Ser no singular: «Festas de Lisboa é no largo Madragoa!»
A minha dúvida: «Festas de Lisboa é no largo Madragoa!» ou «Festas de Lisboa são no largo Madragoa!»?
Sendo Festas de Lisboa uma "marca", faz-me sentido utilizar o verbo no singular...
"Samblareiro" (?)
Numa pesquisa genealógica surgiu-me o termo "samblareiro" como sendo a profissão de um antepassado nascido em 1803. Penso que será o mesmo que "samblador" ou "ensamblador", aquele que faz embutidos ou entalhes. Estarei certo?
«Terminar por» com infinitivo
Quanto ao verbo terminar, em português europeu padrão se diz «terminar por», à semelhança de «acabar por» ou terminar seguido de gerúndio, por exemplo:
«Ele terminou confessando a verdade.»
«Ele terminou por confessar a verdade.»
Muito obrigado!
A pronúncia de berma
Afinal, berma tem e fechado ou e aberto? Segundo o Priberam, deve-se ler /é/.
No entanto, encontro respostas no site a aconselharem a alternativa.
Bem hajam!
O adjetivo jesuítico
Ao ler um texto de 1857, de autoria de um brasileiro, topei com uma palavra nova (para mim): jesuítico.
O contexto era insultuoso: o autor falava de alguém «atrevido e jesuítico». Os dicionários esclarecem-me que, além de referir-se a assuntos atinentes à ordem dos jesuítas, o adjetivo jesuítico ganhou uma acepção pejorativa. Algumas definições: «que é considerado fingido ou dissimulado», diz o Priberam; «fingido, dissimulado», ecoa o Caldas Aulete; «que não merece confiança; hipócrita», informa o Michaelis.
Minhas perguntas:
Qual é a origem dessa palavra em sua conotação depreciativa?
Tem algo que ver com a política anti-jesuítica do Marquês de Pombal?
Era comum, na época do marquês e depois dele, pespegar nos jesuítas a mácula da hipocrisia, do fingimento ou da dissimulação?
É possível ouvir-se ainda hoje, em Portugal, a mesma palavra pejorativamente?
Muito obrigado!
Os nomes embalagem e embalo
Ouço, com muita frequência, várias pessoas (algumas consideradas "cultas") utilizarem as palavras embalagem e embalo como sinónimas no sentido de movimento.
Para mim nada têm em comum.
Pergunto: estarei errada?
Grata pela atenção dispensada.
Concordância: «Bebidas é connosco»
No slogan de uma empresa de bebidas como deverá dizer-se?
1. Bebidas é connosco!
ou
2. Bebidas são connosco!
Existem algumas frases em que me parece não ter de haver concordância, dado que falamos mais de um conceito que do substantivo propriamente dito: «O meu cão é só asneiras!»
Obrigado.
Lúdios
No "Jornal de Notícias" de 27 de Março deste ano li num artigo a palavra «lúdios», com acento agudo no u, cujo significado não encontro no dicionário. O mesmo artigo era péssimo no que respeita a estrangeirismos e brasileirismos. Não obstante, gostaria de descobrir o significado desta palavra.
«É pena» + infinitivo
Estão corretas as frases «É pena ele tê-la abandonado» e «É pena tu tere-la abandonado»?
Obrigado.
O particípio passado de impactar
Tanto quanto pude averiguar, os dicionários de verbos da língua portuguesa, como, por exemplo, o da Infopédia (Porto Editora), registam impactado como a única forma possível do particípio passado do verbo impactar.
É, pois, com alguma perplexidade, que me deparo recorrentemente com formulações como «o dardo tinha impacto o alvo».
Neste exemplo, parece-me que o adjectivo impacto está a ser utilizado em vez do particípio passado impactado, cujo emprego seria mais correcto.
Estará a escapar-me alguma coisa?
Muito obrigado!
