Pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos no 1.º ciclo
No excerto abaixo:
«Aquela não era uma máquina qualquer. Mariana escreveu nela os seus primeiros contos e esses tempos foram felizes para a máquina.
– Eu tenho saudades tuas. – disse a velha máquina à Mariana.»
No exercício solicita-se a identificação, entre as palavras assinaladas (aquela, seus, esses, eu e tuas), dos pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos. A "rasteira" é que algumas das palavras não são pronomes, mas sim determinantes.
Gostava de compreender melhor a distinção entre estas duas classes gramaticais, de uma maneira que possa ensinar a uma criança de nove anos que se debate com este tipo de exercícios.
Discurso indireto: futuro do indicativo e condicional
Fiquei responsável de redigir uma ata de reunião e corrigiram o tempo verbal associado à passagem para o discurso indireto. A frase era mais ou menos a seguinte:
«As professores X e Y comunicaram que, no dia Z, seria feita a entrega de prémios do concurso de poesia.»
Escrevi "seria", usando o condicional, partindo do princípio de que devia respeitar as regras de transposição de discurso direto para indireto, assumindo que em discurso direto teria sido usado o futuro do indicativo. Saliento que a ata foi lida e aprovada na reunião seguinte, portanto depois do referido evento (a entrega de prémios) já ter sido realizado.
Consultei as gramáticas de referência, como a da Gulbenkian, e percebi que de facto, por vezes, as regras mais "clássicas" não devem ser aplicadas, mas não encontrei qualquer regra que justifique que tenham corrigido "seria" e passado para "será". Há alguma regra que eu desconheça e que faça com que esta correção esteja correta?
Agradeço muito se me puderem responder, porque estou tentada a continuar a escrever no condicional, quando se tratar da citação em discurso indireto sobre algo que se prevê para o futuro.
Obrigada.
Modificador do adjetivo: «a língua falada na faixa ocidental da Península Ibérica»
Gostaria de saber como classificam sintaticamente o constituinte «na faixa ocidental da Península Ibérica"» na seguinte frase:
«O galego-português era a língua falada na faixa ocidental da Península Ibérica.»
A grafia de reflito e reflita em 1940
Sobre a forma reflectir, grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, o Dicionário de Verbos Portugueses da Plátano Editora, na sua edição de março de 1993, regista, na pág. 109, a seguinte nota:
«Verbos terminados em -ectir: mudam o e do radical em i na 1.ª pess. sing. do presente do indicativo, em todas as pessoas do presente do conjuntivo (subjuntivo) e nas pessoas derivadas deste tempo no imperativo. O c do radical desaparece nestas formas verbais.»
Não encontrei esta regra sobre a queda do c do radical em mais lado nenhum.
No Prontuário da Língua Portuguesa da Editorial O Século (6.ª edição, abril 1975), registam: reflectir – reflicto, reflecte, reflectimos; reflicta, reflictamos, etc.
Na versão do Dicionário Priberam conforme a norma de 1945, o verbo também aparece ortografado com o c do radical.
Na rubrica da SIC “Nós por cá”, inserta no Jornal da Noite de domingo, dia 2.10.2005, a apresentadora mostrava um cartaz, onde se lia a palavra reflita e afirmava que a autarquia devia mandar emendar o erro, pois o certo seria reflicta.
A minha questão é, pois, a seguinte: a referida nota do Dicionário de Verbos Portugueses da Plátano Editora estará correta e, cumulativamente, antes do Acordo Ortográfico de 1990 grafava-se este c do radical em toda a conjugação do verbo refletir?
“Inspectorate” + “directorate”
Na consulta de textos escritos em inglês, têm-me surgido ocasionalmente as expressões “Inspectorate” e “Directorate”. Qual a forma mais correcta de tradução dessas expressões? Obrigado
Concordância: «As testemunhas são cristãos verdadeiros»
Vi num livro publicado pelas Testemunhas de Jeová (Seja Feliz Para Sempre!, p. 79) o seguinte título:
«Será que as Testemunhas de Jeová são cristãos verdadeiros?».
A minha dúvida é: porque é que a concordância não é/está «cristãs verdadeiras»? Afinal, quem é sujeito e quem é predicativo?
Agradeço a ajuda!
O plural de livre-pensador
Em nenhum dos prontuários que consultei consigo encontrar uma resposta para esta dúvida: qual deverá ser o plural de livre-pensador? Livre-pensadores ou livres-pensadores?
A função sintáctica de «da história» em «O meu pai gostou da história»
Gostaria de saber qual a função sintáctica do segmento «da história» na frase «O meu pai gostou da história».
Grata pela atenção.
«Estar mortinho por» e «estar mortinho para»
Diz-se «estar mortinho por» ou «estar mortinho para»?
Inversão do sujeito
Na frase «Na base da descoberta científica está um artigo de 1952», o constituinte «um artigo de 1952» é predicativo do sujeito, é complemento direto ou é sujeito? Há alguma circunstância em que o verbo estar possa reger constituintes que não cumpram a função de predicativo do sujeito?
Agradeço a ajuda.
