A nominalização de contra
Relativamente à palavra «(os) contraS», trata-se de um caso de derivação por conversão (preposição/advérbio que passa a nome) mesmo estando no plural?
Tratando-se de um exemplo de derivação por conversão, a minha questão prende-se com o facto de ter lido que, neste processo de formação (derivação por conversão), forma-se uma palavra pela alteração da classe, sem modificar a sua forma.
Então, como se explica que, sendo preposição, contra seja uma palavra invariável e, quando se converte em nome («os contras»), essa mesma palavra já admita plural, modificando-se? A sua forma inicial não foi modificada?
Obrigado.
A regência de complementaridade
Considerando a frase:
«A Igreja se enriquece da complementaridade entre os estados de vida: o leigo, evangelizando as realidades temporais; o clérigo, servindo ao povo de Deus nos sacramentos e no governo pastoral; o religioso, sustentando com sua oração todo o corpo eclesial"
A preposição entre, que segue o substantivo feminino singular complementaridade, está correta?
Ou o correto seria:
«A Igreja se enriquece da complementaridade dos estados de vida: [...]»?.
E se ambas as palavras são possíveis, quando utilizar a preposição entre e de depois de complementaridade?
O nome geográfico Bengala Ocidental
Para a designação inglesa West Bengal, um dos estados da Índia, qual é a melhor tradução portuguesa?
Obrigado.
«Vinho da madeira» e «vinho Madeira»
Já aqui se falou que se deve escrever «Madeira» com maiúscula quando nos referimos ao «vinho (da) Madeira».
A minha pergunta é um pouco anterior: deve escrever-se «vinho da Madeira» ou «vinho Madeira»?
Porquê?
Obrigado.
Apóstrofo e espaço
Tenho lido diversos contos da tradição oral portuguesa onde surgem muitas contrações assinaladas com apóstrofo. Fico na dúvida relativamente ao posicionamento do mesmo, uma vez que já me deparei com expressões idênticas que apresentam espaçamento diferente.
«Ele foi c' a mãe às compras» ou «Ele foi c'a mãe...» (sem espaçamente entre c' e a)
«Ai qu' isto sabe tão bem!» ou «Ai qu'isto...»
«Pensei que lh' ia dar um mal» ou «Pensei que lh'ia...»
«Qu' eu fiz» ou «Qu'eu fiz»
«Deixei d' andar torto» ou «Deixei d'andar...»
A grafia de «chefe de Estado»
A expressão «Chefe de Estado» tinha hífen, no Acordo Ortográfico de 1945?
Acentos e acrósticos
Os acrósticos têm que respeitar a acentuação ortográfica das palavras, ou a acentuação é opcional para a sua construção?
O complemento do adjetivo merecedor
Venho, por este meio, solicitar a sua ajuda no esclarecimento de uma dúvida que surgiu a partir de um exercício de um manual adotado no ensino secundário, no âmbito da distinção entre complemento do nome e modificador do nome.
No exercício em questão, verifica-se uma divergência entre as propostas de correção apresentadas no manual digital e no manual em formato físico. No texto:
«Álvaro de Campos assume-se como discípulo de Alberto Caeiro […] Febril e furioso, expressa a sua admiração por todas as coisas contemporâneas, incluindo no seu canto elogioso realidades que poucas vezes haviam merecido registo poético, banais e disfóricas, mas merecedoras de exaltação por integrarem a diversidade do mundo moderno.»
Na solução do manual digital surge destacada apenas a expressão «de exaltação», com a função de complemento do nome.
Já no manual em formato físico aparece destacada a expressão «merecedoras de exaltação», classificada como modificador apositivo do nome.
A dificuldade sentida prende-se com o facto de «merecedoras» funcionar como adjetivo, constituindo o núcleo do grupo adjetival, pelo que a expressão «de exaltação» surge dependente desse adjetivo e não diretamente do nome «realidades». Neste sentido, a classificação de «de exaltação» como complemento do nome acaba por gerar alguma ambiguidade, sobretudo para os alunos que recorrem às soluções do manual como apoio ao estudo.
Confesso que também me suscitou alguma dificuldade a interpretação das soluções, o que reforça a importância de uma orientação clara para os alunos
Assim, gostaria de solicitar a sua ajuda no esclarecimento desta questão e na orientação a dar aos alunos.
Muito obrigada pela sua disponibilidade.
Concordância adjetival com «conjunto de características e competências»
Solicito-lhes ajuda para dissolver uma dúvida sobre concordância nominal na seguinte frase:
«[...] um conjunto de características e competências igual ou equivalente a essa pessoa que desejamos formar.»
Os adjetivos igual ou equivalente poderiam ir para o plural para concordar com «características e competências»?
Se sim, que regra chancela essa concordância?
Desde já meu agradecimento.
"A primeira paragem foi em Tenerife"
Estou em "luta" com um colega de trabalho a propósito de uma frase específica.
Em «A primeira paragem foi em Tenerife», o constituinte "em Tenerife" constitui um complemento oblíquo ou um predicativo do sujeito?
Agradecia o vosso esclarecimento.
