O verbo duelar
«Petro [de Luanda] e [Primeiro] ´"D'Agosto" vão "duelar" esta tarde» – ouvi há dias numa rádio angolana, por regra sempre muito inventiva no léxico usado. Em Portugal, no chamado futebolês, usa-se muito o substantivo duelo. Por exemplo: no jogo tal, a equipa Y ganhou (ou perdeu) os principais duelos individuais. Alguém das minhas relações duvidou do acerto do uso do verbo, embora eu tenha opinião contrária: duelo + ar = duelar.
Estou certo ou errado?
Muito obrigado.
A expressão «ir a penantes»
Tenho ouvido a expressão «ir a penantes», no sentido de «ir a pé».
Surpreendi este sentido na Infopédia.
Estará correto? Ou será uma corruptela de «regressar a penates», no sentido de regressar a casa, que acabou por ser dicionarizada?
Obrigado.
O antónimo de paternal
Qual é o contrário do adjectivo paternal?
Frente al-Nusra
[Atualmente chamada Frente Fatah al-Sham], [escreve-se] «Frente "al-Nusra"» ou «Frente "al-Nosra"»?
Os anglo-saxónicos usam com u, os francófonos com o.
O complemento indireto e o verbo amarrar: «amarraram uma rede aos troncos»
Fui surpreendido com a seguinte análise sintática:
Na frase «Amarraram uma rede aos troncos», o constituinte «aos troncos» é substituível por lhes e classificado de complemento indireto.
Fico na dúvida se não é complemento oblíquo.
Podiam elucidar-me sobre esta classificação?
Obrigado pelo vosso trabalho.
Metáfora e hipérbole em versos de Almeida Garrett
No poema "Seus Olhos", de Almeida Garrett, nos versos 4 e 5, «Não tinham luz de brilhar,/ Era chama de queimar», podemos aceitar a presença de três recursos expressivos, a metáfora, a hipérbole e a antítese?
Passo a explicar o meu ponto de vista.
– Metáfora e hipérbole (o poeta pretende realçar o poder que os olhos da mulher têm sobre ele e os sentimentos intensos que ela provoca, ao ponto de o fazer sofrer).
– Antítese (mostra que o amor que o sujeito poético sente é paradoxal, isto é, intenso, mas, ao mesmo tempo, destruidor).
Agradeço, desde já, a atenção e um possível esclarecimento.
«Ter permissão de» e «ter permissão para»
Deve escrever-se «Tive permissão de aí entrar» ou «Tive permissão para aí entrar»?
Suponho que, sendo possível escrever das duas formas, dependerá do contexto – e, se assim for, peço o favor de me esclarecerem quando devo usar de e quando devo usar para.
Obrigado.
A expressão «fazer (a) cirurgia»
Gostava de agradecer o vosso trabalho. Tem sido muito esclarecedor para os seguidores do Ciberduvidas. Muito obrigada!
Deixo aqui uma frase de uma amiga que me gerou dúvidas: «... não sei se é para fazer a cirurgia às cataratas.» A minha dúvida está em «às cataratas». Eu diria das cataratas. Qual é a correta?
Obrigada pela vossa atenção e pelo vosso trabalho!
«Os candidatos Flávio Dino e João Castelo concorreram...»
Na oração: «Os candidatos Flávio Dino e João Castelo concorreram às eleições deste ano no Maranhão», o sujeito nesta oração é simples, ou composto? E qual o núcleo do sujeito? Os termos «Flávio Dino e João Castelo» são considerados aposto nesta oração? Aguardo resposta. Obrigada.
A origem da irregularidade na conjugação verbal
Quero saber se os verbos irregulares já vêm assim pelo latim, grego e hebraico como suas origens ou se isso já começou nos idiomas em que se fixaram em definitivo.
Por exemplo, conjugações/particípios irregulares de verbos no idioma português, eles são assim por herança etimológica do latim, grego e hebraico? Ou essa "salada de frutas" já começou no português de verdade?
Aproveitando, se puderem dar um palpite, meio que sem compromisso: vocês creem que «(Eu) dirijo» seja irregular enquanto conjugação por não ter o g, ainda que mude radicalmente a pronúncia se trocar o j pelo g no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
