A noção de «modalidade avaliativa»
Gostaria de saber o que é uma frase avaliativa e com exemplos por favor.
Infinitivo flexionado: função desambiguadora ou enfática
Sabendo de antemão que o uso do infinitivo é um terreno pantanoso que requer cuidado para trilhar, atrevo-me a concordar com a posição da consulente Inês Pantaleão, em 17/5/2022.
Em primeiro lugar, não creio que a frase apresentada por ela seja o caso típico de orações com sujeitos diferentes, a exemplo de «O professor mudou o método de ensino para os alunos aprenderem melhor».
A referida oração («os antibióticos perderam eficácia devido à capacidade que as bactérias têm de lhes resistirem...») é um pouco diferente, devendo-se verificar a necessidade de flexão do infinitivo no âmbito somente da oração subordinada («as bactérias têm a capacidade de resistir aos antibióticos»). Para que flexioná-lo, se o sujeito é o mesmo?
É frase semelhante a estas: «Todos tinham receio de enfrentar o tirano», «Nós vivemos da esperança de ver um mundo mais justo», «Não cobiçavam a glória de ficar em posição de destaque».
Outras de estrutura diferente, mas com sujeito único, também não exigem flexão do infinitivo: "Eles quiseram estar presentes à cerimônia", "Esperamos construir a casa em seis meses".
Nesse caso, vale a máxima de "Por que dizer com muito aquilo que pode ser dito com pouco?".
Chance
Li uma explicação vossa acerca da palavra chance. De facto, segundo Napoleão Mendes de Almeida, temos a palavra oportunidade. No entanto, perguntava se chance ainda é considerado um estrangeirismo ou se estabilizou linguísticamente o suficiente para incorporar o nosso léxico?
Cordialmente.
A palavra sobremesa
Quando e por que a refeição secundária recebeu o nome de sobremesa? A refeição principal também fica «sobre a mesa»!
E não é coisa só do idioma português, não: em inglês = overtable; e em espanhol = sobremesa!
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
I-no-cên-cia / a-pa-rên-cia / sé-rie
Como separa as sílabas das palavras inocência, aparência e série?
O verbo desabafar
É correto escrever: «Ela desabafou sobre suas mágoas»?
O aspeto imperfetivo em «ele pintava uma aguarela»
Após ler em vários suportes sobre o aspeto verbal, continuo com algumas dúvidas:
a) quando, por exemplo, se afirma que o aspeto gramatical imperfetivo «apresenta a situação expressa pelo enunciado como ainda em curso e não concluída», por exemplo «O Ricardo pintava uma aguarela» (Aura Figueira, 24 de outubro de 2017, in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, consultado em 03-10-2021), parece haver uma contradição; pois pela afirmação «a situação está e ainda em curso e não concluída», depreende-se que está em curso no momento da enunciação, isto é, quando o enunciador pronuncia a afirmação, o que, embora o contexto não seja totalmente preciso, não estará correto, pois tudo indica que a ação já terá terminado antes da enunciação;
b) o valor imperfetivo pode combinar-se com outros valores, nomeadamente o habitual e o iterativo? Por exemplo, em «Tenho encontrado gente admirável por todo o lado», temos concomitantemente o valor iterativo e imperfetivo? Seria possível esclarecerem-me? Muito obrigado
Tempo vs. deixis na frase «quando lá estive, a praia parecia agradável»
Na frase «quando lá estive, a praia parecia agradável», podemos considerar que «parecia» é um deítico temporal (a sugerir simultaneidade)?
Bem-hajam!
Análise sintáctica
Oi, amigos! Aqui estou eu de novo, como sempre, pedindo socorro. Tenho dúvidas em analisar sintaticamente o período: " A intrigante resposta do mestre ao aluno despertou reações". Gostaria de saber em especial, sobre os trechos: "...do mestre.." e "...ao aluno...". "...do mestre..." é complemento nominal? E "... ao aluno..."? Desde já muito obrigada.
Análise sintática de «palavra que vi o moço»
No trecho abaixo retirado de Sonhos D'Ouro, de José de Alencar, como ficaria a análise sintática de "Palavra que vi o moço"? Fiquei em dúvida.
«É sério, Mrs. Trowshy. Palavra que vi o moço. E a senhora também; não disfarce.»
