DÚVIDAS

O verbo duelar
«Petro [de Luanda] e [Primeiro] ´"D'Agosto" vão "duelar" esta tarde» – ouvi há dias numa rádio angolana, por regra sempre muito inventiva no léxico usado. Em Portugal, no chamado futebolês, usa-se muito o substantivo duelo. Por exemplo: no jogo tal, a equipa Y ganhou (ou perdeu) os principais duelos individuais. Alguém das minhas relações duvidou do acerto do uso do verbo, embora eu tenha opinião contrária: duelo + ar = duelar. Estou certo ou errado? Muito obrigado.
Metáfora e hipérbole em versos de Almeida Garrett
No poema "Seus Olhos", de Almeida Garrett, nos versos 4 e 5, «Não tinham luz de brilhar,/ Era chama de queimar», podemos aceitar a presença de três recursos expressivos, a metáfora, a hipérbole e a antítese? Passo a explicar o meu ponto de vista. – Metáfora e hipérbole (o poeta pretende realçar o poder que os olhos da mulher têm sobre ele e os sentimentos intensos que ela provoca, ao ponto de o fazer sofrer). – Antítese (mostra que o amor que o sujeito poético sente é paradoxal, isto é, intenso, mas, ao mesmo tempo, destruidor). Agradeço, desde já, a atenção e um possível esclarecimento.
A origem da irregularidade na conjugação verbal
Quero saber se os verbos irregulares já vêm assim pelo latim, grego e hebraico como suas origens ou se isso já começou nos idiomas em que se fixaram em definitivo. Por exemplo, conjugações/particípios irregulares de verbos no idioma português, eles são assim por herança etimológica do latim, grego e hebraico? Ou essa "salada de frutas" já começou no português de verdade? Aproveitando, se puderem dar um palpite, meio que sem compromisso: vocês creem que «(Eu) dirijo» seja irregular enquanto conjugação por não ter o g, ainda que mude radicalmente a pronúncia se trocar o j pelo g no caso? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa