DÚVIDAS

Negação em construções comparativas
Em catalão, italiano e, em linguagem popular, também em castelhano, é possível a construção de frases comparativas com negação. Também é possível o emprego da negação em comparações de superioridade ou de prioridade e de inferioridade ou posterioridade em português, ainda que seja só em língua oral/popular? Exemplos:    Cat.: La Maria és més alta que no la Lluïsa.   It.: Maria è più alta di Luisa.   Maria è più alta che non Luisa.   Cast.: María es más alta que Luisa.   Pop.: María es más alta que no Luisa.   Gal.: María é máis alta ca Luisa.   *María é máis alta ca non Luisa. Em português, seriam construções como:    A Maria é mais alta do que (não) a Luisa.   Ele mudou muito antes a forma de falar que (não) a forma de c...
A locução «no imediato»
Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida. No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso. A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.» Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado. Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.
Redobro do clítico: «Levavam-me a mim e à minha irmã»
Uma aluna de PLE nível B1 escreveu a seguinte expressão num texto: «os meus pais levavam eu e a minha irmã». Corrigi a frase para: «os meus pais levavam-me a mim e à minha irmã». Ela compreendeu a alteração e a substituição do pronome de sujeito eu pelo pronome de complemento de complemento direto me, mas questionou-me sobre a necessidade de incluir a expressão «a mim», uma vez que lhe parece um uso redundante. A pergunta pareceu-me pertinente, mas expliquei-lhe que não podemos omitir «a mim», sob pena de a frase se tornar incorreta (*os meus pais levavam-me e à minha irmã). Gostaria de confirmar como se pode explicar o uso repetido dos pronomes numa expressão deste género. Trata-se de um verbo transitivo direto e indireto que exige neste caso o complemento direto (me) e o oblíquo («a mim»)? E há alguma forma mais simples de explicar isto a um aluno estrangeiro sem entrar em tecnicismos? Muito obrigada.
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