A função sintática de braçal em «trabalhador braçal»
Em «trabalhador braçal», «braçal» é complemento do nome?
Uma oração coordenada oralizante: «Não gosto de os ver a chorar e eu não ter nada...»
Perguntava-vos se é possível aceitarmos esta construção frásica:
«Não gosto de os ver a chorarem por terem fome e eu não ter nada para lhes dar.»
Obrigado.
Negação em construções comparativas
Em catalão, italiano e, em linguagem popular, também em castelhano, é possível a construção de frases comparativas com negação. Também é possível o emprego da negação em comparações de superioridade ou de prioridade e de inferioridade ou posterioridade em português, ainda que seja só em língua oral/popular?
Exemplos:
Cat.: La Maria és més alta que no la Lluïsa. It.: Maria è più alta di Luisa. Maria è più alta che non Luisa. Cast.: María es más alta que Luisa. Pop.: María es más alta que no Luisa. Gal.: María é máis alta ca Luisa. *María é máis alta ca non Luisa.
Em português, seriam construções como:
A Maria é mais alta do que (não) a Luisa. Ele mudou muito antes a forma de falar que (não) a forma de c...
«Começou a ajudar a missa teria talvez uns doze anos»
Na frase «Começou a ajudar a missa teria talvez uns doze anos», porque é que o infinitivo ter é usado no condicional?
Não era melhor se utilizássemos gerúndio?
«Começou a ajudar a missa, talvez, tendo uns doze anos», ou bem «Começou a ajudar a missa, quando teria talvez uns doze anos»?
Obrigado pela disponibilidade.
«Outros» vs. «os outros»
Qual a forma mais correta?
– Cuidaram ativamente das necessidades de outros.
– Cuidaram ativamente das necessidades dos outros.
Grato.
«50 anos da sua morte»
vs. «50 anos após a sua morte»
vs. «50 anos após a sua morte»
No jornal Público de 19/01/2023 escreve-se em título «Amílcar Cabral em 50 objetos, um para cada ano da sua morte».
Pergunto se esta construção sintática está correta, concretamente, se não deve ser «após a» em vez de «da».
A locução «no imediato»
Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida.
No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso.
A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.»
Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado.
Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.
«Em 2 minutos» e «dentro de 2 minutos»
Deve dizer-se «voltaremos em 2 minutos», ou deve dizer-se «voltaremos dentro de 2 minutos»?
Concordância com alguém
A frase que se segue apresenta um verbo copulativo; relativamente à concordância, na presença de um pronome indefinido invariável, perguntava-vos se essa concordância foi respeitada:
«Ela sempre fora uma mulher calma, mas depois tornou-se ALGUÉM desesperado, inseguro.»
Obrigado.
Redobro do clítico: «Levavam-me a mim e à minha irmã»
Uma aluna de PLE nível B1 escreveu a seguinte expressão num texto: «os meus pais levavam eu e a minha irmã».
Corrigi a frase para: «os meus pais levavam-me a mim e à minha irmã». Ela compreendeu a alteração e a substituição do pronome de sujeito eu pelo pronome de complemento de complemento direto me, mas questionou-me sobre a necessidade de incluir a expressão «a mim», uma vez que lhe parece um uso redundante. A pergunta pareceu-me pertinente, mas expliquei-lhe que não podemos omitir «a mim», sob pena de a frase se tornar incorreta (*os meus pais levavam-me e à minha irmã).
Gostaria de confirmar como se pode explicar o uso repetido dos pronomes numa expressão deste género. Trata-se de um verbo transitivo direto e indireto que exige neste caso o complemento direto (me) e o oblíquo («a mim»)? E há alguma forma mais simples de explicar isto a um aluno estrangeiro sem entrar em tecnicismos?
Muito obrigada.
