulta/resposta que não conseguiu satisfazer completamente a minha curiosidade e é por isso que pergunto agora.
Naquela resposta, F. V. P. da Fonseca explicava que «calor» aqui é o sujeito da oração. É possível, de acordo com a gramática portuguesa, usar o verbo estar sem complemento que dê significado a oração (que coisa é que o calor está)? Se «calor» é sujeito, porque nesta oração não se usa a ordem normal da sintaxe portuguesa: sujeito-verbo («calor está»)? Se esta forma é possível, pode-se dizer também «está escuridão»?
Somente vejo uma forma na qual, para mim, a oração teria lógica gramatical: se fosse a construção perifrástica «está a fazer calor», com «calor» como complemento directo e o sujeito impessoal e o verbo fazer elididos.
Agradeço de antemão a vossa paciência e a vossa resposta.
