Apóstrofo e espaço
Tenho lido diversos contos da tradição oral portuguesa onde surgem muitas contrações assinaladas com apóstrofo. Fico na dúvida relativamente ao posicionamento do mesmo, uma vez que já me deparei com expressões idênticas que apresentam espaçamento diferente.
«Ele foi c' a mãe às compras» ou «Ele foi c'a mãe...» (sem espaçamente entre c' e a)
«Ai qu' isto sabe tão bem!» ou «Ai qu'isto...»
«Pensei que lh' ia dar um mal» ou «Pensei que lh'ia...»
«Qu' eu fiz» ou «Qu'eu fiz»
«Deixei d' andar torto» ou «Deixei d'andar...»
Concordância adjetival com «conjunto de características e competências»
Solicito-lhes ajuda para dissolver uma dúvida sobre concordância nominal na seguinte frase:
«[...] um conjunto de características e competências igual ou equivalente a essa pessoa que desejamos formar.»
Os adjetivos igual ou equivalente poderiam ir para o plural para concordar com «características e competências»?
Se sim, que regra chancela essa concordância?
Desde já meu agradecimento.
«Vinho da madeira» e «vinho Madeira»
Já aqui se falou que se deve escrever «Madeira» com maiúscula quando nos referimos ao «vinho (da) Madeira».
A minha pergunta é um pouco anterior: deve escrever-se «vinho da Madeira» ou «vinho Madeira»?
Porquê?
Obrigado.
Auvergne, Alvérnia e Arvérnia
É correto usar o gentílico "auvernês" para os naturais de Auvergne (centro da França) e manter o topónimo francês Auvergne, em vez do seu aportuguesamento Alvérnia ou Auvérnia?
A grafia de «bem remunerado»
"Bem remunerado" ou "bem-remunerado"?
Ex: As dificuldades das mulheres em conseguir empregos bem remunerados levaram ao crescimento...
Grata,
Contexto, enunciado e modalidade
Antes de mais, congratulo-vos por este projeto.
Gostaria que me esclarecessem quanto à modalidade e ao respetivo valor das frases abaixo, uma vez que não me parecem veicular uma ideia de obrigação, mas antes de certeza e de convicção do locutor. Ainda assim, na segunda afirmação, poderá transparecer um dever de consciência cultural, isto é, uma obrigação moral de respeito pelo legado literário de Almeida Garrett.
1.ª «É como não podermos fazer terra plana ali em Belém sobre a Torre de Belém»;
2.ª «[Há assim uns marcos da chamada escrita para teatro em português] mas não podemos pôr de fora Almeida Garrett».
Muito obrigada pela vossa disponibilidade.
Modificador apositivo do nome seguido de relativa explicativa
Começo por vos agradecer pelo vosso extraordinário trabalho e pela ajuda preciosa que nos dão.
A minha dúvida prende-se com a classificação da oração «que vivia na ilha Terceira», presente no excerto que transcrevo. Será uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva ou subordinada adjetiva relativa explicativa?
«E, com medo de colocarem a vida da criança em risco, decidiram que o pequeno Fernando ficaria em Portugal ao cuidado da avó materna, Madalena Xavier Pinheiro Nogueira, que vivia na ilha Terceira e o guiaria no temor a Deus e na estreiteza filosófica da educação cristã tradicional, rotineira e disciplinada da sociedade açoriana» (João Pedro George, “Os poemas da mãe de Fernando Pessoa”, 2.ª parte, in revista Sábado).
Muito grato.
Estar com o particípio passado transformado
Na frase seguinte, qual é a função da palavra transformado?
«Os dois primos adoravam o velho celeiro que estava transformado em garagem.»
A locução «uns aos outros» (Brasil)
Na frase «Os jogadores agrediram uns aos outros», qual a função sintática de «uns»?
Qual a função sintática de «aos» ? Qual a função sintática de «outros»
Obrigado.
Impensado e impensável
As palavras impensado e impensável podem ser usadas como termos sinônimos e equivalentes em alguns contextos?
Ou sempre há diferenças bastante consideráveis entre as duas para suas respectivas utilizações gramaticais?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
