Ainda rir vs. rir-se
Muito obrigada pelas suas respostas anteriores.
Podiam explicar, por favor, qual é a diferença entre os verbos rir e rir-se?
Como é correto dizer?
«Ele riu da piada» ou «Ele riu-se da piada»? (Verbo com o objeto do riso).
«Naquele dia ele riu muito» ou «Naquele dia ele riu-se muito»? (Verbo que designa o processo como tal).
Ou todas as quatro variantes são aceitáveis? Qual, então, é a diferença entre elas (se há)?
Desde já agradeço.
Ser na aceção de «estar situado»
Perguntava-vos se, do ponto de vista sintático, o uso do verbo ser foi o mais indicado em relação à seguinte frase:
«O ambiente da cena é num quarto luxuoso.»
Recuperar e recuperar-se
Usa-se recuperar ou recuperar-se quando se fala de outro indivíduo? Qual das duas opções está correta e porquê?
1) Michel escolheu Portugal para recuperar de uma tuberculose.
2) Michel escolheu Portugal para recuperar-se de uma tuberculose.
Obrigada.
Nomes próprios e vírgulas
Gostaria de saber se, nesta situação, o nome fica sempre dentro de vírgulas, se é opcional ou se existe alguma regra específica para esta construção da frase.
«Durante uma audiência no Senado sobre a Lei dos Direitos Civis de 1957, o procurador-geral da Geórgia, Eugene Cook, criticou a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas Racializadas.»
O que quero saber ao certo é se «Eugene Cook» fica sempre entre vírgulas quando antes vem a descrição do que é/faz a pessoa.
Obrigada.
Reconhecimento com complemento nominal e adjunto nominal
Na frase, «O reconhecimento pelo professor da validade das respostas é fundamental.», a expressão «pelo professor» é adjunto adnominal do nome reconhecimento, já que indica o agente que exerce o sentido do nome, adicionando uma informação a ele?
Por seu turno, «a validade das respostas» é complemento nominal de «reconhecimento»?
Nesse caso, na colocação preferencial de termos sintáticos, há ordem de precedência entre esses termos? Em outras palavras, o complemento nominal preferencialmente precede o adjunto adnominal na colocação de termos na oração, quando possuem o mesmo referente?
Caso a ordem importe, há necessidade de vírgula para marcar a colocação dos termos (adjunto adnominal ou complemento nominal) que divirja da ordem preferencial, resultando em termos vindo em posição anterior àquela em que deveriam estar?
Por exemplo, se o complemento nominal preferencialmente deve vir antes do adjunto adnominal, quando possuírem o mesmo referente, então o certo seria «O reconhecimento, pelo professor, da validade das respostas é fundamental.»?
Grato desde já.
O verbo dizer com interrogativa indireta
Gostaria de ver uma dúvida relativa à classificação de uma oração subordinada substantiva esclarecida.
Na frase «Ele não nos disse quanto ganhou», o meu primeiro pensamento seria classificá-la como oração subordinada substantiva completiva, seguindo a estrutura de substituir a oração subordinada por isso («Ele não nos disse [isso].»).
No entanto, sabendo que as conjunções completivas são normalmente limitadas a que, se e para, seria mais correto classificá-la como relativa?
E caso possa ser considerada completiva, qual seria o antecedente de quanto (uma vez que as relativas não têm antecedente)?
Beija-flor no género feminino
Posso usar na letra de música a expressão «a beija-flor pousou no berço da criação» para me referir à fêmea do beija-flor?
«Município Araguaína» e «município de Araguaína»
Redijo diariamente atas em audiência trabalhista no Poder Judiciário da União (Brasil) e sempre vejo o seguinte:
«A testemunha reside no Município de Araguaína - TO»
mas poderia ser também:
«A testemunha reside no município Araguaína – TO»
Há espaço para a segunda colocação?
Obrigado.
Nomes de matéria: «sapatos de couro»
Na frase «Os sapatos de couro são os meus preferidos», a expressão «de couro» é complemento do nome?
A nominalização de contra
Relativamente à palavra «(os) contraS», trata-se de um caso de derivação por conversão (preposição/advérbio que passa a nome) mesmo estando no plural?
Tratando-se de um exemplo de derivação por conversão, a minha questão prende-se com o facto de ter lido que, neste processo de formação (derivação por conversão), forma-se uma palavra pela alteração da classe, sem modificar a sua forma.
Então, como se explica que, sendo preposição, contra seja uma palavra invariável e, quando se converte em nome («os contras»), essa mesma palavra já admita plural, modificando-se? A sua forma inicial não foi modificada?
Obrigado.
